CIMTB Congonhas 2026: o XCO que fecha 30 anos de história e transforma Minas em laboratório de MTB
Você chega a Congonhas sabendo que a pista não será a única disputa do fim de semana.
A terceira e última etapa da CiMTB 2026 acontece entre 25 e 27 de setembro, na nova arena montada na Praça de Eventos. É a decisão de uma temporada que comemora 30 anos da Copa Internacional de Mountain Bike e reúne XCC, XCO e XCM em três dias de competição.
Para quem vai correr o XCO, porém, o primeiro dado importante não é a comemoração, é a pista, o novo circuito de XCO terá aproximadamente quatro quilômetros. Uma volta curta significa que uma escolha de linha, uma entrada mal posicionada ou uma perda de velocidade não desaparecem no percurso: elas voltam a aparecer na volta seguinte.
É aí que começa a leitura desta terceira etapa.
Não se trata apenas de descobrir quem sobe mais forte.
O atleta precisa descobrir quanto de velocidade consegue preservar quando a pista volta a apresentar o mesmo obstáculo, a mesma curva, a mesma subida e a mesma necessidade de escolher linha.
Congonhas fecha a temporada de 30 anos, mas também fecha uma sequência de três etapas que começou em Conceição do Mato Dentro e passou por Araxá. Para quem disputa campeonato, o resultado final será construído com aquilo que foi acumulado nessas três pistas
Duas etapas já deixaram o campeonato em movimento
A temporada começou em Conceição do Mato Dentro, entre 10 e 12 de abril, e passou por Araxá, de 29 a 31 de maio, antes de chegar à decisão em Congonhas.
A segunda etapa, em Araxá, trouxe uma situação conhecida pelos atletas da CiMTB: uma pista histórica, com forte exigência de escalada, controle técnico e capacidade de sustentar intensidade.
O entreesportes acompanhou aquela etapa em CIMTB 2026 Araxá: a pista do Grande Hotel Termas já selecionou atletas para cinco Olimpíadas, agora pontua para Los Angeles 2028.
Agora a situação é diferente.
Congonhas terá pista nova, arena nova e uma pontuação mais pesada para a etapa decisiva.
Nas duas primeiras etapas, a vitória valeu 50 pontos. Em Congonhas, o vencedor recebe 80, o segundo 70 e o terceiro 65.
Isso muda o valor de cada erro.
A classificação geral das Super Elites soma os resultados de XCC, XCO e XCM. Na liderança masculina chega Gustavo Xavier; na feminina, Isabella Lacerda, ambos defendendo a camisa de líder na decisão.
Para esses atletas, Congonhas não é simplesmente mais uma prova.

É o momento em que o campeonato deixa de oferecer margem para guardar decisão para depois.
Quatro quilômetros mudam a importância da linha
O novo circuito de XCO será realizado nos arredores da Praça de Eventos.
É uma mudança relevante em relação ao cenário de 2025, quando Congonhas recebeu a etapa no Parque Ecológico da Cachoeira.
A mudança de sede não é apenas logística.
A organização informa que XCC, XCO e XCM terão pistas novas em 2026. A Praça de Eventos concentra arena, lava-bike, duchas, alimentação, feira de produtos, espaço infantil e estrutura de apoio no mesmo ambiente.
Para o atleta, a consequência é direta: reconhecimento de pista ganha ainda mais importância.
Na quinta-feira, 24 de setembro, a organização programou clínica técnica gratuita, das 10h às 16h, para reconhecimento e leitura dos trechos técnicos.
Na sexta, o treino oficial da pista completa acontece das 9h às 14h30 antes das largadas do XCC.
O objetivo do reconhecimento não deveria ser simplesmente decorar o circuito.
É identificar onde a bicicleta perde velocidade, onde uma entrada mais aberta permite sair mais rápido, onde a tração pode desaparecer e onde vale mais preservar velocidade do que tentar ganhar alguns metros na entrada de uma seção técnica.
No XCO, linha é potência convertida em velocidade.
Mas potência e técnica precisam continuar disponíveis quando a prova começa a acumular voltas.
Uma seção técnica mal executada pode custar segundos; uma decisão energética mal planejada pode comprometer a capacidade de repetir aquela mesma precisão mais adiante.
É nesse ponto que o carboidrato entra como ferramenta de competição.
