Quando a maratona começa a cobrar a conta
Tem um momento em toda maratona que não aparece na planilha de treino.
Acontece entre o km 32 e o km 35, quando o glicogênio muscular chega ao fundo do poço, o lactato começa a se acumular mais rápido do que o corpo consegue tamponar e qualquer irregularidade no percurso, uma subida, uma curva mais fechada, um trecho de paralelepípedo, vira parede.
Não é falta de preparo, é fisiologia. E ela não negocia com a vontade.
Quando o glicogênio acaba, a maratona muda
O maratonista amador a sério conhece esse momento pelo nome que ganhou no calendário da Maratona de Boston: Heartbreak Hill. Mas o coração quebra em qualquer prova, em qualquer cidade, para qualquer atleta que chegue no km 32 sem combustível disponível.
A musculatura armazena entre 300g e 400g de glicogênio, o equivalente a aproximadamente 90 minutos de corrida em ritmo de prova, o fígado contribui com mais 80g a 90g. Quando esses estoques se esgotam, o organismo recorre às gorduras como combustível alternativo, mais lenta, menos eficiente para a intensidade que a maratona exige e o pace cai, não gradualmente, abruptamente. É o que os maratonistas chamam de “bater o muro”.
O carboidrato precisa chegar antes da crise
A ciência do endurance é categórica nesse ponto, a fadiga durante exercícios prolongados está diretamente associada à depleção de glicogênio muscular e à queda da glicemia e quanto mais tarde o atleta iniciar a reposição de carboidrato durante a prova, mais difícil é reverter o processo.
A International Society of Sports Nutrition (ISSN) recomenda entre 30g e 60g de carboidrato por hora em atividades acima de 60 minutos, com aumento progressivo para até 90g/h em provas acima de 2h30.
Para a maioria dos maratonistas amadores, isso significa um gel a cada 40 a 50 minutos, iniciando antes de sentir qualquer queda de energia, não depois, como o entreesportes aprofundou em nossa análise completa sobre nutrição e suplementação no endurance, o protocolo correto de carboidrato não começa no km 25, começa na largada.
O nitrato entra antes de o muro aparecer
O que diferencia o New Millen Nitro Power Gel dos géis convencionais não é apenas o carboidrato, é a presença do BeetNitro O², complexo de nitrato de beterraba com 400mg de nitrato por sachê, exatamente a dosagem que a literatura científica utiliza em diferentes protocolos de suplementação de nitrato para exercícios de endurance.
O mecanismo é bem estudado: o nitrato ingerido é convertido pela via nitrato–nitrito–óxido nítrico, aumentando a disponibilidade de óxido nítrico e podendo melhorar a eficiência do exercício.
A evidência científica, porém, não significa que todo atleta terá o mesmo ganho de performance nem que o nitrato seja capaz de impedir a fadiga da maratona.
Uma revisão sistemática com 73 estudos e mais de mil participantes encontrou melhora em potência, tempo até a exaustão e distância percorrida com suplementação de nitrato, reforçando que existe uma resposta ergogênica possível, mas que deve ser interpretada dentro do protocolo utilizado.
O Nitro Power Gel entrega 400mg por sachê, dentro da janela eficaz. com a vantagem de poder ser usado também durante a prova, combinando reposição de carboidrato e ação vasodilatadora numa janela única. Cada sachê de 30g entrega ainda 20g de carboidratos, 34,5mg de sódio e 200% da ingestão diária recomendada de Vitamina C.
Nitra Beet 400: beterraba e carboidrato no pré-prova
É aqui que entra outra possibilidade para o atleta que prefere trabalhar o nitrato antes da largada.
O Nitra Beet 400 Limão e Beterraba, da DUX Human Health foi formulado à base de beterraba em pó, fonte natural de nitratos, combinada a carboidratos, taurina, sódio, magnésio e vitaminas do complexo B. A porção fornece 20g de carboidrato, 1.000mg de taurina e 100mg de sódio. A fabricante orienta o consumo entre uma e duas horas antes do treino para buscar o pico de ação do nitrato.
Pré-prova e durante a maratona são estratégias diferentes
A diferença em relação a simplesmente comprar cápsulas de extrato de beterraba está na estratégia.
O atleta não está procurando apenas “beterraba”. Está tentando construir um protocolo pré-prova em que o nitrato entra antes da largada e o carboidrato continua entrando durante a maratona. São funções diferentes e não devem ser confundidas.
O Nitra Beet 400 pode fazer sentido nesse desenho justamente porque também entrega carboidrato no pré-treino, mas isso não transforma o produto em substituto dos géis durante a prova. Os 20g de carboidrato da porção são apenas uma parte do aporte necessário para uma maratona inteira.
O relógio também faz parte da estratégia
A lógica também muda a relação com o relógio. Se o produto for utilizado como estratégia de nitrato, ele precisa ser testado nos longões e sessões específicas antes de entrar no dia da prova. A própria DUX indica a janela de uma a duas horas antes do exercício.
O atleta precisa descobrir no treino se tolera o produto, se o horário funciona para sua rotina e como ele se encaixa no restante da alimentação pré-prova.
O problema não é tomar beterraba. É saber quanto entra no protocolo.
Por isso, a discussão sobre nitrato não deveria começar pela pergunta “qual suplemento tomar?”. Começa pela pergunta mais útil: quanto nitrato estou realmente colocando no protocolo, em que horário e com qual objetivo?
A literatura já utilizou doses de aproximadamente 300 a 600mg de nitrato em diferentes protocolos de suplementação, mas os estudos não são uniformes e a resposta não é universal. O ponto é justamente separar a dose estudada da promessa comercial e transformar o suplemento em parte de uma estratégia que o atleta consiga reproduzir.
Dois produtos, dois momentos da estratégia
O New Millen Nitro Power Gel, portanto, pode entrar durante a estratégia de alimentação da prova quando o atleta já conhece sua tolerância e seu planejamento de carboidratos.
O Nitra Beet 400 trabalha em outro momento: o pré-treino, com beterraba e carboidrato antes da sessão ou competição.
Não é uma questão de escolher o produto “mais forte”. É entender em qual ponto da estratégia cada produto resolve um problema.
O km 32 não aceita improviso
Para quem vai correr uma maratona pela primeira vez, o muro do km 32 é teórico até o dia em que vira real.
Para quem já correu, é a memória mais vívida da prova e a motivação mais concreta para estruturar um protocolo de suplementação antes da próxima.
A diferença entre os dois não está na quilometragem semanal, está no que acontece antes e durante a prova: carboidrato entrando antes da queda, nitrato quando fizer sentido para o protocolo, hidratação planejada e nenhuma dessas decisões sendo testada pela primeira vez quando o relógio já passou do km 30.
entreesportes.
Nota editorial: Suplementos de nitrato podem apresentar respostas diferentes conforme dose, timing, modalidade, nível de treinamento e características individuais. Estratégias de suplementação devem ser testadas durante os treinos antes da competição.
