África do Sul, o vento vindo do Atlântico, a Table Mountain ainda com neblina baixa, 27 mil corredores na largada do Green Point. O continente africano esperava esse dia há anos. Quando Huseyidin Mohamed Esa cruzou a linha em 2:04:55 e destruiu em 3 minutos e 21 segundos o recorde do percurso, não foi só uma maratona que terminou, foi o início de uma nova era para o atletismo africano de fundo.
Cape Town não é uma prova fácil de ganhar. O percurso tem 260 metros de altimetria acumulada, o vento oceânico é uma variável constante e os últimos quilômetros ao longo da costa cobram o que os primeiros 35km escondem. Foi exatamente nesse cenário que o etíope Esa, seguido pelo compatriota Yihunilign Adane em 2:04:59 e pelo queniano Kalipus Lomwai em 2:05:06, entregou o campo masculino mais rápido já visto no continente africano. Lomwai, que entrou na prova como nome de segundo escalão, saiu com uma melhora de 8 minutos no seu personal best, o tipo de estreia que não se esquece.
No feminino, a prova teve drama real nos últimos 2,2 quilômetros. A etíope Ewnetie Dagnaw liderou do km 5 ao km 40, todos os checkpoints, pace de 3:23/km, construindo o que parecia uma vitória inevitável. No ponto em que o percurso dobra de Mouille Point em direção à Vlei Road, algo aconteceu. Dagnaw não cruzou a linha. O colapso transformou o que seria um sprint decisivo em uma coroação solitária para Dera Dida Yami, 2:23:18, com Mestawut Fikir em 2:23:46 e Waganesh Amare fechando uma varredura etíope completa em 2:23:57. Como o entreesportes já documentou em nossa cobertura da TCS London Marathon 2026, quando Sabastian Sawe atravessou a barreira dos 2 horas em 1:59:30, o atletismo de fundo vive um ciclo de redefinição de limites sem paralelo na história da modalidade.
MASCULINO — TOP 3
| Posição | Atleta | País | Tempo | Pace |
|---|---|---|---|---|
| 1º | Huseyidin Mohamed Esa | Etiópia | 2:04:55 | 2:57/km |
| 2º | Yihunilign Adane | Etiópia | 2:04:59 | 2:57/km |
| 3º | Kalipus Lomwai | Quênia | 2:05:06 | 2:58/km |
FEMININO — TOP 3
| Posição | Atleta | País | Tempo | Pace |
|---|---|---|---|---|
| 1ª | Dera Dida Yami | Etiópia | 2:23:18 | 3:23/km |
| 2ª | Mestawut Fikir | Etiópia | 2:23:46 | 3:24/km |
| 3ª | Waganesh Amare | Etiópia | 2:23:57 | 3:24/km |
Além do cronômetro, havia outra prova acontecendo em Cape Town e ela começou meses antes da largada. A Abbott World Marathon Majors estava em campo para a segunda avaliação oficial da candidatura de Cape Town, processo que exige passar em 104 critérios por dois anos consecutivos. A prova já havia aprovado a etapa 1 em 2024, a primeira maratona africana a fazer isso. A edição de 2025 foi cancelada por ventos extremos que destruíram a estrutura da largada 90 minutos antes do início, interrompendo o processo. A Abbott, em gesto incomum, garantiu estrela provisória a todos os finishers de 2026, que se torna definitiva se Cape Town passar a avaliação deste ano e a decisão final ainda será anunciada formalmente pela organização. O que 2:04:55 no percurso mais ventoso do calendário africano comunica aos avaliadores é difícil de ignorar.
O corredor brasileiro que acompanha o atletismo de fundo sabe que nunca houve um momento como este para correr mais rápido e enxerga na Maratona de Porto Alegre a janela real para melhorar o seu RP. O recorde mundial masculino é 2:00:35, de Kelvin Kiptum, e o feminino é 2:09:56, de Ruth Chepngetich, dois marcos que chegaram em menos de dois anos e redefiniram o que se entende por limite. Na TCS London Marathon 2026, Sabastian Sawe foi além: correu 1:59:30 em condições oficiais e o segundo colocado, Daniel Mateiko, também ficou abaixo das 2 horas, tornando Londres o primeiro dia na história em que dois atletas cruzaram essa barreira na mesma prova. Em Cape Town, Huseyidin Esa demoliu o recorde do percurso em 3 minutos e 21 segundos com 2:04:55, num curso ondulado, com vento oceânico, o que torna o tempo ainda mais expressivo. Porto Alegre é onde o maratonista brasileiro se mede dentro desse contexto: percurso plano, frio, torcida nas ruas, as condições que transformam ambição em cronômetro. O que decide a segunda metade é o que está no pé: a entressola NT-X 2.0 do Corre Turbo devolve energia a cada passada exatamente quando as pernas começam a negociar, entre o km 30 e o 38, o momento em que qualquer maratona se decide de verdade.
