Volta Ciclística de Santa Catarina 2026: do Vale Europeu ao Rio do Rastro, a prova que transforma o Estado em um laboratório de performance
O pelotão reúne 22 equipes nacionais e internacionais, criando uma combinação particularmente interessante para uma volta curta e seletiva.
Entre os estrangeiros estão NU Colombia, Team Medellín-EPM, Plus Performance-Solutos, do Chile, e a Seleção Nacional do Paraguai.
A Medellín chega novamente como uma das equipes a serem observadas depois de dominar a edição de 2025, quando Diego Camargo, Walter Vargas e Victor Alejandro Ocampo ocuparam as três primeiras posições da classificação individual e a equipe venceu também a classificação por equipes.
Do lado brasileiro aparecem Localiza Meoo/Swift Pro Cycling, ACRS Cycling Team/Royal Ciclo/Audax, Taubaté Cycling Team/Tarumã/Araújo Simão, Andbank Cycling Team-Pindamonhangaba, Soul Extreme Racing Team, São José Ciclismo/Instituto Athlon, Secel Jaraguá do Sul, Clube de Ciclismo de Indaiatuba, Emthos Racing, Associação Pedala Itapema de Ciclismo e Avaí F.C. – FME Florianópolis – APGF, além das seleções do Paraná e do Rio Grande do Sul e de uma equipe de Chapecó.
Não é apenas uma questão de quantidade.
Em uma volta por etapas, a presença de equipes com diferentes perfis muda a dinâmica da corrida: quem controla, quem procura a fuga, quem protege o líder e quem chega à montanha com liberdade para atacar.
A Volta começa a selecionar o pelotão antes da montanha

A primeira etapa, entre Pomerode e Ascurra, já mostra que a Volta SC não foi desenhada para oferecer um aquecimento burocrático. São 118 quilômetros, 650 metros de subida e 629 metros de descida, com paralelepípedos, aproximadamente 1,3 quilômetro de estrada de terra e a subida Hans Fischer no caminho.
O percurso passa por Rio dos Cedros, Timbó, Benedito Novo, São Virgílio e Rodeio antes da chegada em Ascurra.
No ciclismo de estrada, esse tipo de terreno muda a conta: não basta olhar a altimetria acumulada.
É necessário administrar posicionamento, acelerações, capacidade de resposta e gasto energético quando o piso e a inclinação quebram o ritmo do pelotão.
Na quinta-feira, 3 de setembro, Ituporanga recebe a segunda etapa, com mais de 2.000 metros de subida acumulada e uma sucessão de subidas e descidas que transforma o dia em uma espécie de montanha-russa.
É aqui que começa outra competição dentro da própria competição: a capacidade de terminar o dia ainda inteiro.
Urubici coloca a montanha no centro da disputa
É na sexta-feira, 4 de setembro, porém, que a Volta SC entra definitivamente no território que interessa aos escaladores.
A terceira etapa parte de Urubici às 8h30 e termina no Mirante da Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra. São 110 quilômetros, 1.846 metros de subida e 1.737 metros de descida.
O percurso atravessa a Serra Catarinense e passa por São Joaquim antes de conduzir o pelotão ao Rio do Rastro.
No mesmo dia, Orleans recebe uma novidade: um contrarrelógio por equipes de 20 quilômetros, praticamente plano e acompanhando o Rio Hipólito.
É uma combinação que testa duas competências completamente diferentes em poucas horas: primeiro, a resistência para atravessar a serra; depois, a capacidade coletiva de produzir velocidade e manter organização aerodinâmica. Para o atleta, a decisão começa muito antes da largada: quanto esforço vale a pena colocar na primeira parte da volta quando existe uma montanha decisiva esperando adiante?
Urubici merece uma leitura à parte porque o ciclismo chega a um território que o entreesportes já vem tratando como um dos grandes polos esportivos de montanha do Brasil.
