Maratonas 2027: o calendário completo e o check-up que decide se o seu corpo está pronto para o build
A janela de inscrição da London Marathon 2027 fechou em julho. Os resultados do sorteio já foram enviados para os 100 mil corredores selecionados. Dubai Marathon está com vagas, prova em 17 de janeiro. As inscrições para a Maratona Oficial de Belo Horizonte, edição comemorativa dos 130 anos da cidade, abrem na segunda-feira, 18 de agosto, ao meio-dia, via Ticket Sports. A primeira janela da Maratona do Rio, 25ª edição, está aberta até 30 de agosto para atletas vinculados a assessorias. O calendário de maratonas de 2027 não está esperando ninguém decidir com calma: ele está se fechando e se abrindo ao mesmo tempo, agora.
Existe um erro de sequência que boa parte dos maratonistas comete no planejamento de temporada: decidem a prova antes de entender o estado metabólico atual do corpo. Escolhem a data, fazem a inscrição, montam a planilha e só vão descobrir que a ferritina estava baixa, o cortisol basal elevado ou a função tireoidiana comprometida quando o treino para de responder em outubro ou novembro. A ordem correta é invertida: avaliar o organismo primeiro, escolher a prova com base no que os dados mostram, montar a periodização com dado real.
A matéria que traçou o check-up do maratonista do segundo semestre de 2026 mapeou o painel básico: hemograma, ferritina, vitamina D3, cortisol, testosterona, TSH e avaliação cardiológica. Para quem vai construir um ciclo de 16 a 22 semanas com objetivo de prova grande, esse painel é o piso, não o teto.
Para o maratonista que fecha o ciclo em solo nacional, o mapa de 2027 tem cinco provas âncora distribuídas de abril a julho.
A Maratona Internacional de São Paulo (3/4) está com inscrições abertas, primeiro lote encerrado.
A Maratona Oficial de Belo Horizonte (13–16/5) abre inscrições segunda-feira, 18 de agosto, às 12h, via Ticket Sports, edição especial dos 130 anos da cidade, com quatro modalidades incluindo a maratona completa.
Maratona do Rio (27–30/5), 25ª edição, está com a primeira janela aberta até 30 de agosto exclusivamente para atletas de assessorias, com demais janelas em sequência.
Maratona Internacional de Porto Alegre (5–6/6), 42ª edição e a mais antiga do país em atividade contínua, está com inscrições abertas.
SP City Marathon (25/7) largada na Praça Charles Miller, no Pacaembu, está com inscrições abertas desde 29 de julho no lote Early Runner.
Cinco provas, quatro janelas de construção: SP em abril exige um ciclo de 20–22 semanas iniciado agora; Porto Alegre e SP City em junho e julho deixam mais semanas de base disponíveis, útil para quem saiu do primeiro semestre com alguma limitação física ou de volume.
No cenário internacional, a Dubai Marathon (17/1) é a porta de entrada mais acessível do calendário global, inscrições abertas agora, percurso plano certificado para recordes, temperatura de inverno no Golfo entre 14 e 22°C na largada.
Em março, Roma (14/3) e Barcelona (14/3) dividem o mesmo fim de semana: Roma entrega o percurso mais cinematográfico do circuito europeu, com trechos históricos que exigem atenção de gear; Barcelona é referência de RP na Europa, asfalto liso, perfil flat
Paris (11/4) abre inscrições em setembro de 2026 com nova organização, ASICS Marathon de Paris, pela Cadence, após a saída da ASO. Das sete Majors de 2027, London está fechada. Tokyo (7/3) e Berlin (26/9) têm ballots abrindo entre setembro e novembro de 2026. Boston (19/4) exige BQ conquistado em prova certificada, com registro em setembro. Chicago (10/10) abre sorteio outubro-novembro, resultado em dezembro. New York (7/11) abre registro apenas em fevereiro de 2027.
Com o calendário na mão e a prova escolhida, o próximo movimento não é abrir a planilha. É entender o estado fisiológico real em que o corpo vai entrar nesse ciclo. Porque não existe build de 16 semanas para maratona que funcione sobre um organismo com déficit oculto e é exatamente isso que o check-up padrão não consegue identificar.
O painel básico de exames é o mínimo. Para um ciclo de maratona de alto nível, existem marcadores que ele não captura e que são determinantes para a performance de endurance.
