BTG Pactual Bike Series: a pista de testes da Pirelli onde perder velocidade custa watts

BTG Pactual Bike Series: a pista de testes da Pirelli onde perder velocidade custa watts

Ciclismo

BTG Pactual Bike Series: a pista de testes da Pirelli onde perder velocidade custa watts

Uma prova dentro de um laboratório de performance

O BTG Pactual Bike Series leva o ciclismo para um cenário pouco convencional: o Circuito Panamericano, em Elias Fausto, interior de São Paulo, um complexo da Pirelli criado para pesquisa, desenvolvimento e testes de desempenho.

Construído para pesquisa, desenvolvimento e testes e reúne sete pistas diferentes, que somam 22 quilômetros, a própria Pirelli apresenta o Circuito Panamericano como seu campo de provas mais tecnológico no mundo, entre os diferentes ambientes está a Dry Handling, uma pista criada para avaliar pilotagem e desempenho em superfície seca.

São 3.400 metros, 10 metros de largura, 11 curvas e um traçado plano, percorrido no sentido horário, a reta principal tem 700 metros, enquanto o circuito possui ainda duas retas longas de 720 e 470 metros, a estrutura foi projetada originalmente para veículos, mas o próprio Circuito Panamericano informa que a Dry Handling pode ser transformada em circuito para provas de bicicleta e corrida.

O desafio está na repetição

Em um circuito de 3,4 quilômetros, as mesmas situações voltam a aparecer.

Curvas, retas, frenagens e acelerações se repetem durante a prova.

Uma pequena perda de velocidade em uma curva precisa ser recuperada na reta seguinte, repetida muitas vezes, essa diferença pode representar um custo significativo de potência.

Por isso, a pista favorece o atleta que consegue manter velocidade sem transformar cada saída de curva em um novo sprint.

 

Onde a altimetria desaparece, a velocidade passa a decidir​

Curva, trajetória e posicionamento

A técnica começa antes da curva. A velocidade de entrada, a escolha da linha e a frenagem determinam como a bicicleta chegará ao vértice e, principalmente, como sairá dele.

Uma frenagem excessiva pode facilitar a passagem pela curva, mas aumenta a necessidade de aceleração depois. Uma entrada mais eficiente permite carregar velocidade e reduzir o trabalho necessário na saída.

No pelotão, essa diferença ganha outra dimensão. Perder a roda de um grupo pode obrigar o atleta a acelerar para fechar um espaço que não precisaria existir.

É por isso que posicionamento também é gestão de energia.

O entreesportes já abordou essa relação entre decisão e desempenho em Performance sob pressão no endurance: em competição, nem sempre a melhor decisão é responder a cada mudança de ritmo.

Aerodinâmica entra na conta

Em um percurso plano e com longos trechos de velocidade, a aerodinâmica ganha importância.

A posição do ciclista, o comportamento da bicicleta e o conjunto de rodas e pneus interferem na eficiência. Mas não existe componente capaz de substituir uma boa condução.

A lógica é simples: se o atleta perde velocidade desnecessariamente, precisará recuperá-la. Quanto mais vezes isso acontece, maior o custo.

É nesse contexto que uma roda de perfil aero pode fazer sentido.

A Roda de Carbono Unaas Hard 50D SE utiliza perfil de 50 mm, carbono Toray T700, largura interna de 23,4 mm e é compatível com pneus 700×25–32C. O conjunto tem peso informado de 1.550 g ±30 g.

Para quem procura um wheelset de estrada com foco em aerodinâmica e eficiência, a Roda de Carbono Unaas Hard 50D SE está disponível no Carbono Center

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A escolha, porém, precisa considerar o conjunto bicicleta + atleta + velocidade + condições de uso. Não faz sentido tratar uma roda de 50 mm como solução universal.

Potência também precisa ser repetida

O circuito também cria uma demanda específica sobre a capacidade de acelerar várias vezes durante a prova.

Não são apenas sprints isolados: o atleta pode precisar sair de uma curva, fechar uma pequena diferença, responder a uma mudança de ritmo ou recolocar a bicicleta no ritmo do pelotão.

É nesse tipo de esforço repetido que a creatina pode ter relevância.

Como mostramos na análise sobre creatina no endurance, o interesse da suplementação para o atleta de longa duração não está em transformar a creatina em um recurso exclusivo para esforços curtos, mas em entender como ela pode contribuir para a capacidade de realizar e repetir esforços de maior intensidade dentro de uma preparação predominantemente aeróbica.

