O mercado de corrida de montanha nunca teve opções tão diferentes na mesma prateleira. Entenda qual desses três modelos responde ao seu estilo de corrida, ao seu terreno e à sua distância
O corredor de montanha aprende cedo que o terreno não negocia. No cerrado arenoso da Chapada dos Guimarães, na pedra solta das serras gaúchas, na lama densa do sul de Minas e na rocha úmida da Serra do Rio do Rastro, o que está embaixo do pé define se a passada vai ser eficiente ou vai custar caro nos quilômetros seguintes. A escolha do tênis de trail não é questão estética é decisão técnica com consequências diretas na performance, na proteção articular e na confiança para atacar as descidas quando a altimetria já cobrou o preço de cada subida. O mercado atual responde a essa exigência com três perfis completamente distintos: um tênis nacional de alta tecnologia com custo-benefício real, um supershoe que dominou pódios das maiores ultramaratonas do mundo e um modelo japonês construído para durar e proteger em qualquer terreno.
O problema que todo corredor de montanha enfrenta na hora de escolher o tênis certo é a diversidade de demandas que o percurso impõe no mesmo dia. Em 63 quilômetros de prova na Chapada, o atleta enfrenta solo seco e compacto de manhã, travessias de rio e lama à tarde e pedra solta nas subidas finais. O que protege o joelho nas descidas longas penaliza a velocidade nas subidas técnicas. O que é rápido em trilha compacta perde segurança em terreno molhado. Por isso, antes de qualquer especificação técnica, a pergunta certa não é qual é o melhor tênis de trail, é qual é o melhor tênis de trail para o seu estilo de corrida, a sua distância habitual e o terreno onde você treina e compete. Como o entreesportes já explorou na cobertura do Bota Pra Correr 2026 na Chapada dos Guimarães, o trail nacional exige equipamento pensado para solo brasileiro e essa exigência nunca foi tão bem respondida.
A sola é o argumento técnico que mais divide opiniões no trail. O Olympikus Corre Trilha 3 usa Vibram Traction Lug com garras desenvolvidas especificamente para este modelo, geometria calibrada para equilibrar tração em terreno variado e eficiência de rolamento em trilhas brasileiras. Com entressola PY-VA, a combinação de EVA com PEBAX que até pouco tempo era exclusividade dos supershoes de asfalto, o Trilha 3 chega com 260 gramas e R$599,99, entregando tecnologia que até recentemente era privilégio de tênis três vezes mais caros.
O Adidas Terrex Agravic Speed Ultra 2 usa Continental Rubber com lugs de 3 a 5mm. a mesma borracha alemã dos supercarros, agora com geometria de contato ampliada em relação à versão 1, melhorando a aderência em rocha molhada sem perder eficiência em trilha seca.
O Asics Trabuco 14 aposta no ASICSGRIP próprio com Rock Protection Plate integrada, placa flexível de proteção rochosa combinada com a nova espuma FF Blast Max, 4 gramas mais leve e 2mm mais espessa que a versão anterior, com retorno de energia de 62,5% no calcanhar medido em laboratório.
A entressola é onde a diferença de filosofia entre os três modelos fica mais explícita. O Adidas Terrex Agravic Speed Ultra 2 é o mais radical: Lightstrike Pro supercrítica com EnergyRods de carbono em X, quatro hastes que distribuem a propulsão de forma multidirecional, num stack de 38mm no calcanhar com drop de 8mm e 265 gramas. David Roche venceu a Leadville com a versão 1. Tom Evans dominou ultramaratonas de elite com ele nos pés. O ASU2 refinou a fórmula: entressola levemente mais macia para maior conforto em longas distâncias, cabedal em monomesh com melhor mapeamento do pé e sizing corrigido, o principal problema da versão original.
O Asics Trabuco 14 vai na direção oposta: stack moderado de 32,1mm, drop de 6,3mm, FF Blast Max equilibrada entre maciez e responsividade. Não é o mais rápido, mas entrega consistência de passada e proteção articular ao longo de muitas horas em terreno técnico. O Corre Trilha 3 ocupa o espaço entre os dois, PY-VA com PEBAX entrega retorno de energia acima do EVA puro sem o radicalismo do supershoe de competição.
O corredor de trail que quer alta tecnologia com custo-benefício real encontra a resposta no Olympikus Corre Trilha 3 Vibram, PEBAX, 260 gramas, R$599,99. Feito para o trail brasileiro, testado no BPC, disponível agora. Quem quer sentir o que é correr com o mesmo tênis que está nos pódios das maiores ultramaratonas do mundo vai encontrar essa resposta no Adidas Terrex Agravic Speed Ultra 2 , mas precisa saber que é um tênis para midfoot e forefoot strikers em trilhas de baixa a moderada técnicidade, não para terrenos verticais extremos. E quem prioriza estabilidade, proteção e conforto em qualquer tipo de terreno e qualquer distância vai encontrar no Asics Trabuco 14 o argumento mais equilibrado dos três, confira o preço atualizado e garanta o seu.
O que separa um corredor de montanha que chega bem no final de um percurso técnico daquele que apenas sobrevive é a combinação certa de equipamento, estilo de corrida e leitura do terreno. O Corre Trilha 3 entrega essa combinação para o corredor brasileiro que quer evoluir no trail sem comprometer o orçamento. O ASU2 entrega essa combinação para quem já tem consistência de treino, pisada eficiente e quer extrair velocidade de prova. O Trabuco 14 entrega essa combinação para quem coloca longevidade articular e segurança no terreno acima de qualquer outra variável.
Três tênis com filosofias completamente diferentes. Nenhum é universalmente melhor, cada um é melhor para um perfil específico de corredor. O corredor que ainda está construindo o currículo de provas de trail começa pelo Corre Trilha 3: tecnologia real, preço justo, solado Vibram para aprender o terreno com segurança. O corredor que já tem altimetria acumulada na planilha e quer saber o que é sentir Lightstrike Pro com EnergyRods de carbono debaixo do pé vai ao ASU2 sem hesitação, desde que o terreno e a pisada sejam compatíveis. E o corredor que acima de tudo quer chegar no final com os joelhos intactos, a passada preservada e zero surpresa no apoio vai ao Trabuco 14 como primeira e última escolha. A montanha é a mesma para os três. O que muda é quem você é nela.
entreesportes.
Tabela comparativa
Olympikus Corre Trilha 3 | Adidas Terrex Agravic Speed Ultra 2 | Asics Trabuco 14 | |
|---|---|---|---|
| Entressola | PY-VA (EVA+PEBAX) | Lightstrike Pro + EnergyRods carbono | FF Blast Max |
| Solado | Vibram Traction Lug | Continental 4mm (3–5mm lugs) | ASICSGRIP + Rock Protection Plate |
| Cabedal | Oxitec 2.0 | Monomesh engenheirado | Malha protetora trail fit |
| Peso | ~260g | 265g | ~281g |
| Stack calcanhar | 34mm | 38mm | 32,1mm |
| Drop | 8mm | 8mm | 6,3mm |
| Perfil | Custo-benefício / versátil | Supershoe de prova / ultra veloz | Estabilidade / proteção total |
| Terreno ideal | Trail variado brasileiro | Ultra distância / trilha compacta | Qualquer terreno / técnico |
| Pisada ideal | Neutra / versátil | Midfoot / forefoot | Neutra / todas |
| Preço BR | R$599,99 | [VERIFICAR Amazon] | [VERIFICAR Amazon] |
| Onde comprar | Loja Oficial do site da Olympikus | Loja Oficial da Adidas no Amazon | Loja Ofcial da Asics no Amazon |