A cidade não depende de uma única prova para construir sua identidade esportiva. Em 2026, recebeu a Mons Ultra Trail, com distâncias de 6, 12, 25 e 55 quilômetros, além do tradicional DesaFRIO, que chegou à 21ª edição com provas de 10, 24 e 50 quilômetros e passagem pelo Morro da Igreja, a 1.822 metros de altitude. O que interessa ao atleta é perceber que diferentes modalidades estão explorando o mesmo território, mas exigindo respostas diferentes do corpo, da estratégia e do equipamento.
O entreesportes já mostrou essa lógica na matéria sobre a Serra Catarinense como destino de trail. Quem quiser entender por que a região entrega uma experiência diferente em cada largada pode continuar a leitura em Serra Catarinense: o destino de trail que entrega uma experiência diferente em cada prova e nenhuma delas vai te deixar igual.
A Serra do Rio do Rastro já conhece o preço da resistência
A Serra do Rio do Rastro, por sua vez, já tem uma relação consolidada com a resistência esportiva.
Em maio, a Rio do Rastro Marathon levou corredores para uma experiência completamente diferente sobre a mesma montanha, com provas de 12, 25 e 42 quilômetros e desafios combinados.
A maratona de 42 quilômetros parte do Paredão de Orleans e termina no alto da Serra do Rio do Rastro, colocando a escalada como parte central da experiência.
O ponto em comum com o ciclismo não é a velocidade: é a capacidade de administrar esforço quando a montanha deixa de ser paisagem e passa a determinar a prova.

No sábado, 5 de setembro, será a vez do pelotão profissional enfrentar a Etapa Rainha: 138 quilômetros entre Orleans e o Mirante da Serra do Rio do Rastro, 2.585 metros de subida acumulada e, no final, aproximadamente 17 quilômetros de escalada com inclinação média de 6,3% e 1.085 metros de desnível. É nesse trecho que a Volta pode ser decidida.
Na subida decisiva, equipamento e nutrição entram na estratégia
E uma subida dessa natureza muda também a conversa sobre equipamento e nutrição. Uma roda de perfil intermediário pode representar uma escolha interessante para quem procura equilíbrio entre aerodinâmica, peso e comportamento em diferentes terrenos.
A Roda de Carbono Unaas Hard 50D SE, disponível na Carbono Center, tem aro de 50 mm, construção em carbono Toray T700, largura interna de 23,4 mm, compatibilidade com pneus 700×25-32C e peso declarado de 1.550 g ±30 g o par.
O conjunto é Tubeless Ready e foi concebido para uso road.
Em uma etapa com mais de 2.500 metros de ascensão acumulada, nutrição passa a ser parte da estratégia de corrida. O objetivo não é simplesmente consumir mais porque a etapa é longa. É chegar à subida decisiva sem transformar a primeira metade do percurso em uma dívida fisiológica.
Produtos como o Gel Energético Sudract Energypro Café Expresso, com carboidrato, taurina e cafeína, podem fazer parte dessa estratégia, desde que o atleta já conheça sua tolerância e tenha testado o produto antes da competição.
O mesmo vale para o Isotonic Pro Drink, que combina carboidratos e eletrólitos e pode ser utilizado como parte da estratégia de hidratação durante esforços prolongados.
O atleta que pensa na subida começa a decidir muito antes dela
É justamente aqui que a experiência da Volta SC ultrapassa a simples relação entre bicicleta, montanha e resultado.
O ciclista que busca performance como estilo de vida precisa tomar decisões antes de precisar delas.
Quanto comer antes da escalada?
Quanto carboidrato sustentar durante o percurso?
Quando utilizar cafeína?
Como organizar hidratação?
Que equipamento realmente ajuda no conjunto da prova?
E, principalmente, quanto esforço ainda precisa estar disponível quando chegar a hora de enfrentar os 17 quilômetros finais do Rio do Rastro?
O entreesportes pro entra nessa camada como curadoria, não como uma loja colocada dentro da reportagem: a lógica é partir da necessidade real do atleta, relacionar equipamento e nutrição ao momento esportivo e, então, ajudar a organizar a decisão.
