Vuelta a España 2026, começa no sábado e o Giro d'Italia estreia nas ruas de São Paulo no domingo
Tadej Pogacar venceu o Tour de France pela quinta vez em julho, no sábado, 22 de agosto, ele larga em Mônaco para tentar algo que nenhum ciclista da era moderna conseguiu: vencer Giro, Tour e Vuelta no mesmo ano civil, o que o ciclismo chama de Triple Crown, conquistado pela última vez por Marco Pantani em 1998.
A Vuelta a España 2026 começa com esse peso histórico nas costas do esloveno da UAE Team Emirates e vai até 13 de setembro, atravessando os Pireneus e terminando no sul da Espanha, em Granada.
Enquanto isso, no domingo 23 de agosto, São Paulo recebe pela primeira vez o Giro d’Italia Ride Like a Pro Brasil: 65 km, 700m de elevação acumulada e mais de 5.000 ciclistas pedalando por dentro da cidade. São dois mundos do mesmo esporte e os dois acontecem no mesmo fim de semana.
O ciclista brasileiro que acorda às 5h30 do domingo para pedalar não está apenas treinando.
Está fazendo parte de um movimento global que as Grandes Voltas europeias representam há mais de um século e que chegou às ruas de SP com o nome do Giro.
O problema é que grande parte do conteúdo sobre Vuelta, Tour e Giro no Brasil ainda é tradução de press release: quem ganhou, quantos segundos, próxima etapa.
O que o ciclista que treina com planilha quer entender é outra coisa: por que o percurso de 2026 favorece Pogacar, o que os Pireneus cobram de um ciclista de 27 anos que já fez Giro + Tour no mesmo ano, e o que os 65 km do Giro em SP têm em comum com a lógica de esforço de uma Grande Volta.

Para entender o cenário completo das três grandes provas europeias, da Race Across America e o que o Brasil tem a dizer sobre ciclismo de estrada, da camisa que o líder veste no ciclismo não é detalhe de uniforme, está na leitura completa da matéria a leitura da Rosa, amarela ou vermelha começa aqui.
A Vuelta a España 2026 começa com um contrarrelógio individual em Mônaco, uma largada que favorece especialistas em esforço controlado e coloca Pogacar imediatamente sob pressão de tempo frente aos rivais.
O percurso passa pelos Pireneus, com etapas de alta montanha que prometem os momentos decisivos da prova, e termina no sul da Espanha, em Granada, com Sierra Nevada como último grande obstáculo.
O grande ausente é Jonas Vingegaard, sem o dinamarquês, a resistência ao esloveno recai sobre Primož Roglič (quatro vezes vencedor da Vuelta, representando a Red Bull-Bora-Hansgrohe), Richard Carapaz (EF Education-EasyPost) e o jovem Oscar Onley (Ineos), de 23 anos, que chegou ao top 3 do Tour da Suíça em 2026.
Remco Evenepoel também está fora. Na prática: Pogacar corre contra o relógio histórico, não contra um rival de igual para igual.
O que torna a tentativa de Triple Crown de Pogacar tecnicamente fascinante é o acúmulo fisiológico.
Giro d’Italia encerrado em maio, Tour de France até julho, Vuelta largando em agosto: são aproximadamente 8.400 km de corrida em menos de cinco meses, com menos de seis semanas de recuperação entre Tour e Vuelta.
Nenhum ciclista da era atual tentou isso com o nível de intensidade que Pogacar sustentou em 2026. A questão que os especialistas debatem não é se ele consegue chegar, é se ele consegue manter potência de subida nos Pireneus após o que os dois primeiros Grand Tours drenaram do seu VO2max e das suas reservas musculares de glicogênio.
Para entender o que está em jogo nessa equação, a análise completa sobre VO₂ máximo, saúde cardiovascular e os limites do treinamento de alto volume entrega o contexto fisiológico que nenhum portal de notícias vai explicar. Roglič, que conhece a Vuelta como ninguém, sabe exatamente qual etapa cobrar esse custo. Felix Gall, vice-campeão do Giro 2026, também entra como carta a ser descoberta nas etapas de montanha.
Enquanto Pogacar tenta o impossível na Espanha, São Paulo recebe o Giro d’Italia Ride Like a Pro Brasil pela primeira vez e o evento é maior do que o ciclista amador imaginava.
São 65 km com 700m de elevação acumulada, largando às 5h da manhã do Memorial da América Latina (Portão 12, Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664), passando pelo Estádio do Pacaembu, Palestra Itália, Sambódromo do Anhembi, Museu do Ipiranga e Mercado Municipal. São mais de 5.000 ciclistas esperados nas ruas fechadas de SP, com controle de tráfego em tempo real e uma estrutura que o ciclismo brasileiro raramente viu na capital paulista.
O Shimano Fest BR, que acontece de 20 a 22 de agosto (hoje é o primeiro dia de retirada de kit, das 10h às 17h), projeta 80.000 visitantes no fim de semana.
Para 65 km de esforço contínuo com 700m de elevação no calor urbano de SP, do Giro d’Italia Ride Like a Pro Brasil, a hidratação não é detalhe é variável de performance.
A largada às 5h da manhã engana: temperatura baixa não elimina a perda de eletrólitos pelo suor, e câimbra no km 40 dentro de SP não tem onde parar.
