Durabilidade: o novo pilar do endurance começa quando o corpo já não está fresco
Durante muito tempo, o atleta de endurance aprendeu a olhar para o VO₂ máximo, os limiares e o pace para entender onde estava sua performance.
Esses indicadores continuam importantes, mas existe uma pergunta que eles não respondem completamente: o que acontece com você depois de duas ou três horas de esforço?
É nesse ponto que a durabilidade, ou durability, começa a ganhar espaço na discussão científica e entre treinadores de endurance. O conceito tenta responder quanto da capacidade fisiológica e mecânica do atleta permanece disponível quando o exercício prolongado começa a produzir fadiga, não é apenas quanto você consegue correr, pedalar ou nadar descansado, é quanto dessa capacidade continua existindo quando a prova começa a cobrar.
O problema do atleta que é rápido quando está fresco
Dois corredores podem apresentar VO₂ máximo semelhante, limiar próximo e desempenhos muito parecidos em uma sessão curta.
Na maratona, entretanto, eles podem ter histórias completamente diferentes.
Um chega ao km 30 ainda próximo do ritmo planejado.
O outro começa a perder velocidade, aumenta o custo energético para manter o pace e transforma cada quilômetro restante em uma negociação com a própria musculatura.
A diferença não está necessariamente no motor.
Pode estar na capacidade de preservar o funcionamento desse motor ao longo do tempo.
Uma revisão recente sobre durabilidade no endurance destaca justamente essa questão: variáveis fisiológicas e de desempenho utilizadas tradicionalmente para caracterizar atletas podem se modificar durante exercícios prolongados.
Entre os fatores relacionados estão fadiga neuromuscular, alterações metabólicas, deriva cardiovascular e disponibilidade de carboidratos.
O atleta experiente já conhece essa sensação.
É aquele momento em que o relógio continua mostrando o mesmo pace, mas o esforço necessário para sustentá-lo parece completamente diferente.
VO₂ máximo continua importante. Mas ele não conta a história inteira
É importante não cair no erro de transformar durabilidade em substituta do VO₂ máximo.
Não é.
O VO₂ máximo continua sendo uma das principais referências para avaliar a capacidade aeróbica.
O próprio entreesportes já mostrou como esse indicador se relaciona com a capacidade de sustentar determinada intensidade durante uma prova longa.
Mas existe uma diferença entre conhecer o teto e conhecer o comportamento do atleta depois de horas de trabalho.
Leia também: VO₂max na corrida o número que seu treino muda e como testá-lo sem sair do asfalto
É por isso que a durabilidade interessa tanto ao corredor de maratona, ao ciclista de estrada, ao triatleta e ao atleta de trail.
A prova não testa apenas o que você consegue produzir.
Ela testa o quanto consegue preservar.
Quando a economia começa a desaparecer
Na corrida, uma das questões centrais é a economia de corrida.
Um atleta eficiente precisa de determinada quantidade de energia para correr em uma determinada velocidade.
Quando a fadiga altera a mecânica, a rigidez musculotendínea ou a capacidade neuromuscular de produzir força, o custo daquela mesma velocidade pode aumentar.
O pace permanece.
A conta fisiológica muda.
É por isso que um corredor pode estar aparentemente dentro da meta no km 25 e, cinco quilômetros depois, começar a perder segundos por quilômetro sem ter conscientemente mudado de estratégia.
A durabilidade olha justamente para essa deterioração.
E existe uma consequência prática: o treino precisa ensinar o atleta a produzir qualidade depois de acumular trabalho.
Não basta fazer o treino de ritmo.
É preciso entender o que acontece quando esse ritmo aparece depois do volume.
O longão deixa de ser apenas quilometragem
Aqui está uma das mudanças mais interessantes.
O longão não precisa ser apenas uma sessão para acumular quilômetros.
Ele pode ser uma ferramenta para observar o comportamento da performance sob fadiga.
Um corredor que faz 28 ou 30 km em ritmo controlado pode, dependendo de sua periodização, inserir um bloco específico na parte final da sessão.
O objetivo não é simplesmente terminar destruído.
É observar se consegue executar o trabalho planejado quando já existe fadiga acumulada.
Essa diferença é enorme.
Treinar exaustão não é a mesma coisa que treinar durabilidade.
