Sob o tema “O Legado de Rondon”, a prova retorna este fim de semana com 7K, 14K, 21K e 42K de trail run e dois desafios extremos — o Lobo Guará e a Onça Pintada — em um dos territórios mais selvagens do Centro-Oeste brasileiro
Em dezembro de 1913, o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon partiu de Cáceres com Theodore Roosevelt rumo a um rio que nem constava nos mapas. O chamavam de Rio da Dúvida, não por falta de curiosidade, mas por excesso de incerteza. Ninguém sabia para onde ele ia. Ninguém sabia quanto tempo levaria chegar à foz. Ninguém sabia se voltariam. Cinquenta e nove dias depois de alcançar o rio, em 27 de fevereiro de 1914, a expedição percorreu 686 quilômetros de floresta hostil, perdeu três homens, tragou cinco das sete canoas, enfrentou piuns, carapanãs, formigas de fogo, cobras, disenteria e malária e colocou no mapa da Amazônia um rio de 1.500 quilômetros que hoje carrega o nome Roosevelt. Essa é a história que a 12ª Maratona Senta a Púa escolheu como tema da temporada 2026. E não é por acaso.
A Chapada dos Guimarães tem uma relação orgânica com o espírito daquela expedição. Localizada a 60 quilômetros de Cuiabá, no coração geográfico da América do Sul, a cidade é o ponto de partida natural para quem quer entender o Mato Grosso além das planícies pantaneiras e do agronegócio do cerrado. O planalto da Chapada, com suas falésias de arenito, canyons verticais, quedas d’água e vegetação de cerrado que esconde trilhas de altimetria traiçoeira, é exatamente o tipo de território que Rondon conhecia melhor do que qualquer cartógrafo da época. Correr por aqui não é enfrentar uma prova de trail convencional. É se mover por um terreno que tem memória histórica em cada pedra, que guarda a lógica dos expedicionários que passaram por este estado construindo linhas telegráficas antes de descer o Rio da Dúvida. A Maratona Senta a Púa, que homenageia o Clube da Aeronáutica local, o “Senta a Púa”, onde fica a Vila Aventura, chegou à 12ª edição com a autoridade de quem construiu uma prova à altura do território.
O formato da edição 2026 oferece quatro distâncias individuais e dois desafios de dois dias. As provas individuais cobrem 7K (D+ 325m), 14K (D+ 500m), 21K (D+ 600m) e 42K (D+ 1.190m), altimetria acumulada que traduz, em metros de subida, a diferença entre uma prova de trail e uma maratona de rua. No 42K, com 1.190 metros de ganho de altitude em 42 quilômetros, o atleta não está apenas correndo, está gerenciando potência, respiração e glicogênio em ambiente de altitude, calor e terreno irregular simultaneamente.
O que o cerrado seco de maio faz com o atleta de trail é preciso: acelera a perda de sódio, potássio e magnésio pelo suor em ritmo que a água sozinha não consegue repor. Sódio regula o volume de fluido nas células e mantém o impulso nervoso funcionando, quando cai, a contração muscular perde eficiência antes que o atleta perceba a causa. Potássio controla o equilíbrio hídrico intracelular e previne câimbras nas subidas, exatamente o que a altimetria do 42K vai cobrar. Magnésio é o cofator de mais de 300 reações enzimáticas, incluindo a produção de ATP, sem ele, a recuperação entre o sábado e o domingo do Desafio da Onça Pintada simplesmente não acontece na velocidade que o atleta precisa.
Um repositor eletrolítico com fórmula de alta concentração, acima de 600mg de eletrólitos por dose, zero açúcar e base de água de coco, entrega esses minerais sem o pico glicêmico que desorganiza o metabolismo energético no meio da prova. O formato em sachê resolve a logística do colete: cabe no bolso, mistura em 300ml de água no ponto de apoio e pode ser usado ao acordar antes de largar, durante a prova e na janela de recuperação do sábado à noite. A Liquidz foi desenvolvida com esse protocolo em mente.
Para quem quer aprofundar a estratégia de hidratação em provas com esse nível de exigência, o entreesportes detalhou a ciência dos eletrólitos, isotônicos e carboidratos para o atleta que não quer mais errar na hidratação, leitura essencial antes de definir o protocolo de pontos de apoio.
O Desafio do Lobo Guará combina 14K no sábado com 7K no domingo, um tributo à agilidade e à capacidade de adaptação do maior canídeo do Brasil, um animal que transita entre biomas com a mesma naturalidade que um corredor de trail bem treinado transita entre terrenos. O Desafio da Onça Pintada é outra categoria: 42K no sábado, 21K no domingo, 63 quilômetros de trail em dois dias. É o tipo de desafio que não pede apenas preparo físico, pede a mesma capacidade que Rondon exigia dos seus homens no rio: continuar mesmo sem ver o fim do percurso. Quem completar qualquer um dos dois recebe uma medalha exclusiva adicional além das individuais. O que os pés calçam nesse percurso importa: solo arenoso do cerrado, raízes, pedra solta e travessias de rio exigem um tênis que entregue tração real sem penalizar o atleta com peso extra nos quilômetros finais. O Olympikus Corre Trilha 3 foi desenvolvido exatamente para esse tipo de terreno.
