Quem treina CrossFit com consistência conhece aquele momento em que o treino deixa de ser treino. O peso na barra deixa de ser número, o cronômetro deixa de ser referência e o que entra em cena é uma versão mais honesta de você a que aparece quando não tem mais energia sobrando para disfarçar. No fim de semana de 29 a 31 de maio, esse momento acontece em dois lugares ao mesmo tempo. Em Goiânia, o Sesi Multiparque vira quatro arenas simultâneas com 1.500 atletas de sete países na 18ª edição do Monstar Games Brasil. Em São José, Santa Catarina, a Arena Multiuso recebe o TCB 4 All, o qualificatório online oficial para a Semifinal dos CrossFit Games 2026 na categoria Elite. São dois eventos, dois formatos, duas cidades. Mas o mesmo CrossFit que definiu por que você começou a treinar.
Goiânia: o maior festival fitness da América Latina na sua maior edição
O Monstar Games chegou à 18ª edição com um número que resume sua trajetória: mais de 20 mil atletas ao longo de 12 anos de história, em Goiânia, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2014, quando a organização reuniu 750 atletas e trouxe pela primeira vez nomes dos CrossFit Games para competir em solo brasileiro, ninguém projetava que aquele evento viraria o maior festival fitness da América Latina. Em 2026, com 1.500 atletas inscritos de Brasil, Chile, Argentina, Paraguai, Peru e Venezuela, a expectativa de 10 mil pessoas circulando pelo Sesi Multiparque nos três dias é a maior da história do evento.
A estrutura da 18ª edição diz tudo sobre a escala que o Monstar alcançou: quatro arenas simultâneas, duas quadras, um campo e uma piscina. As categorias cobrem o espectro completo do esporte funcional, de Times Iniciantes a Individual Elite, passando por Scaled, Amador, Trio RX, Teens e Masters 35-39, 40-44 e 45+. É o modelo que o fundador Paulo Menezes resume em uma frase que virou marca do evento: do iniciante ao elite, todos são tratados como atletas, sem distinção. Os workouts testam levantamento de peso, resistência, cardio e endurance, sem especialista vencendo o Monstar. Vence quem performa em piscina, em quadra e em campo com a mesma consistência ao longo de três dias.
Goiânia não sedeia o Monstar por acaso, é a casa do evento, o berço da cultura que ele construiu. A cidade tem um dos ecossistemas de boxes mais ativos do Brasil e uma comunidade fitness que entende CrossFit como estilo de vida. O Sesi Multiparque entrega a estrutura de um evento internacional, e a organização complementou a competição com shows ao vivo no sábado e domingo, feira fitness e espaço gastronômico. Transmissão ao vivo pelo YouTube Monstar Series para quem não está em Goiânia.
São José: a cidade que não para entre uma competição e outra
São José, Santa Catarina, não teve tempo de descansar. No início de maio, a cidade sediou a Copa Sur, a semifinal oficial do CrossFit Games para a América do Sul, onde os melhores atletas do continente disputaram as vagas para San Jose, Califórnia. O campo foi o mais denso e experiente da história da competição, como o entreesportes detalhou em nossa cobertura da Copa Sur 2026. Três semanas depois, a Arena Multiuso abre as portas de novo, desta vez para o TCB 4 All, a etapa que dá início à 17ª temporada do maior campeonato nacional de CrossFit. Os atletas que não fecharam a classificação para os Games chegam em São José com a fome de quem passou um mês inteiro repassando mentalmente o que ficou de fora do leaderboard. O campeonato nacional virou o lugar onde essa conta é acertada.
O nível que o campo vai encontrar em São José já foi sinalizado na segunda etapa das Super Seletivas, realizada em Sorocaba no início de maio. O evento paulista foi mais denso e competitivo do que a etapa anterior no Rio de Janeiro — disputas milimetradas no top 5, atletas consistentes em diferentes estímulos sem colapso entre provas. Lucas Goulart Decio venceu a Prova 1 com 8:15 e levantou 195kg na Prova 2A, a maior carga da categoria, mas uma queda para a 21ª posição na Prova 3B custou a liderança. Na disputa por equipes, a CrossFit Ponta Negra mostrou por que é favorita, liderando com consistência e vencendo três provas seguidas. O recado é claro: no TCB 2026, um erro em uma prova redefine o leaderboard inteiro. Quem chega em São José com essa leitura sai na frente antes mesmo de tocar na barra.