O Hydramaxi foi desenvolvido para exatamente esse perfil de uso, eletrólitos essenciais (sódio e potássio), carboidratos de rápida absorção e baixo teor calórico, sem pesar no estômago nos trechos de subida. É o tipo de suplemento que o ciclista coloca na caramanhola e esquece que existe, até o momento em que faz diferença.
E para depois da prova, quando o músculo ainda está em janela de absorção a Top Whey Bar resolve o pós-treino com praticidade: proteína do soro do leite, caseína e colágeno hidrolisado em formato de barra, sem freezer, sem preparo, direto da mochila para a recuperação.
Todos os produtos indicados nas matérias do entreesportes estão no entreesportes pro, curadoria técnica por modalidade, sem achismo, sem publicidade disfarçada.
Responda o questionário, monte a sua box e assine o clube: o gear certo começa com a análise certa.
O Giro d’Italia Ride Like a Pro não é um evento de participação é um evento de experiência calibrada.
Os 65 km com 700m de elevação acumulada criam um perfil de esforço que exige do ciclista amador a mesma lógica que os profissionais usam nas Grandes Voltas: gestão de watt por quilômetro, não velocidade por trecho.
A largada às 5h da manhã não é capricho logístico, é estratégia de janela termal: SP em agosto tem manhãs entre 14°C e 18°C, as únicas condições em que 65 km num ambiente urbano com variação de altitude não viram um problema de termorregulação.
Para o ciclista que nunca participou de um evento desse porte, três ajustes fazem a diferença entre terminar forte e terminar: primeiro, não largar na zona dos 4 W/kg nos primeiros 15 km, o percurso plano inicial vai convidar a erros de pace que custam nos últimos 20 km.
Segundo, gel ou barra entre km 20 e 25, independente de sentir necessidade.
Terceiro, o handlebars e o saddle precisam estar calibrados para posição aeródinâmica, não de endurance, porque o percurso de SP favorece ciclistas que sustentam posição fechada nos trechos retos.
São Paulo ganhou nesse domingo uma das rotas mais incomuns do ciclismo urbano brasileiro: 65 km que conectam a memória arquitetônica da cidade, do Memorial da América Latina ao Mercado Municipal, passando por Pacaembu e pelo Museu do Ipiranga, numa única pedalada de manhã cedo. Para quem vem de fora de SP especificamente para o Giro Ride Like a Pro, o entorno do Memorial da América Latina e da Barra Funda oferece cafés que abrem às 4h30 no domingo e espaço de aquecimento com pista disponível antes da largada.
O Shimano Fest BR transforma a Expo em destino em si: marcas de ciclismo, lançamentos de produto, área de test ride e conteúdo técnico que vale o fim de semana independente de pedalar os 65 km. A próxima etapa do Giro d’Italia Ride Like a Pro Brasil em SP passa por Campos do Jordão (etapa de maio já realizada) e Fortaleza (29 de novembro), quem entra agora no circuito tem tempo de planejar a última etapa do ano.
O que o fim de semana de 22 e 23 de agosto representa para o ciclismo brasileiro vai além da coincidência de calendário.
A Vuelta a España com Pogacar tentando o Triple Crown é o maior teste fisiológico da história recente do ciclismo profissional, um experimento ao vivo sobre os limites do corpo humano treinado em alta performance.
O Giro Ride Like a Pro em SP é a tradução desse universo para a rua do atleta amador que pedala antes do trabalho.
Os dois eventos compartilham a mesma lógica: ciclismo não é velocidade, é gestão de esforço ao longo do tempo.
Quem entende isso nos 65 km de SP entende por que Pogacar não larga na frente no Mônaco contrarrelógio, ele larga calibrado.
E quem entende por que Roglič é perigoso nos Pireneus entende por que o segundo setor do percurso de SP, após o Sambódromo, vai revelar quem saiu do Memorial com ritmo de corrida e não de prova.
A Vuelta largou.
O Giro pedalou por SP. Quem estava na rua no domingo sabe o que aconteceu e o Strava do clube é onde essa história fica registrada.
| Prova | Giro d'Italia Ride Like a Pro Brasil — São Paulo |
| Data | Domingo, 23 de agosto de 2026 |
| Largada | Memorial da América Latina — Portão 12 · 5h00 |
| Endereço | Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 — Barra Funda, SP |
| Distância | 65 km |
| Elevação | 700m acumulado |
| Percurso | Pacaembu · Palestra Itália · Sambódromo do Anhembi · Museu do Ipiranga · Mercado Municipal |
| Participantes | 5.000+ ciclistas |
| Informações | giroditaliabrasil.com.br |
| Paralelo | Shimano Fest BR — 20 a 22/08 · 80.000 visitantes esperados |
| Prova | Giro d'Italia Ride Like a Pro Brasil — Fortaleza |
| Data | A confirmar — novembro de 2026 |
| Local | Aterro da Praia de Iracema, Fortaleza, CE |
| Distâncias | 56 km · 74 km · 96 km |
| Elevação | 610m · 790m · 940m acumulado |
| Percurso | Circuito pela orla de Fortaleza, largada e chegada no Aterro da Praia de Iracema |
| Participantes | 2.500+ ciclistas esperados |
| Informações | giroridelikeapro.com |
| Organização | Agência MAK + Logic Bridge BM · apoio Prefeitura de Fortaleza |