A creatina monohidratada aumenta a disponibilidade de creatina fosfato muscular, participando da ressíntese de ATP durante esforços de alta intensidade.

Para o ciclista que vai enfrentar um circuito como a Dry Handling, isso interessa principalmente porque a prova não exige uma única aceleração decisiva.

Ela pode exigir dezenas de pequenas acelerações ao longo das voltas.

Isso não significa que a creatina substitua treinamento, estratégia de prova ou preparação aeróbica, mas entra como parte da preparação quando o atleta já tem uma rotina estruturada e busca sustentar melhor esse componente de esforços repetidos.

Para quem já utiliza creatina e busca uma opção de creatina monohidratada, a Creatina Monohidratada da Max Titanium pode entrar nessa estratégia.

Geometria, frenagem e velocidade de entrada

É por isso que uma comparação de bikes de estrada não pode terminar na quantidade de marchas.

O entreesportes já colocou lado a lado a TSW TR10, a Swift Enduravox Pro e a Audax Ventus 2000, justamente mostrando como geometria, garfo, frenagem e comportamento do conjunto alteram a experiência do ciclista.

No Circuito Panamericano, essa discussão ganha uma aplicação prática.

Uma bicicleta não precisa apenas acelerar.

Ela precisa permitir que o atleta freie, faça a curva e volte a acelerar com previsibilidade.

Quanto mais confiança existe nesse processo, menor tende a ser a margem de correção.

E menor a perda de velocidade.

O componente deixa de ser apenas equipamento.

Passa a participar da decisão.

A bicicleta também precisa combinar com a prova

Uma prova de circuito coloca mais peso sobre controle, estabilidade, frenagem e resposta da bicicleta.

Por isso, escolher uma bike apenas pelo grupo ou pelo número de marchas é insuficiente. Geometria, posição e comportamento do conjunto precisam ser considerados.

O guia de escolha da bike do entreesportes aprofunda justamente essa relação entre equipamento, modalidade e perfil do ciclista.

E o comparativo entre TSW TR10, Swift Enduravox Pro e Audax Ventus 2000 mostra como diferentes propostas de estrada podem entregar comportamentos distintos.

No Circuito Panamericano, essa escolha aparece na prática: a bicicleta precisa permitir que o atleta mantenha velocidade, controle a trajetória e volte a acelerar sem desperdiçar energia.

A estratégia está em não desperdiçar

O circuito favorece uma leitura diferente da prova.

Em vez de procurar apenas o ponto para atacar, o atleta precisa identificar onde conservar velocidade, onde evitar frenagens excessivas e como permanecer bem posicionado no pelotão.

A melhor volta pode não ser aquela em que você acelerou mais.

Pode ser aquela em que você perdeu menos.

Essa lógica é diferente da encontrada em provas montanhosas.

Na Volta Ciclística de Santa Catarina 2026, por exemplo, a altimetria determina boa parte da estratégia e da distribuição de energia. No Circuito Panamericano, o relevo deixa de ser protagonista e a eficiência ganha espaço.

O laboratório agora testa o ciclista

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A Dry Handling foi criada para avaliar desempenho e dirigibilidade em superfície seca.

No Bike Series, o mesmo ambiente passa a colocar ciclistas diante de um problema diferente: transformar potência em velocidade com o menor desperdício possível.

O desafio está na combinação entre técnica, aerodinâmica, posicionamento, equipamento e fisiologia.

A pista não precisa de uma montanha para ser exigente.

Ela só precisa repetir as decisões.

E, em cada uma delas, existe uma pergunta que pode fazer diferença quando a prova chegar à parte decisiva: quanto de velocidade você consegue conservar antes de precisar pagar por ela em watts?

entreesportes.

Ficha técnica · Calendário entreesportes
BTG Pactual Bike Series · Circuito Panamericano
Informações
Data13 de setembro de 2026
LocalCircuito Panamericano · Elias Fausto/SP
ModalidadeCiclismo de estrada
PistaDry Handling · 3,4 km · sentido horário
TraçadoPlano · 11 curvas · 10 m de largura
Retas700 m de reta principal · retas de 720 m e 470 m
Largura10 m · 15 m na reta principal
ComplexoCampo de provas da Pirelli · 7 pistas · 22 km
* Data e informações da prova devem ser conferidas junto à organização. Características da pista referem-se à estrutura oficial do Circuito Panamericano.

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Nota editorial: As informações apresentadas nesta matéria foram verificadas em 05/09/2026. Data, programação, percurso e condições podem sofrer alterações por parte da organização ou em função das condições meteorológicas.