Os quatro workouts do TCB 4 All foram desenhados para expor exatamente esse tipo de inconsistência. Uma prova 100% ginástica, uma prova onde o peso decide, movimentos como Wall Walk e Shuttle Run consolidados no circuito, AMRAP de 15 minutos como prova mais longa e apenas 9 minutos na mais curta, estímulos completamente diferentes que exigem o mesmo nível de execução de ponta a ponta. O formato presencial em São José adiciona o que a etapa online não entrega: a pressão do ambiente, a contagem da plateia, o ritmo da arena interferindo na tomada de decisão em cada rep. Os oito melhores do Elite Masculino, as quatro melhores do Elite Feminino e os quatro melhores do Master 35-39 Masculino garantem classificação direta para a final do TCB em setembro, sem precisar das seletivas regionais. Para todos os demais, São José não é uma das últimas portas antes da grande final nacional, é a última.
No Monstar Games, a lógica é a mesma: quatro arenas simultâneas com levantamento, resistência, cardio e endurance ao longo de três dias não perdoam atleta que chegou com recuperação comprometida. Os oito melhores do Elite Masculino e as quatro melhores do Elite Feminino no TCB garantem classificação direta para a final em setembro. No Monstar, vence quem sustenta consistência do primeiro ao último workout, sem especialista, sem atalho.
O CrossFit competitivo opera numa lógica de temporada que exige o corpo inteiro durante meses, não só os dias de arena. Open em fevereiro, Quarterfinals em março, qualifier online até abril, final presencial em maio. São quatro fases com exigências físicas distintas acumuladas num ciclo contínuo sem espaço real para redução de volume. O atleta que chega ao TCB 4 All ou ao Monstar Games com recuperação comprometida paga no primeiro workout. Para quem treina com esse nível de volume e tem dificuldade em fechar o aporte calórico só com alimentação, o hipercalórico é protocolo de temporada, não suplemento de conveniência. O entreesportes já analisou em detalhe como o hipercalórico se encaixa na rotina do atleta de endurance e fitness funcional na nossa análise completa: Hipercalórico no Endurance — quando comer não é suficiente. Confira aqui e garanta o seu.
Uma opção com boa relação custo-benefício para esse perfil é o Army Super Mass 3kg da Soldiers Nutrition, um hipercalórico formulado com blend de proteínas (WPC + WPI) e Waxy Maize como fonte primária de carboidrato, com 15g de proteína e 3g de glutamina por porção de 160g. A combinação de matérias-primas importadas e a diversidade de sabores (morango, chocolate, cookies, baunilha e leite) tornam o uso diário mais sustentável. O produto se encaixa especialmente bem nas janelas pré e pós-treino de atletas com dificuldade de atingir o volume calórico pela dieta sólida e pode ser conferido aqui!
Quem fecha bem em São José chega à final do TCB com o campeonato inteiro à frente. O TCB é o único classificatório brasileiro para a Latam Cup do Wodapalooza e garante vagas importantes no circuito internacional, o que significa que a final de setembro não fecha apenas o calendário nacional. Ela abre o próximo ciclo. O atleta que vence o TCB não carrega só o título de melhor do Brasil, carrega o passaporte para o próximo desafio fora do país. Em 17 temporadas, o TCB construiu exatamente essa reputação: quem passa por aqui, está pronto para o que vem depois.
São José é a última seletiva. A final é o destino. E o que está em jogo vai além do pódio nacional.
O Monstar Games não precisa de passaporte para o circuito internacional para justificar sua relevância. Em 18 edições, ele construiu algo que poucos eventos do CrossFit brasileiro conseguiram: tornou-se o festival onde a América do Sul se encontra. Chile, Argentina, Paraguai, Peru e Venezuela não vêm a Goiânia buscar uma vaga em outro evento, vêm medir o nível, testar o campo e descobrir onde estão em relação ao melhor do continente. Para o atleta brasileiro, o Monstar é o espelho mais honesto dessa comparação. Para o atleta da região, é a janela mais acessível para entender o que o CrossFit brasileiro construiu em mais de uma década de competição séria. Quem vence o Monstar não sai de Goiânia com um passaporte, sai com o título de melhor do maior festival fitness da América Latina. E no CrossFit, isso diz muito sobre quem você é dentro de uma arena.
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