Maratona de Nova York 2026: cinco distritos, cinco pontes e 42k que colocam sua estratégia à prova
Você está na largada, em Staten Island. À sua frente está a Verrazzano-Narrows Bridge, ao redor, milhares de corredores se preparam para começar uma das maratonas mais desejadas do mundo. Quando o sinal de largada acontece, a primeira dificuldade não é encontrar velocidade. É conseguir controlar a vontade de correr.
A Maratona de Nova York tem uma característica que você precisa entender antes de entrar no percurso: os 42,195 km não são uma sequência de quilômetros iguais, você vai atravessar pontes, mudar de distrito, encontrar diferentes inclinações e correr em meio a uma multidão que transforma cada trecho em uma experiência diferente. O desafio é aproveitar tudo isso sem abandonar a estratégia que trouxe você até ali.
Em 1º de novembro de 2026, a TCS New York City Marathon celebra os 50 anos do percurso pelos cinco distritos da cidade. A edição deve reunir aproximadamente 60 mil corredores, consolidando a dimensão de uma prova que começou em 1970, com apenas 127 inscritos e 55 concluintes, correndo dentro do Central Park, se você está entre os participantes deste ano, não está apenas escolhendo uma maratona: está entrando em uma história que transformou Nova York em um dos maiores palcos da corrida de rua mundial.
A primeira ponte: o momento de controlar a empolgação
A largada acontece em Staten Island, no Fort Wadsworth. Você está prestes a atravessar a Verrazzano-Narrows Bridge, uma estrutura que oferece uma das imagens mais impressionantes de toda a competição.
É natural querer acelerar, o ambiente, a quantidade de corredores e a expectativa acumulada durante meses de preparação criam uma sensação de que a prova precisa começar forte. Mas a primeira decisão importante é justamente não deixar que essa atmosfera determine seu ritmo.
A ponte apresenta uma subida e, depois, uma descida, o GPS pode mostrar variações de pace, mas não é o momento de tentar compensar cada segundo. Você precisa atravessar esse primeiro obstáculo preservando a musculatura e mantendo o esforço sob controle.
Pense no que ainda falta: Brooklyn, Queens, Manhattan, Bronx e o retorno ao Central Park, a maratona está apenas começando.
Brooklyn: quando a cidade começa a correr com você
Depois da Verrazzano, você chega a Brooklyn, a paisagem muda, as ruas ficam mais próximas e o público começa a ocupar as laterais do percurso.
Bay Ridge, Sunset Park, Park Slope, Williamsburg e Greenpoint fazem parte dessa passagem. A sequência de bairros oferece uma experiência que poucas maratonas conseguem reproduzir: você não corre apenas por uma avenida ou por um circuito fechado. Está atravessando uma cidade inteira.
É nesse momento que a gestão de ritmo precisa funcionar.
O público incentiva, os corredores ao redor aceleram e a sensação de que as pernas estão respondendo bem pode fazer você abandonar o planejamento, não faça isso, a facilidade dos primeiros quilômetros não representa necessariamente o esforço que você conseguirá sustentar depois do km 30.
Na nossa análise sobre gestão de pace em maratonas: a fisiologia por trás da decisão de ritmo, mostramos por que a distribuição do esforço interfere diretamente na capacidade de terminar forte. Em Nova York, essa leitura ganha ainda mais importância porque você não terá um percurso uniforme para simplesmente repetir o mesmo pace.
Queensboro Bridge: a hora de respeitar o percurso
Você atravessou boa parte de Brooklyn e chega a Queens, a Pulaski Bridge marca a passagem para outro distrito, antes de o percurso conduzir você a Long Island City e à Queensboro Bridge.
Aqui, a corrida muda novamente.
A ponte exige concentração, a subida cobra das pernas, enquanto a descida pede controle para não aumentar desnecessariamente o impacto muscular. É um trecho em que o relógio pode deixar de mostrar aquilo que você gostaria de ver.
Não tente vencer a ponte. Atravesse-a administrando o esforço.
Quando você finalmente chega a Manhattan, encontra a First Avenue e uma das maiores concentrações de público de toda a prova. O barulho aumenta, os corredores ganham espaço e a sensação é de que a corrida está entrando em uma nova fase.
Mas ainda não é hora de acelerar.
First Avenue: você está em Manhattan, mas ainda não está perto da chegada
A entrada em Manhattan é um dos momentos mais emocionantes da Maratona de Nova York, a First Avenue recebe os corredores com uma multidão que acompanha praticamente cada metro da passagem.
É fácil entender por que tantos atletas descrevem esse trecho como inesquecível.
Mas existe uma questão que você precisa manter na cabeça: ainda falta bastante corrida.
A empolgação pode elevar sua percepção de velocidade e fazer com que você aumente o esforço sem perceber. Se isso acontecer, o preço pode aparecer justamente quando a prova exigir mais de você.