Deixa eu te explicar esse painel do jeito certo.
O hemograma padrão que o médico pede é o mínimo. Ele serve para identificar problemas clínicos evidentes, anemia declarada, infecção ativa, colesterol fora do controle. Mas para quem está dentro de um ciclo de maratona e quer entender por que o treino não está respondendo como deveria, ele simplesmente não chega lá. Existem quatro grupos de marcadores que ele não captura e cada um deles explica um problema diferente.
O primeiro grupo é sobre energia e fadiga. E aqui tem uma armadilha clássica.
Todo mundo pede Ferritina. O médico olha, vê “dentro do intervalo”, e encerra o assunto. O problema é que a ferritina é uma proteína de fase aguda ela sobe em resposta a inflamação. Isso significa que o atleta pode estar com ferritina aparentemente normal enquanto o ferro real disponível para produzir hemácias está em falta. Como saber? Pedindo Saturação de Transferrina junto. Se ela estiver baixa, o organismo está sem matéria-prima para o transporte de oxigênio e o resultado prático não é anemia clínica. É fadiga muscular precoce. As pernas pesam antes de qualquer razão técnica justificar.
Junto com isso: Ácido Úrico alto em atleta de endurance não é gota. É sinal de catabolismo celular elevado o corpo está degradando mais ATP do que consegue repor. E LDH cronicamente alterado aponta que a via anaeróbica está sobrecarregada não como adaptação, como estresse acumulado.
Ficou claro até aqui? O ponto é: ferritina normal não garante nada. A Saturação de Transferrina é o dado real.
O segundo grupo é nutricional e tem outro erro comum aqui.
Magnésio sérico aparece normal porque o organismo faz exatamente o que precisa fazer para se manter vivo: drena o magnésio dos tecidos e estabiliza o sangue. O resultado laboratorial fica bonito. O músculo fica sem reserva. A consequência direta: cãibra à noite, sono que não restaura, irritabilidade sem causa aparente. Para saber o estoque real, o exame correto é o Magnésio Eritrocitário, ele mede dentro da hemácia, que reflete o que está no tecido muscular de verdade.
Zinco sérico também entra aqui. Corredores de alto volume perdem zinco pelo suor de forma expressiva, e a queda desse mineral reduz testosterona e compromete a imunidade. Cálcio Iônico fecha o grupo é a fração ativa do cálcio, responsável pela contração muscular e pela proteção óssea. Baixo aqui, o risco de fratura por estresse aumenta antes de qualquer sintoma.
O padrão desse grupo é o mesmo: o exame convencional não pega o problema até ele estar avançado.
O terceiro grupo é hormonal e é onde a coisa fica mais invisível.
TSH dentro do intervalo não significa tireoide funcionando bem para atleta. T3 Livre e T4 Livre podem já ter caído o suficiente para derrubar o metabolismo energético, aumentar a percepção de esforço e reduzir a clareza mental, sem nenhum sintoma clínico claro ainda. O atleta acha que está com problema de condicionamento. Na verdade, é o eixo tireoidiano que cedeu.
HOMA-IR, calculado com Insulina em Jejum e Glicemia, revela a eficiência no estoque de glicogênio. Atleta com resistência à insulina não consegue repor energia muscular entre as sessões com a velocidade necessária. Resultado: quebra no treino longo mesmo com alimentação aparentemente correta. Para mulheres, DHEA junto com Progesterona e Estradiol completa esse perfil e é a janela para identificar REDs, Deficiência Energética Relativa no Esporte, que começa como cansaço persistente e termina em lesões ósseas e irregularidade menstrual.
Esse grupo responde a uma pergunta que o atleta raramente faz: o corpo está em modo de construção ou de destruição?
O quarto grupo é inflamação e lesão e aqui está o maior sabotador silencioso.
PCR Ultrassensível cronicamente elevada fora do período pós-treino longo significa inflamação sistêmica ativa. Não é dor. Não é lesão visível. É um estado fisiológico que inibe a recuperação, reduz a resposta adaptativa ao treino e consome energia basal o atleta sente como “não consigo render no ritmo que eu deveria” sem entender por quê.
