A cidade de Curitiba recebeu pela primeira vez uma etapa do circuito IRONMAN 70.3, reunindo cerca de 1,4 mil atletas profissionais e amadores de 22 estados brasileiros e 15 países. A prova abriu o calendário nacional da franquia em 2026 e percorreu três pontos emblemáticos da capital paranaense: a Represa do Passaúna (natação), estradas da região metropolitana (ciclismo) e o Parque Barigui (corrida).
O formato 70.3 exige dos atletas 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida, totalizando 113 km de esforço contínuo.
primeira edição do IRONMAN 70.3 em Curitiba apresentou características interessantes do ponto de vista técnico, com uma prova equilibrada entre as três modalidades e forte presença de atletas brasileiros disputando as primeiras posições.
Natação definiu o primeiro grupo de disputa
A largada na Represa do Passaúna teve um papel importante na formação do pelotão principal. Apesar de não ter provocado grandes diferenças de tempo, a natação separou rapidamente os atletas que brigariam pelas primeiras posições.
Entre os profissionais masculinos, o grupo da frente saiu da água bastante compacto, com diferenças pequenas entre os primeiros colocados. Esse cenário manteve a disputa aberta para a etapa de ciclismo.
No feminino, as atletas mais experientes conseguiram sair na frente ainda na água, criando uma vantagem estratégica antes da transição para a bike.
Ciclismo foi o setor mais seletivo
Como costuma acontecer nas provas de média distância, o ciclismo teve grande influência no resultado final. O percurso de 90 km favoreceu atletas com forte capacidade de sustentação de potência.
Entre os homens, os principais candidatos ao pódio começaram a abrir diferença na segunda metade do ciclismo, preparando o cenário para a definição na corrida.
No feminino, o controle de ritmo durante a bike foi determinante. A liderança manteve uma estratégia conservadora, mas eficiente, ampliando gradualmente a vantagem sobre as perseguidoras.
Corrida consolidou os vencedores
A meia maratona final, realizada no Parque Barigui, foi o momento decisivo para confirmar os vencedores.
No masculino, o brasileiro Fernando Toldi mostrou consistência ao longo da corrida, mantendo um ritmo competitivo após sair bem posicionado da etapa de ciclismo. O desempenho sólido na meia maratona garantiu a vitória na estreia da prova em Curitiba.
Entre as mulheres, Pâmella Oliveira demonstrou experiência em provas de média distância, administrando a vantagem construída nas etapas anteriores para confirmar o título.
Presença brasileira forte na elite
A etapa de Curitiba também evidenciou a força do triathlon brasileiro no circuito sul-americano. Atletas nacionais tiveram participação relevante nas primeiras posições da prova, tanto no masculino quanto no feminino.
Esse cenário reforça o crescimento do nível competitivo no país, impulsionado por maior número de atletas profissionais, evolução na preparação física e presença constante em provas internacionais.
Amadores foram maioria e protagonizaram o evento
Como acontece tradicionalmente nas provas do circuito 70.3, os atletas amadores representaram a maior parte do pelotão.
Participaram triatletas de diversas faixas etárias e níveis técnicos, desde estreantes na distância até competidores experientes que buscam classificação para o Campeonato Mundial.
Para muitos participantes, completar os 113 km da prova já representa um grande objetivo esportivo, resultado de meses de preparação envolvendo treinamento de natação, ciclismo e corrida.
A forte participação dos amadores reforça o papel do triathlon como esporte de resistência e superação pessoal, além de consolidar Curitiba como um novo polo para grandes eventos de endurance no Brasil.
Resultados da Elite Masculina
A prova masculina foi marcada por ritmo forte desde a natação e disputas estratégicas no ciclismo. A definição ficou para a corrida final, quando o brasileiro Fernando Toldi mostrou força na meia maratona para assumir a liderança e confirmar a vitória.
Classificação – Elite Masculina
1º Fernando Toldi (Brasil) – 3h53min05s
2º Reinaldo Colucci (Brasil) – 3h55min28s
3º Enzo Krauss (Brasil) – 3h57min50s
4º Miguel Hidalgo (Brasil) – cerca de 4h00
5º Paulo Maciel (Brasil) – cerca de 4h03
O resultado reforça o bom momento do triathlon nacional, com atletas brasileiros dominando as primeiras posições do pódio.
Resultados da Elite Feminina
Entre as mulheres, a vitória ficou com Pâmella Oliveira, atleta olímpica e uma das triatletas mais experientes do país. Com uma prova consistente nas três modalidades, ela controlou o ritmo ao longo do percurso e garantiu o primeiro lugar.
Classificação – Elite Feminina
1º Pâmella Oliveira (Brasil) – cerca de 4h34
2º Pietra Meneghini (Brasil) – 4h40min22s
3º Giovanna Alves Opipari (Brasil) – 4h48min41s
4º Ana Nogueira (Brasil) – cerca de 4h50
5º Fernanda Garcia (Brasil) – cerca de 5h00
A segunda colocação teve um sabor especial para o público local. A curitibana Pietra Meneghini subiu ao pódio diante da torcida da casa.
Parciais dos campeões
Fernando Toldi construiu sua vitória com uma estratégia equilibrada nas três modalidades.
Parciais aproximadas – Fernando Toldi
Natação: cerca de 25 minutos
Ciclismo: aproximadamente 2h09
Corrida: cerca de 1h16
Tempo final: 3h53min05s
Pâmella Oliveira também apresentou uma prova sólida e constante.
Parciais aproximadas – Pâmella Oliveira
Natação: cerca de 27 minutos
Ciclismo: aproximadamente 2h27
Corrida: cerca de 1h26
Tempo final: cerca de 4h34
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