Continue administrando o ritmo, observe a frequência cardíaca, a resposta muscular e a alimentação que foi planejada durante os treinos.
Bronx: a maratona ainda tem quilômetros para cobrar
Depois de Manhattan, você chega ao Bronx, percurso atravessa o distrito antes de retornar a Manhattan pela Madison Avenue Bridge.
A edição de 2026 apresenta uma alteração no traçado do Bronx, com mudanças nas ruas utilizadas pela competição. Por isso, se você pretende acompanhar familiares ou amigos, utilize o mapa atualizado da organização.
Para quem está correndo, o momento é outro: você já percorreu uma distância considerável e precisa começar a avaliar o que ainda tem disponível.
Não é apenas uma questão de resistência cardiovascular. A musculatura das pernas já recebeu carga nas pontes e nas mudanças de terreno, a eficiência da passada começa a depender também de quanto você conseguiu preservar nos quilômetros anteriores.
Fifth Avenue e Central Park: os quilômetros que você veio buscar
Você retorna a Manhattan e encontra a Fifth Avenue. O Central Park está próximo, mas a chegada ainda exige trabalho.
A subida da avenida e as mudanças de terreno dentro do parque aparecem em um momento em que muitos corredores já estão negociando com a própria fadiga.
É aqui que o planejamento feito antes da prova precisa aparecer.
Se você controlou a intensidade na Verrazzano, não desperdiçou energia em Brooklyn, respeitou a Queensboro e manteve o abastecimento, chega aos quilômetros finais com melhores condições para sustentar a corrida.
A entrada no Central Park representa o último capítulo dos seus 42k, você reconhece o cenário, percebe a proximidade da chegada e começa a entender o tamanho do percurso que acabou de atravessar.
A linha de chegada não é apenas o final de uma maratona. É a consequência de todas as decisões que você tomou desde Staten Island.
Do asfalto de Brooklyn às ondulações do Central Park: um tênis preparado para acompanhar sua passada até a chegada.
Atravessar os cinco distritos de Nova York exige um tênis que acompanhe você do primeiro ao último quilômetro.
São pontes, longas avenidas, mudanças de inclinação e a sequência de impactos que transforma o conforto em um dos fatores mais importantes da maratona, nesse cenário, o Olympikus Corre 5 chega com uma combinação de leveza, amortecimento, respirabilidade e retorno de energia para quem quer correr com tecnologia brasileira nos pés.
A construção do Olympikus Corre 5 combina a entressola PY-VA, que une EVA e PEBAX para oferecer amortecimento e retorno de energia, com o cabedal OXITEC 2.0, desenvolvido com fios de monofilamento e poliéster para proporcionar leveza e respirabilidade, a forma mais larga amplia o espaço interno e favorece o conforto durante a corrida, enquanto o solado ULTRAX acrescenta tração e durabilidade, oresultado é um conjunto pensado para acompanhar você nas rodagens, nos treinos de ritmo e nos longões, reunindo características importantes para sustentar a passada ao longo dos 42k.
Em Nova York, o Olympikus Corre 5 encontra diferentes situações para mostrar o que sua construção oferece ao corredor, ao longo dos 42k, cada distrito apresenta uma característica do percurso e uma oportunidade para aproveitar a combinação de amortecimento, leveza, respirabilidade e retorno de energia do modelo.
Em Staten Island, os primeiros 4k levam você à subida e à descida da Verrazzano-Narrows Bridge, é o início da maratona, com uma mudança importante de inclinação logo nos primeiros quilômetros. A entressola PY-VA, que combina EVA e PEBAX, oferece amortecimento e retorno de energia para acompanhar essas variações e manter a passada confortável.
Brooklyn concentra aproximadamente do km 4 ao km 21, é o trecho mais extenso da prova, com longas avenidas e uma sequência de quilômetros sobre o asfalto. Aqui, a leveza e a respirabilidade do cabedal OXITEC 2.0 ajudam a manter os pés ventilados, enquanto a entressola trabalha para oferecer conforto a cada passada, é uma combinação importante para sustentar o ritmo durante boa parte da maratona.
Em Queens, entre aproximadamente os km 22 e 25, você atravessa um trecho mais curto antes de enfrentar a Queensboro Bridge, a subida e a descida exigem atenção à mecânica da corrida, e o conjunto do Corre 5 reúne resposta, amortecimento e aderência proporcionada pelo solado ULTRAX. Na sequência, a chegada a Manhattan marca a entrada na segunda metade da prova.
Entre os km 26 e 32, Manhattan coloca você diante de uma longa passagem pela First Avenue, com aproximadamente 217 gramas no tamanho 40, o Corre 5 acrescenta leveza à experiência, enquanto a plataforma PY-VA mantém sua proposta de amortecimento e retorno de energia.