Creatinoquinase fecha o painel com uma pergunta direta: a planilha está gerando mais destruição de fibra muscular do que o organismo consegue reparar dentro do ciclo semanal? CK cronicamente alta com 48h de repouso responde que sim. E o que parece falta de dedicação é, na verdade, falta de espaço fisiológico para absorver o estímulo.
entreesportes · análise clínica do atleta
Painel de Exames — Além do Básico
4 grupos de marcadores que o hemograma padrão não captura. Clique em cada exame para ver a instrução de treinamento.
Saturação de Transferrina
Revela se há ferro disponível para hemácias — a ferritina pode enganar
⚠️ Se abaixo do limiar
Fadiga muscular precoce mesmo com ferritina "normal". A ferritina é proteína de fase aguda — pode estar elevada por inflamação mascarando o déficit real de ferro. A saturação de transferrina mostra o ferro funcionalmente disponível para produção de hemácias. Reduzir intensidade e investigar absorção antes de repor ferro isoladamente.
Ácido Úrico
Marcador de catabolismo celular — quanto ATP o corpo degrada sem recuperar
⚠️ Se cronicamente elevado
Organismo em catabolismo excessivo — destrói mais do que reconstrói. Nível alto fora do período pós-prova indica que a recuperação não está acontecendo entre os estímulos. Revisar volume total semanal, qualidade do sono e ingestão proteica diária. Não escalar carga com ácido úrico cronicamente fora do intervalo.
LDH — Lactato Desidrogenase
Enzima do metabolismo de carboidratos. Cronicamente alta = via anaeróbica sobrecarregada
⚠️ Se cronicamente alterada
Sobrecarga metabólica na via anaeróbica. Reduzir treinos de alta intensidade até normalizar. LDH cronicamente alta com repouso adequado pode indicar acúmulo de microlesões ou deficiência nutricional na via glicolítica — investigar carboidrato peri-treino e recuperação ativa.
Magnésio Eritrocitário
Estoque real de magnésio no músculo — o sérico mascara a deficiência
⚠️ Se eritrocitário abaixo do limiar
Cãibras, qualidade de sono comprometida e redução de performance aeróbica. O organismo drena magnésio dos tecidos para estabilizar o sangue — o sérico aparece normal enquanto o músculo está em déficit real. Suplementar na forma quelato (bisglicinato ou dimalato) e revisar dieta. Evitar suplementar óxido de magnésio — absorção baixa.
Zinco Sérico
Perdido pelo suor. Essencial para testosterona, imunidade e recuperação tecidual
⚠️ Se abaixo de 80 µg/dL
Queda de testosterona, imunidade comprometida e recuperação lenta entre sessões. Corredores de alto volume (acima de 80km/semana) perdem zinco expressivamente pelo suor — especialmente em treinos longos com calor. Revisar ingestão de carnes vermelhas, sementes e castanhas. Reposição com gluconato ou picolinato de zinco.
Cálcio Iônico
Fração ativa do cálcio — contração muscular, saúde óssea e prevenção de fratura por estresse
⚠️ Se abaixo do intervalo
Risco de fratura por estresse e função muscular comprometida. Sempre avaliar junto com vitamina D3 — a D3 controla absorção intestinal de cálcio. Atleta com VD3 baixa terá cálcio iônico comprometido independente da dieta. Normalizar VD3 antes de suplementar cálcio isolado — o problema é a absorção, não a ingestão.
Vitamina B12 + Ácido Fólico (B9)
Essenciais para maturação das hemácias e saúde do sistema nervoso
⚠️ Se B12 abaixo de 400 pg/mL
Fadiga extrema, formigamentos nas extremidades e comprometimento da produção de glóbulos vermelhos. B12 baixa em atletas de endurance impacta tanto a capacidade aeróbica quanto a recuperação neurológica pós-treino longo. Atletas veganos e vegetarianos: risco significativamente maior — monitorar a cada 6 meses.
T3 Livre + T4 Livre
TSH normal não garante tireoide funcionando — T3L e T4L revelam a função real
⚠️ Se T3L abaixo de 2.8 pg/mL
Metabolismo energético desacelerado — cansaço constante, lentidão de pace sem causa muscular aparente e dificuldade de perda de gordura mesmo com treino. Em atletas de alto volume, overtraining pode suprimir o eixo hipotálamo-hipófise-tireoide. Encaminhar para endocrinologista com experiência em atleta — não tratar com protocolo de população sedentária.