Uma revisão recente sobre o tema ressalta justamente que ainda não existe um protocolo universal para medir ou desenvolver durabilidade. Duração, intensidade, alimentação e ambiente interferem no resultado, o que exige cuidado ao comparar testes diferentes.
O primeiro pode produzir apenas cansaço.
O segundo precisa produzir uma adaptação específica.

No ciclismo, a potência deixa a discussão ainda mais clara
O ciclista tem uma vantagem: a potência permite enxergar de maneira muito objetiva o que acontece quando o corpo começa a perder capacidade de produção.
Um atleta pode produzir determinada potência quando está fresco.
Depois de duas ou três horas, a questão passa a ser quanto dessa potência ainda está disponível.

studos sobre durabilidade em ciclistas já encontraram diferenças individuais relevantes na queda de potência após protocolos de fadiga. Em um estudo com ciclistas treinados, por exemplo, a redução de potência em um esforço posterior foi menor no grupo classificado como mais bem-sucedido, embora o tamanho da amostra e o protocolo impeçam transformar esses valores em uma regra universal.
É exatamente aqui que potência, frequência cardíaca e percepção de esforço começam a trabalhar juntas.
Não basta olhar para o número absoluto.
O comportamento do número ao longo do treino também importa.
E a força entra nessa história
Se a musculatura precisa continuar produzindo força depois de horas de trabalho, força não pode ser tratada como uma atividade paralela ao endurance.
Ela faz parte da preparação.
O entreesportes já abordou essa relação ao analisar como o treinamento de força interfere nos determinantes da performance de endurance.
Em uma matéria recente sobre administração de carga, a força aparece como parte do sistema de preparação, especialmente para preservar a mecânica quando o volume de trabalho aumenta.
Leia: Performance não é treinar mais: é aprender a administrar a carga
Para o corredor, isso significa chegar mais tarde ao ponto em que a técnica começa a se deteriorar.
Para o ciclista, significa continuar transferindo força para o pedal quando a subida aparece depois de horas de prova.
Para o triatleta, significa sair da bicicleta com alguma qualidade neuromuscular disponível para correr.
A durabilidade não transforma força em endurance.
Ela coloca a força dentro da conversa sobre quanto tempo o atleta consegue preservar sua capacidade de executar.
O equipamento também entra no problema
Existe uma consequência que o atleta costuma ignorar.
Se a mecânica muda quando a fadiga chega, o equipamento utilizado durante o treinamento precisa fazer sentido para aquela fase da preparação.
Não é por acaso que o entreesportes vem defendendo a periodização do tênis.
O tênis de prova não necessariamente é o melhor tênis para o longão.
E o tênis de longão não necessariamente é o equipamento que você quer no dia em que precisa correr no limite.
É nesse cenário que o Olympikus Corre Supra 2 entra na conversa, a proposta faz sentido para o corredor que precisa acumular quilômetros sem abrir mão de uma resposta suficiente para manter o ritmo quando a musculatura já começa a mostrar o desgaste do treino.
O ponto não é transformar o Supra 2 em um tênis de competição por definição, é entender onde ele pode funcionar dentro da rotação.
Para treinos mais longos, o equilíbrio entre conforto e resposta ganha importância justamente porque o comportamento do corpo muda conforme a sessão avança.
Quando o quilômetro 15 parece diferente do quilômetro 5, o tênis também passa a fazer parte dessa equação. É aí que o Olympikus Corre Supra 2 ganha relevância: não apenas pela sensação inicial ao calçar, mas pela necessidade de continuar correndo com alguma eficiência quando a perna já está carregada.
Isso fica ainda mais evidente quando a discussão é durabilidade.
Um atleta que passa horas treinando precisa de um equipamento que entregue conforto, estabilidade e comportamento previsível durante aquele volume.
No ciclismo, essa lógica também aparece na escolha das rodas
A Roda de Carbono Unaas Hard 50D SE, por exemplo, trabalha com aro de 50 mm e foi desenvolvida com uma proposta de equilíbrio entre aerodinâmica, controle e durabilidade, além de compatibilidade Tubeless Ready e uso voltado para road.
No entreesportes pro, a curadoria trabalha exatamente com essa lógica: não existe “o melhor tênis” de forma absoluta, existe o equipamento adequado para determinada modalidade, fase do treinamento, terreno e perfil de atleta.
Conheça a curadoria do entreesportes pro
E existem exemplos concretos dentro do próprio ecossistema.