No Bronx, entre os km 33 e 34, a construção respirável e o espaço interno da forma mais larga favorecem o conforto enquanto você administra o esforço acumulado.
De volta a Manhattan, a partir de aproximadamente 34k, a Fifth Avenue conduz você em direção ao Central Park. A inclinação da avenida e o desgaste acumulado tornam cada passada mais importante, dentro do parque, as ondulações e mudanças de nível pedem controle e aderência. O solado ULTRAX acrescenta tração e durabilidade, enquanto a entressola PY-VA mantém a proposta de amortecimento e retorno de energia até a linha de chegada.
Essa combinação faz do Olympikus Corre 5 uma opção versátil para quem procura um tênis que acompanhe diferentes etapas da preparação e da competição.
A quinta geração da linha reúne entressola PY-VA com EVA e PEBAX, cabedal OXITEC 2.0, solado ULTRAX, drop de 8 mm e altura de 33 mm no calcanhar e 25 mm no antepé. É tecnologia brasileira aplicada à corrida, com foco em amortecimento, leveza, respirabilidade e retorno de energia.
Para quem vai encarar os 42k da Maratona de Nova York, ou já está pensando no tênis para sua próxima maratona, o Corre 5 merece entrar na preparação desde as rodagens até os treinos de ritmo e os longões, assim, você aproveita as características do modelo em diferentes situações, desenvolve familiaridade com sua resposta e chega à largada sabendo o que esperar do equipamento.
E essa proposta não fica restrita a Nova York, seja em uma maratona urbana com longas retas, em um percurso com variações de inclinação ou em uma prova na qual você precisa sustentar o ritmo por muitos quilômetros, o Corre 5 reúne atributos para acompanhar sua corrida.
Do primeiro treino à próxima linha de chegada, a tecnologia brasileira trabalha a favor da sua passada.
Marílson Gomes dos Santos: o brasileiro que já escreveu seu nome nessa chegada
A história brasileira em Nova York tem um protagonista que merece ser lembrado nesta edição comemorativa: Marílson Gomes dos Santos.
Em 2006, ele venceu a Maratona de Nova York em sua estreia na distância, com 2h09min58s, dois anos depois, voltou a conquistar o título, completando a prova em 2h08min43s.
A vitória de 2008 teve um detalhe importante: Marílson precisou superar o marroquino Abderrahim Goumri nos quilômetros finais, vencendo por apenas 24 segundos.
Foram duas conquistas que colocaram o Brasil em posição de destaque em uma das principais maratonas do calendário mundial.
Para quem está preparando os próprios 42k, a trajetória de Marílson também ajuda a entender uma característica da modalidade: a maratona não é decidida apenas pela velocidade que você consegue produzir.
A capacidade de administrar o esforço, responder às dificuldades e continuar competindo quando o desgaste aparece faz parte da construção de um grande resultado.
O abastecimento também precisa fazer parte da sua estratégia
Você não pode deixar para pensar na alimentação quando a fome ou a queda de rendimento aparecerem.
A organização disponibiliza água e Gatorade Endurance ao longo do percurso, também prevê distribuição de Maurten Gel 100 nas milhas 12 e 18, além de banana próximo da milha 21. Entretanto, os produtos distribuídos não substituem seu planejamento individual.
Considere a duração prevista da sua prova, a quantidade de carboidrato que seu organismo tolera por hora e a estratégia testada durante os longões.
O entreesportes já aprofundou esse assunto em Carboidrato simples não é atalho: é sistema.
O abastecimento também precisa fazer parte do planejamento dos 42k.
Com cinco distritos e diferentes exigências ao longo do percurso, você precisa organizar a ingestão de carboidratos para sustentar o esforço desde os primeiros quilômetros até a chegada ao Central Park. É nesse planejamento que entra o Energy Pro Gel Black Sudract
O Energy Pro Gel Black Sudract é um aliado para quem precisa manter o aporte de energia durante treinos e competições de endurance. Cada sachê entrega carboidratos, combinando maltodextrina, frutose e isomaltulose, cafeína e taurina, eletrólitos e vitaminas C e E, nos sabores: abacaxi com hortelã, café expresso, caramelo salgado, frutas vermelhas e Ice.
A caixa com 10 sachês sortidos permite organizar o abastecimento e experimentar os sabores durante a preparação, para a Maratona de Nova York ou sua próxima prova, o Energy Pro Gel Black Sudract é uma opção para compor sua estratégia de nutrição e manter o aporte energético planejado ao longo do percurso.
Nova York depois dos 42k: aproveite Manhattan sem comprometer sua recuperação
A viagem para Nova York não termina quando você cruza a linha de chegada, para muitos brasileiros, conhecer a cidade faz parte da experiência de participar dessa maratona.