Insulina em Jejum + HOMA-IR
Índice de resistência à insulina — determina a eficiência no estoque de glicogênio muscular
⚠️ Se HOMA-IR acima de 1.5
Resistência à insulina compromete o estoque de glicogênio muscular pós-treino — o atleta quebra no longo mesmo com alimentação aparentemente adequada. Ajustar janela de carboidrato peri-treino (ingerir até 30 min pós-sessão). Revisar qualidade do sono e nível de estresse — ambos elevam a insulina basal cronicamente. Não aumentar volume sem resolver o HOMA-IR primeiro.
DHEA + Progesterona / Estradiol
Balanço anabólico/catabólico. Essencial para identificar REDs em mulheres atletas
⚠️ Se perfil desequilibrado
Investigar REDs (Deficiência Energética Relativa no Esporte). Em mulheres: irregularidade menstrual + lesões ósseas recorrentes + fadiga crônica = tríade clínica. DHEA baixo em homens indica supressão do eixo androgênico por overtraining ou déficit energético crônico. Médico do esporte é a referência — não tratar isoladamente com suplementação.
PCR Ultrassensível
Inflamação sistêmica. Cronicamente alta fora do pós-treino = sabotador silencioso
⚠️ Se cronicamente acima de 0.5 mg/L
Inflamação sistêmica ativa compromete recuperação entre sessões e resposta adaptativa ao treino. Investigar causa antes de escalar carga: volume excessivo sem recuperação, sono abaixo de 7h, déficit nutricional, infecção subclínica ou estresse crônico. Não aumentar volume com PCR-us cronicamente elevada — o organismo não está em estado anabólico.
Creatinoquinase (CK)
Microlesão muscular. Alta 48h pós-treino = normal. Cronicamente alta = problema
⚠️ Se acima de 300 U/L com 48h de repouso
A planilha está destruindo mais fibra muscular do que o organismo consegue reparar no ciclo semanal. Reduzir intensidade e volume na semana seguinte. CK cronicamente alta leva ao overreaching — e do overreaching não tratado para a síndrome do overtraining. Não interpretar como sinal de "treino pesado eficiente" — é sinal de déficit de recuperação.
Ferritina — Releitura para Atletas
Intervalos laboratoriais são para população geral. Para maratonistas, o mínimo é diferente
⚠️ Se entre 20–40 ng/mL
Dentro do "normal" laboratorial — e já comprometendo capacidade aeróbica. Ferritina entre 20–40 ng/mL reduz transporte de oxigênio e aumenta percepção de esforço sem anemia clínica. Atleta com ferritina nesse intervalo não começa um build de 16 semanas: repõe primeiro, reavalia em 8 semanas, depois escala volume. Repor com ferro quelato ou bisglicinato ferroso — melhor absorção e menos efeitos gastrointestinais.
Regra de coleta — crítica para atletas
Sempre colher após 24 a 48 horas de repouso total (sem treinos intensos ou longos). CK, PCR-us, LDH e Ferritina ficam temporariamente alterados pelo esforço recente. Colher depois de um treino longo é como analisar o motor com o carro ainda aquecido — o resultado distorce o quadro clínico real e pode levar a diagnósticos incorretos.
entreesportes · análise clínica do atleta de endurance · interpretação sob supervisão médica especializada
A regra que une os quatro grupos:
Esses marcadores não são sobre doença, são sobre a diferença entre um atleta que treina e um atleta que evolui. E a primeira decisão antes de ajustar planilha, antes de escolher prova, antes de qualquer gear, é saber em qual estado fisiológico você está agora.
Quando o organismo ultrapassa esse limiar de forma crônica, a fadiga deixa de ser muscular. como já vimos no entreesportes — o sistema nervoso também treina e também quebra.
O atleta que estrutura o treino em torno de volume e pace, mas trata nutrição como reposição de carboidrato durante a prova e proteína depois, deixa uma lacuna que só aparece quando o volume sobe.
Quem treina seis ou mais vezes por semana, quem está construindo uma pré-temporada de maratona ou meia com carga intensificada, sente primeiro o sono que não recupera e o limiar de lactato que recua sem explicação óbvia, antes de sentir dor muscular. É nesse ponto que faz sentido olhar para reposição direcionada: magnésio em formas com biodisponibilidade diferente, vitaminas do complexo B em formas ativas e um precursor de glutationa para conter o estresse oxidativo que o próprio volume de treino gera.