A análise da linha Olympikus Corre, por exemplo, separa Corre Max, Corre Turbo e Corre Supra 2 justamente por função de uso, mostrando por que um corredor que periodiza treinamento deveria parar de tratar tênis como produto único.
Leia: A linha Corre da Olympikus — do treino do dia a dia à maratona
A nutrição aparece quando a prova fica longa
Agora vem uma parte que não pode ser separada da durabilidade.
Combustível.
Um atleta pode ter excelente capacidade aeróbica e musculatura preparada, mas a estratégia nutricional durante um esforço prolongado continua sendo determinante para a capacidade de sustentar trabalho.
É justamente por isso que carboidrato não deveria entrar na conversa apenas quando o atleta “quebra”.
Ele precisa estar planejado antes.
O entreesportes já destrinchou essa diferença em Eletrólitos, isotônicos e carboidratos: o guia definitivo para o atleta que não quer mais errar na hidratação.
Dentro dessa estratégia, o Isotonic Pro Drink pode entrar como uma opção de reposição energética durante esforços prolongados. A composição informada entrega 27 g de carboidratos, 96 mg de potássio e 108 kcal por porção, com vitaminas C e E. concentrando em uma mesma ingestão aporte de energia e eletrólitos.
Para sessões acima de 2 horas, especialmente quando a reposição calórica precisa acompanhar o volume de trabalho, essa característica passa a ser relevante na montagem da estratégia.
A lógica é simples: durabilidade não depende apenas de quanto tempo o músculo consegue trabalhar. Depende também de quanto tempo o atleta consegue manter disponibilidade de energia suficiente para continuar produzindo aquele trabalho.
A questão aqui não é recomendar um gel específico para todo atleta.
É entender que, quando a sessão ultrapassa duas horas, a escolha do produto precisa conversar com a estratégia de carboidrato, tolerância gastrointestinal, duração e intensidade.
E aí surge uma oportunidade comercial real.
Na curadoria atual do entreesportes pro existem géis energéticos, carboidratos em pó, maltodextrina, dextrose e produtos de recuperação. Entre as opções listadas estão Go! Energy Now e Nitro Power Gel.
Mas a estratégia começa antes de o atleta entrar no esforço prolongado.
A nutrição precisa acompanhar o ritmo, não interrompê-lo.
O New Millen Mass Complex pode entrar no café da manhã pré-treino ou pré-prova como uma alternativa prática para concentrar carboidratos antes da largada, especialmente quando o atleta precisa aumentar a disponibilidade energética sem depender de uma refeição muito volumosa.
A lógica é a mesma que aparece durante o exercício: combustível não deve ser uma resposta à quebra de desempenho, ele precisa fazer parte do planejamento para que o atleta consiga chegar mais longe preservando a capacidade de produzir trabalho.
Ver a curadoria de suplementação do entreesportes pro
O ponto não é comprar.
O ponto é saber por que aquele produto entraria no seu protocolo.
O produto certo aparece depois da pergunta certa
Essa é uma diferença importante no modelo do entreesportes pro.
O atleta não deveria começar pela prateleira.
Deveria começar pela necessidade.
Preciso sustentar carboidrato durante um longão?
Preciso organizar minha recuperação?
Preciso de um tênis para acumular volume?
Preciso de um modelo mais responsivo para os treinos de qualidade?
Preciso acompanhar melhor minha frequência cardíaca e minha potência?
É depois dessa pergunta que o produto começa a fazer sentido.
A própria estrutura do entreesportes pro foi construída nessa lógica: análise técnica, comparação e, somente depois, link direto para quem decidiu comprar.
Isso é diferente de colocar um produto no meio da matéria porque existe um link de afiliado.
Aqui, a necessidade vem primeiro.
Recuperação também determina quanto da performance permanece disponível
Durabilidade não termina quando o treino acaba.
Se o atleta acumula sessões longas sem conseguir absorver adequadamente a carga, a qualidade da sessão seguinte começa a cair.
A recuperação passa a ser parte da capacidade de sustentar performance ao longo da semana.
O entreesportes já tratou desse problema ao analisar o papel do whey protein no endurance e como estruturar a recuperação entre sessões e provas próximas.