Mas existe uma diferença entre aproveitar Manhattan e transformar a recuperação em outra atividade de resistência.
Depois de 42k, suas pernas precisam de recuperação, organize os passeios por regiões, utilize o metrô para deslocamentos maiores e evite tentar conhecer tudo em um único dia.
O Central Park merece uma visita com mais calma. Você acabou de atravessá-lo correndo e pode retornar para conhecer a Bethesda Terrace, o The Mall e outras áreas do parque sem a pressão do cronômetro.
O Rockefeller Center oferece outra perspectiva da cidade. No Top of the Rock, você consegue observar o Empire State Building e boa parte do horizonte de Manhattan.
Se quiser conhecer uma região diferente, o High Line permite caminhar por um parque construído sobre uma antiga estrutura ferroviária elevada, passando por Chelsea e Hudson Yards.
Já o 9/11 Memorial, em Lower Manhattan, é uma visita importante para compreender uma parte da história recente dos Estados Unidos. As duas piscinas memoriais ocupam o espaço das antigas Torres Gêmeas.
Uma boa organização permite aproveitar essas experiências sem acrescentar uma carga desnecessária às pernas.
Cinquenta anos de história, uma cidade e uma decisão: como você vai correr seus 42k?
A Maratona de Nova York começou com 127 corredores e se transformou em uma das maiores experiências esportivas do planeta. Em 2026, o percurso pelos cinco distritos completa meio século.
Você pode estar ali para buscar seu recorde pessoal, completar sua primeira World Marathon Major ou simplesmente viver a experiência de correr em uma cidade que transforma suas ruas em uma grande arena esportiva.
Mas, independentemente do objetivo, a prova exige a mesma compreensão: você não precisa ganhar a maratona na primeira ponte, nem provar sua velocidade em First Avenue. Precisa chegar ao Central Park com condições de continuar correndo.
A diferença entre uma maratona bem executada e uma prova que escapa do controle começa nas decisões que você toma muito antes de sentir o desgaste.
No entreesportes pro, a curadoria de equipamentos, nutrição e performance acompanha essa jornada, ajudando você a entender o que faz sentido para cada etapa da preparação.
Afinal, os 42k não são apenas uma distância para completar. São uma construção de treinamento, estratégia e decisões.
entreesportes.
| Data | 1º de novembro de 2026 · domingo |
| Local | Nova York · Estados Unidos |
| Evento | TCS New York City Marathon |
| Distância | 26,2 milhas · aproximadamente 42,195 km |
| Largada | Fort Wadsworth · Staten Island · Verrazzano-Narrows Bridge |
| Chegada | Central Park West · West 67th Street · Manhattan |
| Modalidade | Maratona · corrida de rua |
| Percurso | Staten Island → Brooklyn → Queens → Manhattan → Bronx → Manhattan |
| Largadas | Onda 1 · 9h10 | Onda 2 · 9h45 | Onda 3 · 10h20 | Onda 4 · 10h55 | Onda 5 · 11h30 |
| Largadas profissionais | Cadeira de rodas masculina · 8h00 | feminina · 8h02 | Elite feminina · 8h35 | Elite masculina · 9h05 |
| Pontes | Verrazzano-Narrows Bridge · Pulaski Bridge · Queensboro Bridge · Willis Avenue Bridge · Madison Avenue Bridge |
| Abastecimento | Água e Gatorade Endurance aproximadamente a cada milha, do km 5 ao km 40, com exceções nos pontos oficiais indicados pela organização |
| Géis oficiais | Maurten Gel 100 e Gel 100 Caf 100 · postos nos km 19 e 29 aproximadamente |
| Expo | Jacob K. Javits Convention Center · 29 a 31 de outubro de 2026 |
| Retirada do kit | Presencial e obrigatória na Expo · documento de identificação e confirmação da inscrição |
| Tempo de referência | 16 min/milha para manutenção do percurso aberto, conforme orientação da organização |
| Encerramento oficial | Registro de resultados oficiais até 22h00 |
Sua próxima conquista começa com quem corre na mesma direção. Entre para o Clube entreesportes no Strava, participe dos desafios, compartilhe seus quilômetros e faça parte de uma comunidade que vive o endurance dentro e fora das provas.
As referências e indicações de produtos apresentadas nesta matéria têm finalidade exclusivamente editorial e informativa. A inclusão de suplementos, marcas ou produtos não constitui prescrição nutricional, recomendação médica ou indicação individual de uso. A estratégia de suplementação deve considerar modalidade, duração e intensidade do esforço, alimentação, objetivos, tolerância individual e condições específicas de cada atleta. Teste o produto nos treinos longos e veja como se encaixa no seu plano de ingestão e na sua tolerância antes de levá-lo para a prova. Em caso de dúvida, uso de medicamentos ou necessidade de ajuste individual, procure orientação de nutricionista ou médico habilitado.