É exatamente essa combinação que estrutura o Kit Pro Alwaysfit, reunindo Pro3Mag (magnésio quelato, dimalato e treonato), NAC, FitS36 e Complexo B em um único protocolo, não como substituto de nutrição sólida, mas como camada que fecha o que o treino de endurance abre. Confira o Kit Pro Alwaysfit aqui
Resultado de exame não é diagnóstico é dado. E a diferença entre um médico que atende atleta e um que atende paciente sedentário está na leitura dos valores de referência.
O que é “normal” para a população geral pode ser insuficiente para quem treina acima de 10 horas semanais. Ferritina entre 20 e 40 ng/mL está dentro do intervalo padrão de laboratório e já compromete a capacidade aeróbica de um maratonista. CK acima de 300 U/L três dias depois do último treino longo indica que o ciclo de reparação muscular não foi concluído. PCR-us cronicamente acima de 1 mg/L fora do período pós-prova sinaliza que alguma variável: volume, sono, nutrição, estresse, está mantendo o estado inflamatório ativo.
Cada dado é uma instrução de periodização: o atleta com ferritina em 25 não começa um build de 16 semanas, começa com reposição e reavaliação em 8 semanas; o com CK cronicamente alta reduz intensidade antes de aumentar volume; o com HOMA-IR alterado ajusta a janela de carboidrato peri-treino antes de escalar quilometragem. Gear e suplementação alinhados ao perfil metabólico real, não ao que funcionou para outro atleta, é o que separa build eficiente de construção sobre terreno desconhecido.
Para quem vai estruturar o ciclo completo, os itens de monitoramento e suporte para essa fase estão aqui. A análise técnica de gear para cada fase do ciclo está na loja pro.
O atleta que vai correr uma prova grande em 2027, Dubai em janeiro, BH em maio, Porto Alegre em junho ou Chicago em outubro, tem agora em agosto uma janela que não se repete: organismo ainda em assimilação positiva do primeiro semestre, janelas de inscrição abertas em paralelo, tempo de build suficiente para qualquer prova do calendário nacional ou internacional. Quem deixar essa janela passar sem fazer os exames e sem entrar nas filas certas vai começar o ciclo de 2027 num estado que não conhece e vai descobrir as limitações quando não há mais tempo de corrigir. A sequência é simples: exames agora com repouso adequado, inscrição nas próximas semanas, build a partir de setembro.
Calendário definido, exames pedidos, inscrição feita. O que vem depois é construção e construção eficiente começa com a curadoria certa de gear, suplementação e análise técnica alinhada ao seu perfil e ao seu percurso. O próximo PR começa na box certa. Monte a sua.
| Data | Prova | País | Inscrições | Observação |
|---|---|---|---|---|
| 17/01 | Dubai Marathon | Emirados Árabes | Abertas — US$150 | Plano, certificado. 14–22°C na largada |
| 07/03 | Tokyo Marathon | Japão | Ballot set–nov/2026 | World Marathon Major |
| 14/03 | Maratona de Roma | Itália | Verificar | Percurso histórico. Gear de proteção |
| 14/03 | Maratona de Barcelona | Espanha | Abertas — €70–€90 | Referência de PR na Europa. Perfil flat |
| 03/04 | Maratona Internacional de São Paulo | Brasil | Abertas — 1º lote esgotado | Campo de Marte |
| 11/04 | ASICS Marathon de Paris | França | Abrem set/2026 | Nova organização: Cadence |
| 19/04 | Boston Marathon | EUA | BQ + registro set/2026 | World Marathon Major. Exige qualificação |
| 13–16/05 | Maratona Oficial de Belo Horizonte | Brasil | Abrem 18/08/2026 às 12h | 130 anos da cidade. Via Ticket Sports |
| 27–30/05 | Maratona do Rio | Brasil | 1ª janela até 30/08 (assessorias) | 25ª edição |
| 05–06/06 | Maratona Internacional de Porto Alegre | Brasil | Abertas | 42ª edição. Mais antiga em atividade contínua |
| 25/07 | Nike SP City Marathon | Brasil | Abertas — lote Early Runner | Largada no Pacaembu |
| 26/09 | Berlin Marathon | Alemanha | Ballot set–nov/2026 | World Marathon Major. Percurso de recordes |
| 10/10 | Chicago Marathon | EUA | Sorteio out–nov / resultado dez | World Marathon Major |
| 07/11 | New York Marathon | EUA | Abrem fev/2027 | World Marathon Major |
| 2027 | London Marathon | Reino Unido | Fechada | World Marathon Major. Sorteio encerrado |
| 2027 | Sydney Marathon | Austrália | Verificar | World Marathon Major |
Quem treinou para estar em SP City ou no Rio em 2026 sabe que o dado mais honesto da temporada não fica no relógio, fica no feed do Strava. A atividade registrada, o pace real, o coração que respondeu.