Leia: Whey protein no endurance, como estruturar sua recuperação para as provas da semana
É nesse ponto que o Whey Protein 900g 100% Whey Refil Max Titanium Whey Concentrado pode entrar na rotina de recuperação, especialmente quando a prioridade é praticidade para garantir o aporte proteico depois de uma sessão longa.
A proposta não é transformar o suplemento em solução isolada, mas utilizá-lo dentro de uma estratégia alimentar que ajude o atleta a chegar melhor preparado para o próximo estímulo.
No endurance, recuperar bem também é uma forma de sustentar performance. Afinal, a durabilidade que interessa não é apenas a capacidade de manter o ritmo em uma sessão, mas conseguir repetir trabalho de qualidade ao longo da semana.
E existe uma distinção importante aqui.
Carboidrato durante a prova é uma coisa.
Proteína na recuperação é outra.
Creatina é outra.
Eletrólitos são outra.
Cada ferramenta ocupa uma posição diferente dentro da estratégia.
A matéria do entreesportes sobre creatina no endurance entra justamente nessa discussão: creatina não é produto para colocar na caramanhola durante uma maratona; pertence à estratégia de preparação, especialmente quando existe também demanda de força e esforços intensos dentro da modalidade.
A Creatina ATP 300g New Millen pode entrar como parte dessa estratégia de suplementação, não como recurso agudo para o momento da prova. A lógica é trabalhar a creatina de forma consistente dentro da rotina de treinamento, considerando a demanda individual e o conjunto da preparação.
A diferença é importante: enquanto carboidratos e eletrólitos podem ser planejados para acompanhar o esforço, a creatina está ligada a uma estratégia de uso contínuo.
No endurance, entender essa função evita transformar suplementos diferentes em ferramentas intercambiáveis.
O atleta pode começar a medir isso sem laboratório
A ciência ainda trabalha para estabelecer formas mais padronizadas de avaliar durabilidade.
Mas o atleta já tem dados suficientes para começar a observar o fenômeno no próprio treinamento.
Compare sessões semelhantes.
Observe pace e frequência cardíaca.
No ciclismo, observe potência e cadência.
Veja quanto tempo demora para a percepção de esforço subir.
Analise o último bloco de um longão.
Observe se a técnica se mantém.
E, principalmente, compare o que você consegue produzir no início com o que consegue produzir quando a fadiga já está instalada.
Não transforme isso em obsessão por um número.
Use como leitura de treinamento.
Porque uma queda de performance no final não significa automaticamente baixa durabilidade. Pode existir erro de pacing, alimentação inadequada, calor, desidratação, carga excessiva ou simplesmente uma sessão desenhada para produzir fadiga.
O contexto continua mandando.
O novo pilar não elimina os antigos
Essa talvez seja a parte mais importante.
Durabilidade não substitui VO₂ máximo.
Não substitui limiar.
Não substitui economia.
Não substitui força.
Não substitui nutrição.
Ela conecta essas variáveis com aquilo que realmente acontece durante uma prova longa: o tempo passa, a fadiga acumula e o atleta precisa continuar produzindo.
O conceito ganha importância justamente porque coloca a performance em movimento.
O atleta não é uma fotografia tirada no início de um teste.
É um sistema que muda durante o esforço.
E a pergunta passa a ser:
quanto dessa performance continua disponível quando chega a hora em que a prova realmente começa?
O treino que interessa é o que continua funcionando no final
Para quem corre 5 km, talvez a queda após três horas não seja a principal variável.
Para quem corre maratona, pedala 160 km, disputa um Ironman, faz trail de montanha ou passa horas em uma prova de gravel, a conversa muda completamente.
A parte decisiva da competição acontece quando o corpo já acumulou trabalho.
É justamente ali que a diferença entre capacidade e durabilidade aparece.
Por isso, o próximo longão não precisa necessariamente ser maior.
Pode precisar ser mais inteligente.
Pode precisar medir o que acontece depois do volume.
Pode precisar colocar qualidade onde normalmente você apenas desacelera.
Pode precisar revisar força.
Pode precisar revisar carboidrato.
Pode precisar revisar equipamento.
E pode precisar olhar para o próprio treino com uma pergunta diferente:
não “quanto eu consigo fazer fresco?”, mas “quanto daquilo que eu sei fazer ainda está disponível quando eu já estou cansado?”.
É aí que a durabilidade deixa de ser tendência e passa a ser uma variável prática de treinamento.
entreesportes
O endurance não é decidido apenas pela capacidade de produzir performance.