A pergunta não é qual produto parece melhor isoladamente.
É qual solução faz sentido para o atleta que está fazendo aquela prova.
Florianópolis encerra a competição, mas não encerra a experiência
A história, entretanto, não termina no Rio do Rastro.
No domingo, 6 de setembro, a Volta SC chega à sua última etapa profissional em Florianópolis. São 70 quilômetros, com aproximadamente 400 metros de subida acumulada, largada pela manhã e chegada no circuito da Beira-Mar Norte.
Depois da montanha que pode definir a classificação geral, a capital apresenta outra lógica de corrida: um percurso mais curto e rápido, no qual posicionamento, aceleração e capacidade de suportar o ritmo final passam a ter peso maior.
A programação esportiva da Volta ainda continua no feriado de 7 de setembro, com o Desafio Volta SC Floripa, aberto aos ciclistas amadores.
E no próprio sábado, 5 de setembro, enquanto a elite enfrenta a Etapa Rainha, acontece o Desafio Volta SC Rio do Rastro, permitindo que outros ciclistas encarem a mesma montanha em uma experiência completamente diferente da competição profissional.
Assim, a Volta transforma o território em uma grande experiência ciclística, conectando a elite ao atleta que quer simplesmente descobrir até onde consegue levar a própria preparação.
No fim, a Volta não é apenas sobre potência
Para quem acompanha ciclismo de estrada com cabeça de performance, a Volta Ciclística de Santa Catarina 2026 deixa uma lição simples: a montanha começa muito antes da subida.
Ela começa na escolha de ritmo, no posicionamento, na alimentação, no equipamento e na capacidade de chegar ao momento decisivo sem ter desperdiçado aquilo que será necessário para enfrentá-lo.
É por isso que uma volta por etapas não é apenas uma sequência de cinco dias de competição.
É um teste de inteligência esportiva, capacidade de recuperação e tomada de decisão.
O ciclista forte é aquele que consegue produzir potência.
O ciclista completo é aquele que sabe quando produzi-la.
Performance não é vencer todos os momentos. É saber qual momento merece tudo o que você ainda tem.
E existe uma pergunta que fica para quem está do outro lado da tela: o que você precisa resolver agora para chegar mais preparado à sua próxima prova?
Melhorar seu tempo, ter mais energia, chegar preparado ou escolher melhor seus equipamentos?
É justamente aí que o questionário do entreesportes pro entra como próxima etapa da experiência.
As seis perguntas identificam seu esporte principal, o que você quer resolver agora, o que já consome, o que busca ganhar, o que preocupa você e quanto treina.
A partir dessas respostas, a curadoria deixa de ser genérica e passa a considerar o atleta.
entreesportes.
A prova termina na linha de chegada.
A evolução continua na próxima decisão.
Os produtos certos estão no entreesportes pro!
| Data | 1º a 6 de setembro de 2026 |
| Local | Santa Catarina — Vale Europeu, Serra Catarinense e Florianópolis |
| Modalidade | Ciclismo de estrada |
| Nível | Elite nacional e internacional |
| Circuito | Turnê UCI América |
| Supervisão | UCI America Tour e Confederação Brasileira de Ciclismo |
| Equipes | 22 equipes brasileiras e internacionais |
| Regiões | Vale Europeu, Serra Catarinense e Florianópolis |
| Etapa mais exigente | Etapa Rainha — Orleans → Bom Jardim da Serra |
| Etapa Rainha | 138 km |
| Altimetria da Etapa Rainha | +2.585 m |
| Subida final | Serra do Rio do Rastro |
| Extensão da subida final | 17 km |
| Inclinação média | 6,3% |
| Desnível da subida | 1.085 m |
| Final da Etapa Rainha | Mirante da Serra do Rio do Rastro |
| Fase final | Florianópolis · 70 km |
| Provas amadoras | Desafio Volta SC Rio do Rastro e Desafio Volta SC Floripa |
Para quem quer transformar competição em rotina, treino em comunidade e performance em estilo de vida, o próximo passo é continuar pedalando com quem também leva o esporte a sério.