Entre no clube do entreesportes e compartilhe a preparação para 2027 com quem entende o que significa construir um RP do zero.
Bibliografia e Fontes
Metabolismo do ferro e fadiga em endurance
Beard, J. & Tobin, B. (2000). Iron status and exercise. American Journal of Clinical Nutrition, 72(2 Suppl), 594S–597S. — ferritina e capacidade aeróbica antes do quadro clínico de anemia.
Peeling, P. et al. (2008). Athletic induced iron deficiency: new insights into the role of inflammation, cytokines and hormones. European Journal of Applied Physiology, 103(4), 381–391. — saturação de transferrina e TIBC em atletas de alto volume.
Magnésio eritrocitário e função muscular
Elin, R.J. (2010). Assessment of magnesium status for diagnosis and therapy. Magnesium Research, 23(4), S194–S198. — magnésio eritrocitário como marcador do estoque tecidual real vs. magnésio sérico.
Córdova, A. et al. (2017). Magnesium in sports physiology and performance. In: Sports Nutrition & Performance Issues. IntechOpen. — zinco, magnésio e fadiga percebida em corredores de endurance.
Resistência à insulina, glicogênio e HOMA-IR em atletas
Dela, F. & Kjaer, M. (2006). Resistance training, insulin sensitivity and muscle function in the elderly. Essays in Biochemistry, 42, 75–88. — relação entre sensibilidade à insulina e capacidade de reposição de glicogênio muscular.
Petersen, K.F. & Shulman, G.I. (2006). Etiology of insulin resistance. American Journal of Medicine, 119(5 Suppl 1), S10–16. — mecanismos de resistência à insulina e impacto energético.
REDs — Deficiência Energética Relativa no Esporte
Mountjoy, M. et al. (2023). 2023 International Olympic Committee's (IOC) consensus statement on Relative Energy Deficiency in Sport (REDs). British Journal of Sports Medicine, 57(17), 1073–1097. — DHEA, estradiol, progesterona e diagnóstico de REDs em mulheres atletas.
Inflamação crônica, CK e overtraining
Meeusen, R. et al. (2013). Prevention, diagnosis and treatment of the overtraining syndrome. European Journal of Sport Science, 13(1), 1–24. — PCR-us, CK e marcadores de inflamação em protocolos de monitoramento de overreaching.
Kreher, J.B. & Schwartz, J.B. (2012). Overtraining syndrome: a practical guide. Sports Health, 4(2), 128–138. — LDH, ácido úrico e catabolismo celular em atletas de endurance.
Fontes editoriais entreesportes
O que correr no segundo semestre de 2026 — e o check-up que o maratonista não pode ignorar antes de decidir. entreesportes.com.br
Provas referenciadas
Dubai Marathon 2027 | 17 jan | dubaimarathon.org
Maratona de Roma 2027 | 14 mar | runrome.com
Maratona de Barcelona 2027 | 14 mar | maratobarcelona.com
ASICS Marathon de Paris 2027 | 11 abr | Nova organização: Cadence
Maratona Internacional de São Paulo 2027 | 3 abr | yescom.com.br
Maratona Oficial de Belo Horizonte 2027 | 13–16 mai | maratonaoficialdebh.com.br
Maratona do Rio 2027 | 27–30 mai | 25ª edição
Maratona Internacional de Porto Alegre 2027 | 5–6 jun | 42ª edição | maratonadeportoalegre.com.br
Nike SP City Marathon 2027 | 25 jul | Pacaembu | iguanasports.com.br
World Marathon Majors 2027 | worldmarathonmajors.com