O bloco mais estratégico da temporada para o Corre Turbo acontece agora: a Olympikus lançou uma edição especial do modelo para a Maratona Internacional de Porto Alegre Olympikus 2026, consolidando o quarto ano consecutivo de parceria com a prova gaúcha, que nesta edição passa a carregar oficialmente o naming rights da marca. Não é só um lançamento estético. É o reconhecimento de que o Corre Turbo chegou ao nível de tênis oficial de uma das maiores maratonas do Brasil, a mesma estratégia adotada na Maratona Internacional de São Paulo. E para quem quer largar ao lado de Eliud Kipchoge na NB 42K Porto Alegre em julho, o tênis já está testado no percurso mais rápido do Brasil: o Corre Turbo Edição Especial Maratona Internacional de Porto Alegre Olympikus 2026 , disponível a R$ 699,99 na loja oficial no Amazon da Olympikus

FICHA TÉCNICA — Maratona Internacional de Porto Alegre Olympikus 2026
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Nome oficial | Maratona Internacional de Porto Alegre Olympikus 2026 |
| Edição | 41ª |
| Data | 30 e 31 de maio de 2026 |
| Local | Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil |
| Largada — Maratona | Av. Diário de Notícias, 300 — BarraShoppingSul |
| Chegada — Maratona | BarraShoppingSul |
| Percurso | Orla do Guaíba, Centro Histórico, Mercado Público Municipal, Rota do Papa, Beira-Rio |
| Altimetria | 14 metros — percurso mais plano e rápido do Brasil |
| Horário de largada | 6h00 (maratona) |
| Distâncias | 5km, 10km, 21km (meia maratona), Desafio Gaúcho e 42,195km (maratona) |
| Participantes | 30.000 — vagas esgotadas |
| Concluintes 42km em 2025 | 19.670 — maior da história do evento |
| Homologação | World Athletics, AIMS, CBAt |
| Premiação | R$ 1.000.000+ |
| Tênis oficial | Olympikus Corre Turbo Edição Especial — R$ 699,99 |
| Naming rights | Olympikus (4º ano consecutivo) |
| Expo da prova | 27 a 30 de maio — BarraShoppingSul |
| Organizador | CORPA — Clube de Corredores de Porto Alegre |
| Site oficial | maratonadeportoalegre.com.br |
A New Balance 42K Porto Alegre acontece em 12 de julho de 2026
E Kipchoge estará na largada. Será a segunda vez que o queniano corre em solo brasileiro: a primeira foi a maratona olímpica do Rio 2016, onde cruzou a linha em 2:08:44 com aquela precisão cirúrgica que o separou do resto do campo desde a marca dos 35km. Dez anos depois, o corredor que mudou o que se entende por possível numa maratona volta ao Brasil num contexto completamente diferente. Não é mais o atleta que caça recordes, é o atleta que escolheu o Brasil como palco da etapa sul-americana de um projeto de vida. A NB 42K Porto Alegre chega à terceira edição com percurso redesenhado: largada no Monumento ao Expedicionário, chegada no Parque Harmonia, apenas 20 metros de altimetria acumulada nos 42,195km. Plano, certificado por AIMS e World Athletics, frio de inverno gaúcho, temperaturas entre 3°C e 12°C na manhã de julho. Para performance de maratona, frio e plano é combinação rara no Brasil. Porto Alegre, cidade que entende de vento sul e de atletismo sério, vai receber Kipchoge como destino esportivo. Não como pano de fundo, como protagonista.
