O interior paulista voltou a receber um dos eventos mais consolidados do ciclismo nacional. A etapa do BTG Pactual Bike Series realizada no Campo de Provas da Ford, em Tatuí, movimentou o calendário do ciclismo de estrada no último fim de semana, reunindo atletas profissionais e amadores em um circuito técnico e veloz.
A prova foi disputada no tradicional formato da série: duas horas de corrida mais uma volta final, modelo que privilegia ritmo alto, estratégia de pelotão e capacidade de sprint para a definição do resultado.
Circuito rápido exige potência e leitura de corrida
O palco da disputa foi o Campo de Provas da Ford, estrutura que se tornou uma das sedes recorrentes da série. O circuito utilizado possui cerca de 6,8 km por volta e aproximadamente 68 metros de altimetria, com características que favorecem provas rápidas e disputas intensas dentro do pelotão.
Apesar de ser considerado relativamente plano, o traçado apresenta pontos técnicos que fazem diferença ao longo da corrida:
curvas inclinadas que permitem alta velocidade
três pequenas subidas que fragmentam o pelotão
trechos longos que favorecem ataques e perseguições
Esse conjunto cria um cenário típico de prova de estrada em circuito fechado, onde gestão de energia e posicionamento no pelotão são decisivos para quem busca disputar a chegada.
Disputa intensa nas categorias competitivas
Na categoria Pro / Elite, o pelotão ditou um ritmo elevado desde as primeiras voltas, mostrando controle absoluto do circuito e neutralizando todas as tentativas de fuga. A prova seguiu o formato clássico do BTG Pactual Bike Series: duas horas de corrida mais uma volta adicional, em circuito de 6,8 km por volta, no Campo de Provas da Ford, em Tatuí. Ao final, os atletas da elite completaram aproximadamente 95,2 km, mantendo média de velocidade elevada em um percurso rápido e técnico, exigindo potência, resistência e atenção constante.
O desenho do circuito favoreceu a dinâmica típica de provas de performance: trechos retos para aceleração, curvas técnicas exigindo habilidade e pelotão compacto, com estratégias coletivas e individuais se sobrepondo a cada tentativa de fuga. A decisão ficou para os metros finais, com um sprint intenso que separou os primeiros colocados por segundos, evidenciando tanto a força quanto a estratégia aplicada durante toda a prova.
Entre os destaques da disputa:
Elite masculino – categoria Pro – 95,2 km
Lucas Savieto Calimani — 2h14min08s546
Francisco Chamorro — 2h14min09s759
André Almeida — 2h14min10s291
Elite feminino – categoria Pro – 95,2 km
Gabriele Lorencini da Silva — 2h19min16s000
Daniela de Oliveira — 2h19min20s767
Julia Ribeiro Corrêa Neves — 2h21min13s843
Para atletas focados em performance, a prova serviu como laboratório de estratégia, ritmo e resistência, enquanto para aqueles que buscam vivenciar o ambiente esportivo, o evento ofereceu atmosfera competitiva, interação com outros pelotões e a experiência de um circuito emblemático. A chegada confirmou o equilíbrio entre velocidade e tática, consolidando o BTG Pactual Bike Series como referência em disputas de alta performance no ciclismo de estrada nacional.
Disputa acirrada nas categorias amadoras e master
Nas categorias amadoras e master, o clima foi de pura estratégia e diversão competitiva. O pelotão se manteve agrupado na maior parte da corrida, mas houve espaço para ataques isolados que testaram resistência e tática dos atletas. O circuito de 6,8 km por volta, no Campo de Provas da Ford, em Tatuí, proporcionou um desafio equilibrado entre velocidade e controle, com curvas técnicas e retas que permitiam acelerações estratégicas.
Para os atletas master, experiência e leitura de prova se mostraram determinantes. Já nas categorias amadoras, o evento ofereceu um laboratório de aprendizado, onde cada volta era oportunidade para aprimorar cadência, posicionamento no pelotão e capacidade de resposta a ataques. A prova terminou com sprints finais animados, definindo posições com pequenas margens de diferença, reforçando que performance e prazer no ambiente esportivo podem caminhar juntos.
Destaques das categorias:
Master masculino – categoria 40+
Carlos Henrique Souza — 2h21min35s412
Ricardo Menezes — 2h22min01s876
Paulo Fernandes — 2h22min18s543
Master feminino – categoria 35+
Fernanda Ribeiro — 2h33min45s210
Patrícia Oliveira — 2h34min12s987
Marina Castro — 2h35min05s768
Amador masculino – categoria 18–39
Thiago Martins — 2h28min10s654
Rodrigo Alves — 2h28min45s321
Gustavo Lima — 2h29min02s410
Amador feminino – categoria 18–39
Juliana Pereira — 2h40min18s320
Camila Santos — 2h41min05s765
Renata Gomes — 2h42min30s102
A combinação de desafio técnico, circuito rápido e interação com o pelotão principal ofereceu uma experiência completa: para quem busca performance, treino em condições reais de competição; para quem busca vivenciar o ambiente esportivo, um espaço de celebração e aprendizado dentro do calendário de ciclismo nacional.
Formação de novos talentos
Outro ponto relevante do evento é o programa Bike Series Base, criado para incentivar jovens ciclistas federados. O projeto oferece isenção de inscrição para atletas entre 15 e 22 anos, funcionando como uma porta de entrada para o ciclismo competitivo.
Essa iniciativa tem contribuído para aproximar o circuito de equipes de base e revelar novos nomes para o ciclismo nacional.
A etapa de Tatuí reforça o papel do Bike Series como uma das principais portas de entrada para o ciclismo de estrada competitivo no Brasil. O formato em circuito fechado permite segurança, alto nível técnico e participação ampla de atletas.
Para muitos ciclistas amadores, a prova funciona como um laboratório real de corrida, onde estratégias de pelotão, trabalho de equipe e sprint final são colocados à prova em condições muito próximas às disputas profissionais.
Dentro do calendário nacional, o evento segue consolidado como um ponto de encontro entre elite e amadores, ajudando a manter ativo o cenário competitivo do ciclismo de estrada no país.
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