Nike SP City Marathon 2026: percurso reformulado, 32 mil atletas e a edição que celebra uma década de maratona em São Paulo
A Nike SP City Marathon chega à edição que celebra 10 anos de prova em São Paulo com um número que reposiciona o evento no mapa das maratonas nacionais: 32.300 corredores inscritos, o maior campo já registrado em toda a história da prova. Entre eles, 8.300 atletas escolheram os 42,195 km, o maior contingente de maratonistas que a SP City já reuniu numa única largada. Mas o que muda de forma mais concreta para quem estará na Praça Charles Miller na manhã do dia 26 de julho não é só o tamanho do pelotão. É o percurso. Pela primeira vez em anos, a organização redesenhou os quilômetros iniciais e essa decisão tem implicação direta na estratégia de pace de qualquer atleta que esteja buscando um resultado.
São Paulo já havia provado que é a cidade que mais corre no Brasil. A trajetória da SP City Marathon traduz esse crescimento em números concretos: a edição 2025, então chamada On SP City Marathon, reuniu 24.353 inscritos, com 21.410 atletas cruzando a linha de chegada, e ainda sediou o Campeonato Pan-Americano de Maratona. Em 2026, a Nike assume o naming sponsorship da prova, o campo salta 32% em relação ao ano anterior e a maratona de São Paulo chega à edição comemorativa com percurso renovado e ambição continental. Para o atleta que vive o esporte com propósito, São Paulo no dia 26 de julho não é apenas uma prova, é o termômetro de onde você está nesse ciclo de treinamento.
O ponto zero continua sendo a Praça Charles Miller, diante da Mercado Livre Arena Pacaembu, mas os primeiros quilômetros ganharam uma nova rota com implicações táticas claras. A organização eliminou o trecho pelo Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão e redesenhou a saída pela região da Barra Funda: os corredores seguem pela Avenida Doutor Abraão Ribeiro, passam ao lado do Memorial da América Latina, acessam a Avenida Norma Pieruccini Giannotti, a Avenida Rudge e a Avenida Rio Branco, retornando ao percurso original na região da Praça da República. O primeiro teste altimétrico chega no km 4, na subida do Viaduto Engenheiro Orlando Murgel, um aviso precoce do que vem pela frente. Como o entreesportes já detalhou em nossa análise sobre gestão de pace em maratonas urbanas, os primeiros 10 km constroem, ou destroem, a reserva fisiológica para a segunda metade da prova.
Depois do novo trecho inicial, o percurso retoma a espinha dorsal histórica da SP City: centro histórico, Teatro Municipal, Viaduto do Chá, e a entrada na Avenida 23 de Maio, o Corredor Norte-Sul. É aqui que a prova cobra o preço de quem largou sem controle. São 2 km de subida contínua em plena via expressa, com a cidade aberta como horizonte e nenhuma curva para aliviar o esforço. Quem chega no 23 de Maio com pace dentro do plano e cadência preservada vai usar o plano inclinado a favor na descida subsequente, em direção à região do Ibirapuera. Quem chegou já na zona de desconforto vai encontrar o limite entre o km 18 e o km 22. Como já exploramos em nossa cobertura sobre fisiologia da segunda metade de maratona, a subida do 23 de Maio é o divisor de águas entre executar uma prova bem construída e gerenciar uma crise nos quilômetros finais.
SP City Marathon 2026 oferece duas distâncias e duas experiências distintas da cidade. Na meia maratona (21,097 km), os atletas partem do Pacaembu, percorrem o centro, descem pelo Corredor Norte-Sul e chegam à linha de chegada no Jockey Club de São Paulo. Na maratona completa (42,195 km), o percurso se estende pela zona oeste, passa pelo Parque Villa-Lobos e pela Cidade Universitária da USP, antes do retorno final ao Jockey Club, onde ambas as distâncias cruzam a linha de chegada.
O atleta que quer calibrar esse trajeto com precisão de pace encontra a análise completa no entreesportes pro e o equipamento que transforma dado em decisão dentro da corrida é um GPS de alta performance como o Garmin Forerunner 965: altimetria barométrica, potência estimada por passo e alertas de pace em tempo real para antecipar os trechos críticos. Confira aqui.
A mudança de percurso em 2026 não é apenas logística, é estratégica. Ao eliminar o Minhocão, a organização removeu um trecho estreito que gerava congestionamento nos primeiros quilômetros com 32 mil corredores disputando espaço. O novo traçado pela Barra Funda abre ruas mais largas, permite que o campo se organize por ritmo real e entrega uma largada tecnicamente mais limpa antes do primeiro desafio altimétrico. Para o atleta com alvo de PR, essa é uma mudança positiva: há espaço para encontrar o pace de prova antes que o percurso exija esforço. A edição 2025 registrou 305 metros de ganho de elevação acumulado nos 42,2 km, dado que a organização confirma como equivalente em 2026. O ponto mais crítico continua sendo a entrada no 23 de Maio já com 15 km acumulados nas pernas. Quem controlar o pace até ali vai usar a subida como filtro competitivo. Quem não controlar vai encontrar o limite exatamente no trecho que decide a prova, tanto para os 21 km quanto para os 42 km.