Para completar o Desafio da Onça Pintada, 42K no sábado largando às 5h, com ponto de corte às 8h30 no km 23, seguido de 21K no domingo largando às 5h45 com ponto de corte às 7h45 no km 12, o protocolo de nutrição precisa contemplar a recuperação noturna entre os dois dias. Em trail run de dois dias consecutivos, a reposição de carboidratos no período pós-prova do sábado e a estratégia de beta-alanina para tamponamento do lactato no domingo são os dois fatores mais críticos para quem quer cruzar a linha de chegada do segundo dia com as pernas ainda em modo funcional. O entreesportes analisou esses protocolos em profundidade em como usar carboidratos, beta-alanina e nitratos para retardar a fadiga e ir mais longe, confira antes de montar o plano alimentar para o fim de semana.
É exatamente aí que o New Millen Nitro Power Gel entra como ferramenta de suplementação estratégica dentro da prova. Com beterraba como ingrediente-chave, fonte natural e concentrada de nitratos, o gel combina a entrega rápida de energia com o estímulo à produção de óxido nítrico, promovendo dilatação vascular e aumento da oxigenação muscular no momento em que o atleta mais precisa. Para quem está construindo sua estratégia de nutrição em provas longas, onde cada gel conta e cada quilômetro sem combustível custa caro, o Nitro Power Gel é uma opção tecnicamente embasada que vai além do carboidrato simples. Garanta o seu New Millen Nitro Power Gel aqui.
O que a Expedição Roosevelt-Rondon tem a ensinar ao atleta de trail de 2026 vai além do romantismo histórico. Rondon e Roosevelt navegaram 686 quilômetros de rio desconhecido com sete canoas, sem GPS, sem comunicação externa, sem previsão do tempo e sem certeza de quando,ou se, emergiriam da floresta. Dos 19 homens que iniciaram a descida do Rio da Dúvida, três não voltaram. Roosevelt perdeu um quarto do seu peso e chegou a Manaus febril, com erisipela, com uma ferida na perna que quase o matou e sua saúde nunca se recuperou completamente. Rondon, descendente de indígenas Terena, guiava a expedição com o princípio que definiu sua vida inteira: “Morrer, se preciso for. Matar, nunca.” A Maratona Senta a Púa não pede que o atleta enfrente piratas, cobras ou disenteria amazônica. Pede que ele siga em frente mesmo sem ver o fim. E a Chapada dos Guimarães, com seus canyons que desaparecem na névoa do cerrado de manhã cedo e suas subidas que exigem caminhada mesmo dos corredores mais treinados, entrega exatamente essa experiência, a de avançar num território que não abre concessões para quem não está preparado para respeitar o terreno.
A Chapada dos Guimarães é um dos destinos esportivos mais subestimados do Brasil. Quem chega para a Maratona Senta a Púa e não dedica pelo menos um dia extra para explorar o território está perdendo metade da viagem. O Véu de Noiva, uma cachoeira de 86 metros dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, fica a poucos quilômetros da Vila Aventura. O Mirante da Chapada, com vista para a depressão do Pantanal no horizonte, é o tipo de paisagem que justifica o deslocamento de qualquer ponto do país. A Cidade de Pedra, com suas formações areníticas de milhões de anos, é o cenário que mais se aproxima esteticamente do tipo de terreno que os expedicionários de 1913 precisaram atravessar no caminho para o Rio da Dúvida. Para quem vem de avião, o aeroporto de Cuiabá recebe voos diretos de São Paulo, Brasília e Rio e os 60 quilômetros de estrada até Chapada dos Guimarães são o tipo de translado que já faz parte da experiência, com o cerrado se transformando em planalto na subida para o município. A pousada parceira da organização, a Pousada Penhasco, a três quadras da Vila Aventura, posiciona o atleta a distância de caminhada do evento.
A 12ª Maratona Senta a Púa larga neste sábado, 16 de maio, com a Corrida em Trilha 42K às 5h e o 14K às 6h, seguidos no domingo pelo 21K às 5h45 e pelo 7K às 6h. O Rio da Dúvida foi colocado no mapa por dois homens que decidiram ir mesmo sem saber o fim. Neste fim de semana, as trilhas da Chapada dos Guimarães fazem a mesma pergunta que Rondon fez a Roosevelt em 1913: você vai?
entreesportes.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Nome oficial | 12ª Maratona Senta a Púa — Trail Run 2026 |
| Temporada | O Legado de Rondon |
| Datas | 16 e 17 de maio de 2026 |
| Local / Vila Aventura | Clube Social da Aeronáutica “Senta a Púa” — Rua 25, Bom Clima, Chapada dos Guimarães, MT |
| Distância de referência | Cuiabá → Chapada dos Guimarães: ~60 km |
| Organização | Ultramacho Aventura na Natureza |
Distâncias e altimetria
| Prova | Dist. | D+ | Largada | Tempo máximo | Corte |
|---|---|---|---|---|---|
| Trail Run 42K | 42K | 1.190m | Sáb 5h | 7 horas | KM 23 às 8h30 |
| Trail Run 14K | 14K | 500m | Sáb 6h | — | — |
| UltraKids/Teens | — | — | Sáb 16h | — | — |
| Trail Run 21K | 21K | 600m | Dom 5h45 | 4 horas | KM 12 às 7h45 |
| Trail Run 7K | 7K | 325m | Dom 6h | — | — |
Desafios combinados
| Desafio | Composição | Altimetria total | Medalha extra |
|---|---|---|---|
| 🐺 Lobo Guará | 14K (sáb) + 7K (dom) | D+ 825m | ✅ |
| 🐆 Onça Pintada | 42K (sáb) + 21K (dom) | D+ 1.790m | ✅ |