O Energypro da Sudract, em sachê individual, pode fazer parte de uma estratégia de ingestão durante o esforço, especialmente quando o atleta precisa manter disponibilidade energética sem depender exclusivamente de alimentos sólidos. Gel Energético Sudract Energypro — 10 unidades, café expresso
A questão não é simplesmente levar um gel, é definir previamente em que momento ele será utilizado e testar a estratégia nos treinos. Em Congonhas, essa decisão precisa estar resolvida antes da primeira volta.
Quando a pista volta a apresentar o mesmo trecho técnico, o atleta precisa ter energia suficiente para continuar tomando decisões e não apenas força para continuar pedalando.
Minas Gerais não virou capital do MTB por causa de uma prova
Congonhas ajuda a entender uma característica maior do estado.
Minas Gerais não precisa de um título oficial para parecer a capital do MTB.
O que existe é uma concentração incomum de terreno, comunidades, destinos e competição.
O entreesportes já mapeou essa relação em Minas Gerais não precisa de um título oficial para parecer a capital do MTB.
A região de Perdidas, Raposos e Nova Lima mostra justamente essa combinação: pedra, erosão, cascalho, singletracks, estradões, mudanças de inclinação e diferentes níveis de exigência técnica convivem próximos da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A matéria também relaciona esse território ao calendário competitivo mineiro, incluindo CiMTB, Sertões MTB e outras provas.
Mas o mapa vai muito além da Grande BH.
Em 2026, a própria CiMTB distribuiu sua temporada por Conceição do Mato Dentro, Araxá e Congonhas. O resultado é um circuito que passa por ambientes diferentes dentro do mesmo estado.
É por isso que Minas funciona como laboratório.
O mesmo atleta pode treinar técnica em uma trilha próxima de Nova Lima, trabalhar resistência em XCM, competir em Araxá e terminar a temporada em um circuito de XCO em Congonhas.
Não é uma modalidade acontecendo isoladamente.
É um ecossistema.
O pneu entra na decisão quando a pista deixa de ser abstrata
É justamente nesse ponto que equipamento deixa de ser catálogo e passa a fazer parte da estratégia.
O pneu é o contato entre a potência produzida pelo atleta e o terreno.
Em XCO, escolher um desenho pensando apenas em peso ou velocidade de catálogo pode produzir uma consequência indesejada quando a pista exige frenagem, tração lateral ou retomada de velocidade.
O entreesportes já aprofundou essa decisão em Maxxis Minion, Kenda Booster ou Chaoyang Phantom: qual pneu de MTB o seu terreno realmente pede.
Para um circuito de XC, a escolha precisa equilibrar rolagem, tração e comportamento previsível.
Um pneu mais agressivo pode entregar segurança em determinado terreno, mas cobrar em resistência ao rolamento; um desenho mais rápido pode ganhar eficiência e perder margem quando a pista exige aderência.
É nesse contexto que o Kenda Booster XC 29 x 2.20 Tubeless pode entrar na análise de um setup voltado ao XC.
A decisão, porém, não é universal.
Medida, carcaça, aro, pressão, peso do conjunto e terreno precisam conversar. E qualquer mudança para a prova precisa ser testada antes dela.
O produto entra porque existe uma decisão de equipamento.
Não o contrário.
O XCC na sexta-feira muda a leitura do fim de semana
A programação começa na sexta-feira, 25 de setembro, com o Short Track.
O XCC tem largadas a partir das 15h e as Super Elites entram na pista às 16h e 16h30.
No sábado, o XCO começa às 10h com as E-Bikes e as demais categorias seguem ao longo do dia, com a Super Elite masculina às 16h.
Isso cria três estímulos diferentes dentro de um mesmo fim de semana.
O atleta de XCO precisa saber separar as demandas.
Não é porque XCC e XCO usam a mesma bicicleta e compartilham a lógica de cross-country que são a mesma prova.
Em Araxá, a pista colocou potência relativa, capacidade de escalada e controle técnico no mesmo problema.
Em Congonhas, a pergunta muda novamente.
Quanto esforço vale colocar no XCC sem comprometer aquilo que você precisa entregar no XCO?
Para quem disputa a classificação geral da Super Elite, a resposta tem uma camada adicional: XCC, XCO e XCM entram na soma do campeonato, a organização confirma que a classificação geral considera as três modalidades.