São Paulo não se revela de carro. A cidade se abre para quem percorre suas ruas com as próprias pernas e a SP City Marathon entrega exatamente isso: um roteiro de esforço pelo coração histórico e pela extensão ocidental de uma das maiores metrópoles do mundo. A largada na Praça Charles Miller, diante da Mercado Livre Arena Pacaembu, não é apenas um ponto geográfico é um símbolo. O Estádio Municipal do Pacaembu, construído em 1940 e tombado como patrimônio histórico da cidade, carrega décadas de esporte amador e memória coletiva paulistana. O que a maioria dos atletas que vêm de fora não sabe: o complexo esportivo ao redor do estádio funciona como Centro Esportivo público com pista de corrida, piscina olímpica e quadras, tudo gratuito para quem tiver a carteirinha da rede de Centros Esportivos da Prefeitura de São Paulo. Fazer a carteirinha é simples e gratuito: compareça ao CE Pacaembu com RG, comprovante de residência e uma foto 3×4, de segunda a sexta, entre 9h–12h ou 13h–16h45. Quem chega em São Paulo nos dias anteriores à prova para um treino leve de adaptação tem estrutura completa a menos de 500 metros da largada. A chegada no Jockey Club de São Paulo entrega o contraste que define a prova: cruzar a linha em um dos endereços mais históricos e elegantes da cidade, com a arquitetura verde do hipódromo como pano de fundo. Nos três dias anteriores à prova (23, 24 e 25 de julho), a SP City Expo acontece no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, o Pavilhão da Bienal, dentro do Ibirapuera. Já que você vai estar no parque para retirar o kit, use o entorno da Av. Pedro Álvares Cabral para um shake-out leve de 20 minutos. São Paulo como território de treino: essa é a vantagem de quem chega como atleta, não como turista.
Em 10 anos de história, com edições suspensas em 2020 e 2021 pela pandemia a SP City Marathon construiu um legado consistente e se consolidou como o maior evento de maratona da cidade de São Paulo. A edição 2025 bateu recorde de participantes à época, com 24.353 inscritos e 21.410 concluintes, e ainda elevou o padrão técnico ao sediar o Campeonato Pan-Americano de Maratona. Os dois campeões foram brasileiros: Ederson Vilela Pereira cruzou a linha em 2h15min58s, derrubando um recorde que resistia desde 2017. Amanda Aparecida de Oliveira fez 2h40min56s no feminino, também quebrando uma marca de oito anos. Em 2026, a Nike entra como patrocinadora title, o campo chega a 32.300 atletas, crescimento de 32% em relação ao ano anterior e a prova comemorativa dos 10 anos chega com o percurso renovado e o olhar voltado para se tornar referência continental.
A Nike SP City Marathon 2026 acontece no próximo domingo, dia 26 de julho. O percurso mudou, o campo é o maior da história e São Paulo vai estar aberta, silenciosa e inteiramente sua nessa manhã. Se você está inscrito, o trabalho agora é de gestão: pace controlado na saída do Pacaembu, ritmo estável até o 23 de Maio, reserva para a subida e entrega total na descida em direção ao Jockey Club. Se ainda não está, acesse o site da Iguana Sports e verifique a disponibilidade. São Paulo não espera e 32.300 atletas já confirmaram que estarão lá.
entreesportes.
Domingo é dia de maratona em São Paulo. Entre no clube do entreesportes no Strava, registre sua atividade no dia 26 e compartilhe com quem sabe o que significa cruzar uma linha de chegada.
Ficha Técnica
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Nome oficial | Nike SP City Marathon 2026 |
| Edição | Comemorativa — 10 anos da prova (2016–2026) |
| Data | 26 de julho de 2026 (domingo) |
| Local | São Paulo / SP |
| Largada | Praça Charles Miller — Estádio Municipal do Pacaembu |
| Distâncias | Maratona 42,195 km · Meia Maratona 21,097 km |
| Chegada — 21,097 km | Jockey Club de São Paulo |
| Chegada — 42,195 km | Jockey Club de São Paulo (via Villa-Lobos e USP) |
| Participantes (2026) | 32.300 inscritos — recorde histórico |
| Maratonistas (2026) | 8.300 na distância completa |
| Participantes (2025) | 24.353 inscritos · 21.410 concluintes |
| Recorde 2025 — masc. | Ederson Vilela Pereira — 2h15min58s |
| Recorde 2025 — fem. | Amanda Aparecida de Oliveira — 2h40min56s |
| Ganho de elevação | ~305 m acumulados (42,2 km) |
| SP City Expo | Pavilhão Bienal · Ibirapuera · 23, 24 e 25 de julho |
| Organização | Iguana Sports |
| Patrocínio title | Nike |
| Site oficial | iguanasports.com.br |
