Trinta anos. Trinta edições. E a Maratona Internacional de São Paulo escolheu seu aniversário redondo para entregar uma prova que vai ser difícil de superar em simbologia: domínio absoluto do Quênia na elite, varrida histórica da Olympikus no pódio masculino e feminino e mais de 22 mil corredores transformando o entorno do Ibirapuera numa das maiores celebrações do atletismo amador brasileiro. No mesmo domingo em que Paris, Londres e outras capitais do mundo corriam seus próprios 42 km, São Paulo mostrou que já tem tamanho e maturidade para disputar espaço no calendário global de grandes maratonas.
A prova começou no escuro, como toda maratona séria precisa começar. A elite saiu às 5h45 na Avenida Pedro Álvares Cabral, com temperatura de 15°C, condição ideal para quem veio correr rápido. O pelotão geral saiu na sequência, e por algumas horas o Ibirapuera e seus arredores pertenceram exclusivamente a quem escolheu acordar antes do sol para provar alguma coisa para si mesmo. Esse detalhe, a cidade entregando suas ruas silenciosas para os corredores é o que separa a Maratona de São Paulo de qualquer prova em circuito fechado. Você corre São Paulo de dentro, no horário em que a cidade ainda não acordou, e isso deixa uma marca que não aparece no Garmin mas fica gravada de outro jeito.
Elite Masculina: Omullo vence na estreia e Olympikus faz história
O resultado masculino foi uma declaração de domínio duplo, queniano na pista, Olympikus nos pés. Os três primeiros colocados chegaram separados por apenas 29 segundos e calçando o mesmo modelo: o Corre Pace, aprovado pela World Athletics e, agora, consagrado na prova mais tradicional do Brasil.
| Pos. | Atleta | País | Tempo | Tênis |
|---|---|---|---|---|
| 1º | Ezekiel Kembooi Omullo | QUE | 2:12:47 | Olympikus Corre Pace |
| 2º | Elias Maiyo | QUE | 2:12:53 | Olympikus Corre Pace |
| 3º | Jonathan Maiyo | QUE | 2:13:16 | Olympikus Corre Pace |
| 4º | James Kiprob | QUE | 2:15:34 | Nike Alphafly 3 |
| 5º | Alfred Ngeno | QUE | 2:17:11 | Adidas Adizero Adios Pro 4 |
Ezekiel Omullo venceu em estreia absoluta na prova paulistana, um dos fatos mais marcantes da edição. Chegou sem histórico em São Paulo e saiu com o título do aniversário de 30 anos. Elias e Jonathan Maiyo completaram o pódio com diferença de 6 e 29 segundos respectivamente, uma batalha de alto nível que se decidiu nos quilômetros finais, quando o pace e o equilíbrio mental fazem toda a diferença. A partir do 4º lugar, Nike e Adidas entraram na conta, mas o pódio já estava escrito com letras brasileiras.
Elite Feminina: Jepchirchir estreia e vence, Maria Ferraz é a melhor do Brasil
No feminino, a narrativa seguiu o mesmo roteiro de domínio, com o detalhe emocionante da melhor brasileira no top 5 e o Corre Supra 2 aparecendo nos pés da segunda e quarta colocadas.
| Pos. | Atleta | País | Tempo | Tênis |
|---|---|---|---|---|
| 1ª | Euliter Jepchirchir | QUE | 2:33:06 | Olympikus Corre Pace |
| 2ª | Desta Demise | ETI | 2:37:12 | Olympikus Corre Supra 2 |
| 3ª | Vivian Kiplagat | QUE | 2:38:52 | Olympikus Corre Pace |
| 4ª | Maria Ferraz | BRA | 2:44:34 | Olympikus Corre Supra 2 |
| 5ª | Helen Medina | BOL | 2:50:14 | Nike Vaporfly 4 |
Euliter Jepchirchir, como Omullo no masculino, venceu em sua primeira participação em São Paulo, uma coincidência que a 30ª edição vai guardar como curiosidade histórica. Maria Ferraz foi a melhor brasileira da prova, cruzando a linha em 2:44:34 na 4ª posição geral, um resultado que posiciona a atleta nacional num nível de competição que merece muito mais holofote do que costuma receber. Correr abaixo de 2:45 numa maratona com elite africana é uma conquista técnica e fisiológica de primeira ordem.
O tênis vencedor: Olympikus Corre Pace e o que acontece quando tecnologia encontra resultado
Seis dos oito atletas do pódio, três no masculino, três no feminino, cruzaram a linha com o Olympikus Corre Pace nos pés. Não é coincidência de marketing: é o resultado de um produto que passou pela avaliação mais rigorosa possível, atletas de elite quenianos e etíopes em competição real.
