Duna não é subida. Quem pensa que é chega no km 8 do 21km com os gêmeos em chamas e a passada travada. A areia cede, o impulso se perde, a cadência que funcionou no asfalto e na trilha de terra dura não serve aqui. É um terreno com física diferente e o Mountain Do Costão do Santinho, que acontece em 25 de julho, é provavelmente o único trail do calendário brasileiro que te obriga a dominar três tipos de terreno completamente distintos dentro da mesma prova: trilha fechada de Mata Atlântica, duna costeira e costão rochoso com exposição ao oceano. Não é o trail mais técnico do Brasil em termos de altimetria. É o mais complexo em termos de habilidade de terreno e essa distinção importa para quem está planejando os percursos de 42km ou 21km no norte da Ilha de Santa Catarina.
A 18ª edição carrega um peso que não aparece no regulamento. O Mountain Do está completando 25 anos de circuito em 2026, e o Costão do Santinho é onde essa história começou e volta sempre. Para marcar a data, a organização trouxe Juan Maria Jimenez Llorens: atleta espanhol que terminou top 10 nos 170km do UTMB Mont Blanc, a corrida de montanha mais competitiva do planeta. Ele não vem dar palestra. Vem correr o mesmo percurso que você. Esse tipo de detalhe define o DNA de um circuito que, em 17 edições, já provou que sabe misturar rigor competitivo com experiência de destino sem trair nenhum dos dois.
O percurso começa no bosque. A Mata Atlântica preservada do Costão do Santinho abre os primeiros quilômetros com trilha fechada, raiz, pedra e sombra, chão úmido no inverno catarinense que exige tênis trail com grip real, não modelo híbrido. A passada aqui é curta, os apoios são rápidos, e o trecho fechado testa leitura de terreno antes de qualquer esforço cardíaco sério. Quando a trilha abre, aparecem as dunas. É aqui que o jogo muda. A física da areia exige joelho alto, tronco ligeiramente inclinado para frente e aceitação de que cada passo vai custar mais do que o terreno anterior entregou. O entreesportes já analisou a demanda técnica e o gear necessário para esse tipo de transição: Olympikus Corre Trilha 3, Adidas Terrex Agravic Speed Ultra 2 e Asics Trabuco 14 — qual tênis de trail é o seu? Depois das dunas vem o costão, superfície irregular, vento oceânico, visibilidade total e a sensação de que a prova chegou no seu ponto mais bonito exatamente quando as pernas estão mais comprometidas.
O Olympikus Corre Trilha 3 O terceiro capítulo da linha Trilha não é uma atualização cosmética. É um modelo construído com aderência, proteção e eficiência de passada para os terrenos variados que definem o trail nacional: areia compacta e fofa, trilha de mata atlântica, cerrado aberto, costão rochoso, paredão de pedra, lama de temporada. O corredor brasileiro não corre num bioma só e o Corre Trilha 3 foi desenvolvido para acompanhar essa variedade.
A organização deixou claro no regulamento: não há itens obrigatórios. Essa decisão não significa que você vai correr leve, significa que a responsabilidade da autonomia é sua. Para os 42km e 21km, mochila ou cinturão de hidratação é necessário mesmo com os pontos de abastecimento ao longo do percurso. A distância entre alguns trechos, combinada com o esforço nas dunas e a exposição nos costões, cria janelas de consumo que dependência exclusiva dos postos não fecha. Quem monta a estratégia certa encontra análise técnica de mochilas e cinturões trail, tênis com grip para terreno misto e relógios com altimetria barométrica na categoria trail do entreesportes pro, o produto certo elimina variáveis que o treino não recupera. Confira aqui.
A decisão entre 42km e 21km precisa de honestidade sobre o histórico de treino, não entusiasmo. Se as últimas 12 semanas não incluíram pelo menos uma sessão semanal em terreno com areia, pedra ou superfície irregular, o 21km já vai te ensinar o que o 42km ia cobrar. A duna no inverno catarinense é diferente da duna de verão, a areia retém umidade, afunda mais, pesa mais sob o pé. O costão molhado de julho exige atenção nos apoios em um momento do percurso em que o cansaço já está instalado. Não é alarmismo, é o que a 17ª edição mostrou com 900 corredores no grid e staff preparado para absorver os imprevistos de quem subestimou o terreno. A boa notícia: a sinalização do percurso e os pontos de hidratação receberam elogios unânimes. A estrutura que funciona não é detalhe, é o que te permite focar na corrida.