Entre no clube do entreesportes no strava
A Serra Catarinense não é cenário repetido em modalidades diferentes.
Ela muda de significado conforme o esporte. No Rio do Rastro Marathon, a travessia entre Orleans e Bom Jardim da Serra transforma a montanha em parte da estratégia de corrida. Em Urubici, o DesaFRIO e o Mons Ultra Trail levam o atleta para terrenos de montanha e altitude. No ciclismo, a Volta SC coloca a Serra do Rio do Rastro como um dos pontos de maior exigência da competição, enquanto os desafios amadores aproximam esse mesmo território de quem quer experimentar a subida sobre duas rodas.
Esse conjunto também mostra por que o calendário precisa ser observado como uma ferramenta de planejamento, e não apenas como uma lista de datas. Esses eventos e outras competições de corrida, montanha, ciclismo, triathlon e diferentes modalidades de endurance estão reunidos no calendário do entreesportes, permitindo ao atleta visualizar a temporada e entender onde cada prova pode entrar no seu ciclo de preparação.
O próprio calendário reúne modalidades como maratona, corrida de montanha, ciclismo, MTB, triathlon, natação, CrossFit e Hyrox.
A alimentação também precisa acompanhar o calendário
Para quem participa de provas longas, treina com frequência ou passa vários dias em deslocamento acompanhando competições, existe outro problema menos evidente: manter uma alimentação prática sem transformar cada intervalo do dia em uma operação logística.
É nesse contexto que uma barrinha de proteína pode funcionar como complemento da alimentação cotidiana.
A Bodyaction Protein Bar tem 20% de proteína e combina praticidade com diferentes opções de sabor, podendo ser uma alternativa para aquele momento em que o atleta precisa de algo fácil de transportar e consumir.
A caixa com 12 unidades traz quatro sabores: Chocolate com Baunilha, Chocolate Branco com Morango, Chocolate ao Leite e Chocolate, Caramelo & Amendoim.
E existe uma vantagem interessante justamente por serem sabores sortidos: você não precisa comprar uma caixa inteira de um sabor que talvez não agrade. Experimenta, identifica o seu preferido e deixa de repetir aquele que não funcionou para o seu paladar.
Para o atleta de endurance, porém, é importante separar os momentos.
Uma barrinha proteica não substitui automaticamente a estratégia de carboidratos e hidratação de uma prova longa.
Seu uso faz mais sentido dentro da alimentação diária, nos intervalos entre treinos ou como complemento quando a rotina exige praticidade.
A estratégia durante uma competição precisa considerar duração, intensidade, disponibilidade de carboidratos, hidratação e tolerância individual.
No fim, a mesma lógica que vale para escolher uma prova vale para a alimentação: não existe uma solução universal.
O atleta precisa entender onde está no calendário, qual desafio vem pela frente e o que faz sentido para aquele momento.
É exatamente por isso que o calendário do entreesportes é mais do que uma relação de eventos: ele é uma ferramenta para começar a tomar essas decisões antes da largada.
| Evento | Modalidade · Local / região · Relação com a Serra |
| Rio do Rastro Marathon | Corrida de estrada / montanha · Orleans → Bom Jardim da Serra · Travessia da Serra do Rio do Rastro |
| DesaFRIO Urubici | Trail run / montanha · Urubici · Morro da Igreja e terrenos de montanha |
| Mons Ultra Trail Urubici | Trail run / ultra · Urubici · Percursos de montanha e altitude |
| Volta SC — Etapa Rainha | Ciclismo de estrada · Orleans → Bom Jardim da Serra · Escalada da Serra do Rio do Rastro |
| Desafio Volta SC Rio do Rastro | Ciclismo amador · Lauro Müller → Mirante · Participação dentro do território da Volta |
| Desafio Volta SC Floripa | Ciclismo amador · Florianópolis · Extensão da programação da Volta |