Como o entreesportes já detalhou em Olympikus Corre Pace: o ultratênis brasileiro criado para acelerar nas provas de rua, o modelo combina a espuma NT-X Elite em PEBA expandido com nitrogênio e a placa de carbono Carbon-G em três camadas de espessura variada, arquitetura que entrega retorno energético e propulsão no nível dos melhores tênis de elite globais, com a vantagem de ser produzido no Brasil por uma marca que entende as condições de corrida do país.
A certificação World Athletics, conquistada antes da prova, garantiu que nenhum dos campeões corresse risco de desclassificação por irregularidade de equipamento. O Corre Pace pesa 140g no tamanho 40 e tem durabilidade estimada de 200 km, um tênis de prova, não de treino, que entregou exatamente o que prometia na maior maratona do país. Com edição limitada e tiragem de aproximadamente 1.500 unidades, quem ainda tem o Corre Pace tem nas mãos o mesmo instrumento que calçou os três primeiros colocados da 30ª Maratona de São Paulo. Confira disponibilidade.
O Corre Supra 2: a escolha de quem veio para completar com performance
Enquanto o Corre Pace dominou o pódio, o Olympikus Corre Supra 2 teve seu próprio momento de protagonismo, nos pés de Desta Demise (2ª colocada feminina) e Maria Ferraz (melhor brasileira da prova). Isso não é detalhe: significa que o modelo entrega performance de pódio em nível internacional, com um perfil de uso mais amplo do que o Corre Pace.
O Corre Supra 2 é a escolha da atleta que quer tecnologia de placa de carbono com maior versatilidade, durabilidade superior ao Corre Pace, stack de espuma calibrado para um equilíbrio entre responsividade e absorção de impacto, e um fit que funciona tanto para treinos longos quanto para prova. O resultado de Desta Demise em 2:37:12 e de Maria Ferraz em 2:44:34 com o modelo nos pés é o argumento mais honesto que qualquer análise técnica poderia oferecer: o Corre Supra 2 compete em alto nível e faz isso de forma sustentável ao longo dos 42 km.
São Paulo como destino esportivo: o que a cidade entrega para quem vem de fora correr
Quem viajou de outro estado ou país para a 30ª edição não correu apenas uma maratona, correu São Paulo. O percurso que parte do Ibirapuera e atravessa a zona sul e oeste da cidade passa por alguns dos endereços mais densos de história e arquitetura da capital: a Avenida Lineu de Paula Machado, a Avenida Juscelino Kubitschek, a Avenida Rubem Berta, ruas que o paulistano conhece de carro e que o corredor conhece de dentro, em ritmo de prova, com a cidade ainda acordando ao redor. Essa perspectiva não tem preço de ingresso.
Para quem veio de fora e ficou alguns dias além da prova, São Paulo tem o que Paris e Nova York têm gastronomia, cultura, museus, vida noturna, com a vantagem de ser uma cidade que o atleta já conhece de um ângulo privilegiado depois de ter corrido suas ruas. O Ibirapuera como ponto de largada e chegada é o epicentro natural de qualquer exploração: parque, museus, a Oca, o Museu de Arte Moderna, tudo a uma caminhada de quem já tem medalha no pescoço. Para quem planeja voltar em 2027, a dica é chegar dois dias antes, a Expo Atleta, o próprio Ibirapuera nos dias anteriores à prova é um dos melhores ambientes de corrida do Brasil, com mais de 200 expositores e a energia específica de quem está prestes a fazer algo que vai lembrar para sempre.
O que a 30ª edição deixa como legado
Trinta anos de Maratona de São Paulo provam que a prova sobreviveu às crises, às pandemias, às transformações da cidade e do esporte e chegou ao seu aniversário redondo mais relevante do que nunca. O domínio da Olympikus no pódio de uma prova com atletas africanos de elite é um marco que vai além do resultado esportivo: é a confirmação de que a indústria do tênis de corrida brasileiro chegou ao nível de competição global. Como o entreesportes detalhou em nosso guia completo sobre o Olympikus Corre Pace, essa conquista foi construída com tecnologia real — não com marketing.
A 31ª edição já tem data marcada: abril de 2027. Para quem ainda não correu São Paulo, o argumento está no resultado de hoje: pódio histórico, 22 mil atletas, temperatura perfeita, percurso que apresenta a cidade de dentro para fora e uma organização com três décadas de aprendizado. Acesse o calendário do entreesportes para acompanhar a abertura das inscrições e montar sua temporada com inteligência. Para quem correu hoje e especialmente para quem cruzou a linha pela primeira vez, a recuperação começa agora. O protocolo completo de recuperação pós-maratona está no entreesportes para garantir que o investimento de meses de treino seja respeitado também nos dias seguintes à prova.
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