É decidido pela capacidade de preservar essa performance enquanto o relógio continua andando.
A durabilidade talvez seja justamente a ponte entre aquilo que o atleta consegue fazer no treino descansado e aquilo que consegue entregar quando a prova chega ao quilômetro em que todo mundo começa a pagar a conta.
E, nesse ponto, o equipamento, a força, a nutrição, a recuperação e o controle de carga deixam de ser assuntos separados.
Eles passam a fazer parte do mesmo sistema.
O sistema do atleta.
Entre no ecossistema entreesportes pro e use a curadoria a partir da necessidade real do seu treinamento.
Conheça também o circuito e o Clube Strava entreesportes: a proposta é transformar treino, comunidade e histórico de performance em uma mesma jornada.
Bibliografia e fontes utilizadas
Esta matéria foi produzida a partir de literatura científica sobre durabilidade, fadiga, economia de movimento e manutenção da performance durante exercícios prolongados, além de conteúdos editoriais publicados pelo entreesportes.
Referências científicas
- Hunter, B.; Maunder, E.; Jones, A. M.; Gallo, G.; Muniz-Pumares, D. Durability as an index of endurance exercise performance: methodological considerations.Experimental Physiology, 2025. Vol. 110, Issue 11, p. 1612–1624. DOI: 10.1113/EP092120.
- Meixner, B. J.; Joyner, M. J.; Sperlich, B. Durability, fatigability, repeatability, and resilience in endurance sports: definitions, distinctions, and implications.Journal of Applied Physiology, 2025. Vol. 139, Issue 6, p. 1703–1709. DOI: 10.1152/japplphysiol.00343.2025.
- Zanini, M.; Jones, A. M.; Nybo, L. Defining physiological resilience and durability in the context of endurance performance modeling.Journal of Applied Physiology, 2025. Vol. 139, Issue 6, p. 1714–1715. DOI: 10.1152/japplphysiol.00671.2025.
- Barsumyan, A.; Soost, C.; Burchard, H. Enhanced durability predicts success in amateur road cycling: evidence of power output declines.2025. DOI/PMID: 40438340.
- Assumpção, C. O.; Lima, L. C. R.; Oliveira, F. B. D.; Greco, C. C.; Denadai, B. S. Exercise-induced muscle damage and running economy in humans.The Scientific World Journal, 2013. Article ID 189149. DOI: 10.1155/2013/189149.
O que a literatura mostra
A revisão de Hunter et al. trata a durabilidade como a capacidade de resistir à deterioração de variáveis fisiológicas e de desempenho durante ou após exercício prolongado. O trabalho também destaca que intensidade, duração, nutrição e condições ambientais podem alterar a avaliação da durabilidade.
Meixner, Joyner e Sperlich discutem a diferença entre durabilidade, fatigabilidade, repetibilidade e resiliência, reforçando que esses conceitos ainda estão em processo de definição e padronização dentro da ciência do endurance.
No ciclismo, o estudo de Barsumyan, Soost e Burchard encontrou, após um protocolo de fadiga, queda média de potência de 6,5% no grupo classificado como mais bem-sucedido e de 12,5% no grupo menos bem-sucedido durante um esforço de 20 minutos. O resultado ilustra o conceito, mas não deve ser transformado em um índice universal de durabilidade.
A literatura sobre dano muscular e economia de corrida também demonstra que alterações provocadas por exercícios com elevada demanda muscular podem modificar posteriormente a economia e o desempenho, embora os resultados variem conforme o protocolo e a população estudada.
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Nota editorial: As referências científicas são utilizadas para contextualização jornalística e não constituem prescrição individual de treinamento, nutrição, suplementação ou recuperação. A literatura sobre durabilidade ainda apresenta diferentes definições e métodos de avaliação.
Pesquisa e curadoria editorial: entreesportes .
As referências e indicações de produtos apresentadas nesta matéria têm finalidade exclusivamente editorial e informativa. A inclusão de suplementos, marcas ou produtos não constitui prescrição nutricional, recomendação médica ou indicação individual de uso. A estratégia de suplementação deve considerar modalidade, duração e intensidade do esforço, alimentação, objetivos, tolerância individual e condições específicas de cada atleta. Em caso de dúvida, uso de medicamentos ou necessidade de ajuste individual, procure orientação de nutricionista ou médico habilitado.
