15ª Maratona de Floripa: percurso plano, 14°C e uma janela que não volta em agosto — o que torna esse domingo o melhor dia do ano para estrear nos 42 km

15ª Maratona de Floripa: percurso plano, 14°C e uma janela que não volta em agosto, o que torna esse domingo o melhor dia do ano para estrear nos 42 km

Maratona

Domingo, 7 de junho. 6h da manhã. O Canteiro Central da Beira Mar Continental ainda está frio, aquele frio que não pesa 14°C, sem vento, o tipo de temperatura que o corredor descobre quando chega e pensa: agora entendi por que essa prova tem fila de espera. A 15ª Maratona de Floripa larga aqui. Não é coincidência que as melhores marcas pessoais apareçam nessa data, nesse percurso, nessa ilha. É engenharia de prova e quem ainda não correu os 42 km está olhando para a janela certa.

A Maratona de Floripa chegou à sua 15ª edição fazendo exatamente o que uma prova séria faz: repetir o que funciona. O mesmo mês de inverno, o mesmo percurso plano ao longo da Beira Mar e das pontes Pedro Ivo Campos e Colombo Salles, a mesma temperatura que o corredor que treinou em São Paulo, Curitiba ou Porto Alegre não vai encontrar no seu dia a dia. Florianópolis em junho não é destino turístico de verão é destino esportivo de performance. E é exatamente por isso que atletas de assessorias de todo o Brasil organizam viagem para cá no primeiro domingo do mês.

O percurso tem 80% dos metros ao nível do mar e altimetria que não chega a comprometer nenhuma estratégia de pace, característica que rendeu à prova o título de maratona mais rápida do Brasil, registrado pela revista Contra Relógio, e que a consolida como classificatória para Boston há anos. O que o percurso entrega, o atleta precisa saber usar e isso começa no planejamento de ritmo, não na largada.

A escolha do inverno não é acaso. Florianópolis em junho registra entre 14°C e 22°C, a faixa em que o organismo dissipa calor sem acionar os mecanismos de termorregulação que desviam energia da performance. Acima de 22°C, cada grau extra custa em média 1 a 2 minutos no tempo final de uma maratona. Abaixo de 14°C, a rigidez muscular começa a comprometer a economia de corrida. Junho em Floripa está no centro dessa janela. Quem corre aqui com o mesmo preparo que teria em agosto, em São Paulo, sai com um tempo diferente, não por milagre, mas por fisiologia.

O frio, porém, tem um detalhe que cobra caro de quem não prepara o protocolo: no inverno, a percepção de sede cai. O corredor bebe menos, repõe menos sódio e chega ao km 32 com câimbra ou queda de ritmo sem entender o motivo.  Não é treino insuficiente. É déficit de eletrólito acumulado silenciosamente durante as três primeiras horas de prova. Eletrólito sem carboidrato, para não interferir no protocolo de gel é a solução: o LIQUIDZ repõe sódio, potássio e magnésio sem adicionar carga glicêmica nos momentos em que a gestão de energia já está no limite, confira aqui.

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Florianópolis não é uma cidade que recebe maratona. É uma cidade que recebe três. A 15ª Maratona de Floripa em junho abre o ciclo. A Maratona Internacional de Floripa Fibra, com Label World Athletics e Selo Ouro da CBAt, 21 mil atletas em 2026, acontece em 29 e 30 de agosto na Beira-Mar Norte. A Maratona de Jurerê fecha o ano em outubro, em Jurerê Internacional: 42k no asfalto e meia maratona em percurso misto de trilha e praia. Isso não existe em mais nenhuma cidade brasileira: três maratonas, três percursos, três experiências dentro da mesma ilha e o corredor que faz as três em um ano tem um calendário que poucos no Brasil conseguem montar num único destino.

A Ilha tem o desenho certo para o endurance: avenidas planas à beira-mar para corrida e ciclismo, trilhas nos costões para trail, mar aberto na Lagoa da Conceição para natação, ondas em Joaquina e Mole com história de surfe mundial, e um calendário que vai da Volta da Ilha em abril, passa pelo IRONMAN Brasil em maio, as Maratonas: Maratona de Floripa em junho, em agosto a Maratona Internacional de Florianópolis, outubro a Maratona de Jurerê Internacional e também tem o 70.3. Não é vocação construída por evento, é vocação geográfica. A ilha tem 60 praias, costões, lagoas e morros num raio de 50 km. O esporte encontrou aqui o palco que precisava, e o atleta que descobre isso não volta mais para a lista de espera.

entreesportes.

As três maratonas da ilha

ProvaDataLocalDistânciasDestaque
15ª Maratona de Floripa07/06/2026Beira Mar Continental42k · 21k · 5kMais rápida do Brasil · inverno · PR
Maratona Internacional de Floripa Fibra29 e 30/08/2026Beira-Mar Norte42k · 21k · 5kLabel World Athletics · 21 mil atletas · classificatória Boston
Maratona de Jurerê10 e 11/10/2026Jurerê Internacional42k · 21k · 10k · 5k + desafiosPercurso misto · asfalto · trilha · praia