FICHA TÉCNICA — New Balance 42K Porto Alegre 2026
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Nome oficial | New Balance 42K Porto Alegre 2026 |
| Edição | 3ª |
| Data | 12 de julho de 2026 (domingo) |
| Local | Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil |
| Largada — Maratona | Monumento ao Expedicionário — Av. José Bonifácio, 245 (Parque da Redenção) |
| Chegada — Maratona | Parque Harmonia — Av. Loureiro da Silva, 255 |
| Largada — 5km / 10km / 21km | Parque Harmonia |
| Horários | Maratona elite e geral: 7h00 / Meia e 10km: 7h00 / 5km: 7h30 |
| Distâncias | 5km, 10km, 21,097km (meia maratona) e 42,195km (maratona) |
| Altimetria | 20 metros acumulados — percurso plano |
| Participantes | Até 15.000 corredores |
| Homologação | AIMS, World Athletics (Elite Label), CBAt (Permit Ouro) |
| Premiação garantida | R$ 549.000 — 1º lugar: US$ 15.000 / Melhor brasileiro/a: R$ 50.000 |
| Bônus recorde | Até R$ 600.000 para quebra de recorde nacional ou sul-americano |
| Premiação total possível | R$ 1.149.000 |
| Organizador | Run Sports / Ticket Sports |
| Atleta convidado | Eliud Kipchoge — etapa sul-americana do Eliud’s Running World |
| Site oficial | newbalance.com.br/corrida-nb-42k-poa |
Enquanto Cape Town reescrevia a história africana da maratona, Lima acordava antes do sol.
A Maratona adidas Rímac Lima 42K 2026, Elite Label Road Race pela World Athletics, largou na Avenida Larco, em Miraflores, com os malecões ainda na penumbra e milhares de corredores em cinco ondas. O keniano John Mburu Muiruri, 35 anos, ganhou com 2:10:21 e pace de 3:05/km, mas por margem que não se mede em tempo, em suspense. Seu compatriota Michael Kimani chegou dois segundos atrás, 2:10:23, mesmo ritmo, mesma estratégia, resultado diferente por uma batida de pé. O pódio masculino foi todo queniano, com Kenneth Keter fechando em 2:11:32. O Peru teve dois atletas nos cinco primeiros: Walter Nina Ñaupa, de Puno, em 4º com 2:11:58, e Ferdinand Cereceda Rodríguez, de Junín, em 5º com 2:12:12, o tipo de resultado que alimenta gerações. No feminino, a etíope Aberash Robi venceu em 2:27:30, pace de 3:30/km, mas a história da corrida feminina pertence à peruana Sheyla Eulogio Paucar, 28 anos, de Junín: cruzou em 2:27:32. Dois segundos. Em 42 quilômetros, dois segundos separam o título do vice-campeonato.
MASCULINO — Lima 42K 2026
| Posição | Atleta | País | Tempo | Pace |
|---|---|---|---|---|
| 1º | John Mburu Muiruri | Quênia | 2:10:21 | 3:05/km |
| 2º | Michael Kimani | Quênia | 2:10:23 | 3:05/km |
| 3º | Kenneth Keter | Quênia | 2:11:32 | 3:06/km |
FEMININO — Lima 42K 2026
| Posição | Atleta | País | Tempo | Pace |
|---|---|---|---|---|
| 1ª | Aberash Robi | Etiópia | 2:27:30 | 3:30/km |
| 2ª | Sheyla Eulogio Paucar | Peru | 2:27:32 | 3:30/km |
| 3ª | Verónica Maina | Quênia | [VERIFICAR] | — |
24 de maio de 2026 foi isso: Cape Town destruindo recordes sob a Table Mountain, Lima entregando drama nos malecões de Miraflores, e Kipchoge escolhendo o Brasil como próxima parada de um projeto que vai muito além do cronômetro. O calendário do atletismo de fundo não para e Porto Alegre, em julho, vai receber o maior maratonista da história num percurso plano, no frio do inverno gaúcho, com a NB 42K como palco.
Quem acompanha o entreesportes sabe o que isso significa: não é uma prova qualquer no calendário. É o tipo de largada que define temporadas.
entreesportes.
FICHA TÉCNICA — Sanlam Cape Town Marathon 2026
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Nome oficial | Sanlam Cape Town Marathon 2026 |
| Edição | 32ª |
| Data | 24 de maio de 2026 |
| Local | Green Point, Cidade do Cabo, África do Sul |
| Distância | 42,195km |
| Largada/Chegada | DHL Stadium, Green Point |
| Participantes | 27.000 corredores |
| Recorde masculino | 2:04:55 — Huseyidin Mohamed Esa (ETI) — 2026 |
| Recorde feminino anterior | 2:22:22 — Glenrose Xaba — 2024 |
| Status WMM | Candidata — avaliação Stage 2 em andamento |
| Site oficial | capetownmarathon.com |
FICHA TÉCNICA — Maratona adidas Rímac Lima 42K 2026
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Nome oficial | Maratona adidas Rímac Lima 42K 2026 |
| Data | 24 de maio de 2026 |
| Local | Miraflores, Lima, Peru |
| Largada | Avenida Larco |
| Chegada | Miraflores |
| Selo | World Athletics Elite Label Road Race |
| Site oficial | megafinisher.com |