E existe uma consequência que aparece quando a sexta-feira termina: o atleta precisa recuperar o que gastou antes de voltar para a pista no sábado.
É nesse intervalo que a estratégia nutricional deixa de olhar apenas para o desempenho imediato e passa a considerar a recuperação entre esforços.
O entreesportes já discutiu essa questão em BCAA no Endurance: o aminoácido que o corredor e o ciclista ainda subestimam.
O BCAA pode entrar nessa rotina quando já fizer parte da estratégia individual do atleta.
Nessa rotina, o BCAA 2400 da Max Titanium, em cápsulas, reúne leucina, isoleucina e valina e pode facilitar a organização da suplementação durante uma viagem de competição.
A lógica também não é tomar BCAA simplesmente porque haverá uma prova no dia seguinte. É entender se ele já faz parte da estratégia individual e se existe uma necessidade real de organizar a recuperação entre esforços consecutivos.
Em Congonhas, essa janela é curta: termina o XCC, começa a recuperação e, poucas horas depois, o atleta precisa estar novamente preparado para entregar técnica, potência e concentração no XCO.
A Maratona volta para ampliar o festival
O retorno do XCM é uma das principais mudanças da temporada de 30 anos.
Para quem está planejando a participação em Congonhas, a programação oficial atualizada informa três distâncias para domingo, 27 de setembro: percurso completo de 65 km, percurso reduzido de 42 km e passeio de 12 km. As duas distâncias competitivas largam às 9h; o passeio começa às 9h30.
A estrutura amplia o alcance da etapa sem transformar todos os participantes em competidores de XCO.
O atleta experiente encontra a distância longa.
Quem quer uma experiência intermediária tem o percurso reduzido.
E quem está entrando no universo da bicicleta pode participar do passeio.
A Maratona também voltou a valer pontos UCI em 2026, integrando novamente o sistema competitivo da CiMTB. A temporada de 30 anos coloca o XCM ao lado de XCC e XCO dentro da programação da Copa.
Isso é relevante porque o XCM deixa de ser apenas uma atividade paralela dentro da festa dos 30 anos.
Ele volta a fazer parte do sistema competitivo.
Para quem encara os 65 km, aparece uma decisão que não pode ficar para a segunda metade da prova: o que estará dentro da caramanhola quando o esforço começar a acumular tempo e distância?
Em uma Maratona, hidratação e ingestão de carboidrato precisam acompanhar o planejamento do atleta.
O Isotonic Pro Drink, da Sudract pode entrar nessa estratégia preparado na caramanhola, permitindo trabalhar a ingestão de carboidratos e eletrólitos durante o pedal.
A decisão não é simplesmente colocar isotônico na caramanhola.
É saber quanto o atleta precisa ingerir, em que momento e como essa bebida se encaixa no restante da estratégia nutricional.
Para aprofundar justamente a relação entre duração, recuperação e nutrição no MTB, o entreesportes já publicou Nutrição em MTB por etapas: o que acontece com o seu corpo depois do km 60 e por que a Etapa 2 decide quem chega no terceiro dia.
Embora o contexto daquela matéria seja o MTB por etapas, o argumento interessa ao atleta de XCM por um motivo simples: quando a duração aumenta, a estratégia nutricional deixa de ser um detalhe do pós-prova e passa a fazer parte da capacidade de sustentar o esforço.
Uma roda de carbono pode mudar o conjunto, se o conjunto pedir
Os 65 km também mudam a conversa sobre equipamento.
Em uma prova longa, eficiência de rolagem, comportamento da bicicleta, rigidez do conjunto e controle precisam ser avaliados em conjunto.
Uma roda mais leve pode parecer uma solução óbvia, mas o ganho só interessa se estiver alinhado ao restante da bicicleta e ao terreno.
Em uma prova longa, eficiência de rolagem, comportamento da bicicleta, rigidez do conjunto e controle precisam ser avaliados em conjunto.
Uma roda mais leve pode parecer uma solução óbvia, mas o ganho só interessa se estiver alinhado ao restante da bicicleta e ao terreno.
É nesse contexto que a Roda de Carbono Elite Expert 33 — MTB HG pode entrar na análise de um projeto de XCM.