O Costão do Santinho Resort fica no extremo norte da ilha, 40 minutos do aeroporto Hercílio Luz, longe do trânsito do centro. A Praia do Santinho é uma das mais preservadas de Florianópolis, com águas limpas e ondas que respeitam o corredor que precisa de mar tranquilo depois de 42km. Para quem chega na sexta e quer explorar o norte da ilha antes da entrega de kit (14h às 20h do dia 24), o Ribeirão da Ilha fica a 50 minutos e entrega ostras com vista para o continente, uma das mesas mais honestas de Florianópolis. A Lagoa da Conceição é a opção de ciclismo leve no dia anterior à prova. E a Praia do Moçambique, reserva ambiental encostada no Santinho, é onde você vai entender por que a prova tem esse nome e esse cenário: natureza que não tem paralelo na costa sul brasileira. Quem hospeda no resort garante inscrição cortesia por quarto, detalhe logístico que, em uma prova desse porte, muda o cálculo da viagem.
Dezoito edições, mais de 900 atletas na última edição, maratonista olímpica no grid como corredora comum, ex-vencedor da São Silvestre como padrinho e show da banda Chimarruts no pós-prova. O Mountain Do Costão do Santinho não é grande porque tem patrocínio, é grande porque o produto é consistente. Prova que entrega o que promete durante 18 anos consecutivos tem o tipo de credibilidade que nenhum orçamento de marketing compra. Ana Szwarcfiter, carioca que viajou só para correr os 9km, resumiu o que a edição 2025 entregou: “O espírito de colaboração na trilha me surpreendeu, uma energia de união, todos se ajudando.” Isso não é o discurso da organização. É o que o atleta sentiu no percurso.
entreesportes.

Ficha Técnica
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Nome oficial | Mountain Do Costão do Santinho 2026 |
| Edição | 18ª |
| Data | 25 de julho de 2026 |
| Local | Costão do Santinho Resort — Estrada Vereador Onildo Lemos, 2505, Praia do Santinho, Florianópolis – SC, 88058-700 |
| Distâncias | 42km · 21km · 9km · 5km |
| Largada 42km | 6h30 |
| Largada 21km | 8h30 |
| Largada 9km / 5km | 9h45 |
| Premiação geral | 13h00 · Categorias 14h00 |
| Entrega de kit | 24/07 das 14h às 20h (Expo MTDO) |
| Kit inclui | Mochila impermeável · Boné · Camiseta dry fit · Squeeze · Toalha (chegada) · Medalhão (concluintes) · Chip de cronometragem · Seguro atleta |
| Inscrição 42km | A partir de R$ 420,00 |
| Inscrição 21km | A partir de R$ 320,00 |
| Inscrição 9km / 5km | A partir de R$ 270,00 |
| Itens obrigatórios | Nenhum. Recomendado: mochila ou cinturão de hidratação (42km e 21km) |
| Tênis recomendado | Trail com grip |
| Circuito | Mountain Do — Raízes · 25 anos |
| Site oficial | mountaindo.com.br |
Você correu o Santinho. Agora coloca no feed de quem entende o que significa trocar a trilha pela duna e o costão na mesma largada. Entre no clube do entreesportes no Strava e registra a atividade.
Próximas Etapas Mountain Do 2026
| Etapa | Data | Local |
|---|---|---|
| Costão do Santinho 🔥 | 25 jul | Florianópolis – SC |
| Atacama Explorer | Agosto | San Pedro de Atacama – Chile |
| Campos do Jordão | Setembro | Campos do Jordão – SP |
| Fernando de Noronha | Setembro | Fernando de Noronha – PE |
| Chapada dos Veadeiros | 31 out | Alto Paraíso de Goiás – GO |
| Selva Amazônica | Novembro | Amapá – AP |
| Pantanal | Dezembro | Rio Verde do Pantanal – MT |