A proposta é trabalhar um conjunto de roda de carbono voltado ao mountain bike, mas a decisão precisa considerar cubo, freehub, eixo, largura interna, pneus, pressão e compatibilidade com a bicicleta. Roda de Carbono Elite Expert 33 — MTB HG
É uma solução possível para o atleta que está justamente avaliando o conjunto da bicicleta para provas mais longas e quer entender onde uma roda de carbono pode fazer diferença.
A bicicleta precisa funcionar como sistema.
Três modalidades, três demandas
Congonhas concentra em um único fim de semana aquilo que normalmente aparece separado no calendário.
XCC na sexta.
XCO no sábado.
XCM no domingo.
O XCC exige explosão, posicionamento e capacidade de responder imediatamente.
O XCO transforma essas respostas em repetição: a mesma pista volta, a mesma seção reaparece e a capacidade de manter precisão começa a importar tanto quanto a potência.
O XCM amplia a duração e desloca a importância para o gerenciamento do esforço, da alimentação, da hidratação e do equipamento.
É por isso que o atleta que participa de mais de uma modalidade precisa pensar o fim de semana como sequência, não como três provas independentes.
O corpo não zera à meia-noite.
Congonhas fecha 30 anos olhando para o próximo ciclo
A história da CiMTB começou em 1996.
Desde 2004, a competição conta pontos para o ranking mundial da UCI e participou diretamente de ciclos olímpicos que passaram por Pequim 2008, Londres 2012, Rio 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024. Em 2026, também pontua para Los Angeles 2028.
A organização também esteve envolvida em momentos importantes do MTB internacional no Brasil: abriu a Copa do Mundo em Petrópolis em 2022, recebeu a etapa de Araxá da WHOOP UCI Mountain Bike World Series em 2024 e uma rodada dupla da Copa do Mundo em 2025. Também organizou, em Congonhas, a primeira Copa do Mundo de Mountain Bike Eliminator realizada no Brasil, em 2018.
Congonhas tem ainda uma relação histórica com a Copa Internacional.
Em 2026, a cidade recebe novamente a decisão e, pela primeira vez, a etapa será realizada na Praça de Eventos, com três pistas inéditas.
A temporada termina ali.
Mas a infraestrutura competitiva que a CiMTB construiu continua.
Congonhas também é parte da experiência
Para quem viaja para a etapa, vale reservar algum tempo para conhecer a cidade sem transformar a competição em roteiro turístico.
Congonhas é conhecida como Cidade dos Profetas, marcada pelo Santuário do Bom Jesus de Matosinhos e pelo conjunto dos Doze Profetas de Aleijadinho.
Neste fim de semana, porém, a Praça de Eventos será o ponto de encontro do MTB.
A estrutura terá lava-bike, duchas, alimentação, feira de produtos, espaço infantil, shows e atendimento de saúde. A mudança de sede foi pensada justamente para ampliar a experiência de atletas e público.
Para quem vai com equipe, amigos ou família, isso muda a experiência.
Enquanto o atleta reconhece a pista, o restante da família encontra uma arena que funciona também como evento.
E, depois da prova, Congonhas continua ali.
O MTB não precisa ocupar todas as horas da viagem para fazer parte dela.
entreesportes.
| Data | 25 a 27 de setembro de 2026 |
| Local | Congonhas, MG |
| Evento | CIMTB — Copa Internacional de Mountain Bike |
| Modalidades | XCC · XCO · XCM |
| XCO | Circuito de aproximadamente 4 km |
| Maratona completa | 65 km |
| Maratona reduzida | 42 km |
| Passeio | 12 km |
| Arena | Praça de Eventos de Congonhas |
Congonhas fecha os 30 anos da CiMTB, mas o dado que interessa ao atleta não termina na linha de chegada, ele fica na capacidade de repetir uma decisão técnica correta quando a pista volta a cobrar exatamente o mesmo erro.
Entre no clube do entreesportes no Strava e leve esse dado para a próxima trilha.
As referências e indicações de produtos apresentadas nesta matéria têm finalidade exclusivamente editorial e informativa. A inclusão de suplementos, marcas ou produtos não constitui prescrição nutricional, recomendação médica ou indicação individual de uso. A estratégia de suplementação deve considerar modalidade, duração e intensidade do esforço, alimentação, objetivos, tolerância individual e condições específicas de cada atleta. Em caso de dúvida, uso de medicamentos ou necessidade de ajuste individual, procure orientação de nutricionista ou médico habilitado.
