Serra dos Eucaliptos 2026: O Que 60km de Trail em Biritiba Mirim
60km, 37km ou 16km — a Serra dos Eucaliptos não tem distância fácil no sábado. Para quem vai no ultra, o filtro é objetivo: o ponto de corte no km 29 elimina quem não passar dentro de 5h30 de prova, sem aviso, sem negociação. Para quem escolheu os 37km, é a superfície que cobra, 98% de estradão de terra e trilha que vai exigir postura e pisada do primeiro ao último km. Para os 16km, é a ilusão de que distância menor significa prova confortável: em trilha de interior paulistano, não existe km que perdoa erro de ritmo. Três provas. O mesmo eucaliptal. Biritiba Mirim vai cobrar no sábado o que cada atleta fez, ou deixou de fazer, nos últimos meses de preparação.
O atleta que escolheu a Serra dos Eucaliptos sabe o que está buscando. Não é a foto na linha de chegada de uma prova com patrocinador de banco. Para quem vai nos 60km, é a confirmação de que o corpo sobrevive ao desnível real, às decisões táticas na segunda hora e ao km 35 com 25 ainda pela frente.

Para quem escolheu os 37km, é o termômetro de temporada, a distância que fica entre a corrida de rua e o ultra, e que exige gerenciamento de esforço que a planilha de estrada não treina. Para os 16km, é a estreia no trail de verdade ou o aquecimento para uma distância maior no calendário. O denominador comum para todos: 98% de estradão de terra e trilha, sem asfalto para absorver erro de postura e sem grade de largada urbana para inflar o pace nos primeiros quilômetros.
O que decide o sábado foi decidido nas semanas anteriores e a lógica vale para os três percursos. Nos 60km, a pergunta que você vai responder no km 35 é: saí no ritmo certo ou saí no ritmo que queria? Nos 37km, ela aparece no km 20. Nos 16km, na segunda subida. A decisão de ritmo que separa quem termina forte de quem sobrevive é a mesma em trilha que em estrada, só com menos margem de correção sem asfalto para recuperar postura nas descidas, cada subida forçada cobra no setor seguinte o que você economizou mal no anterior. Nos 60km, o ponto de corte no km 29 torna isso uma consequência técnica com hora marcada. Nos 37km e 16km, o juiz é o relógio no seu pulso e a pergunta é a mesma: fui inteligente na primeira metade?
Cada item obrigatório do regulamento existe porque alguém, em alguma prova, precisou dele. Mochila de hidratação, pelo menos 500ml abastecidos na saída. Número de peito fixado na parte frontal e visível. Alimentação individual: gel, barra, o que você testou em treino e sabe que o seu estômago aceita depois de 4 horas em esforço. Lanterna de cabeça com baterias reserva. Apito, o da própria mochila vale. Celular carregado. A lanterna é obrigatória mesmo para quem projeta terminar no meio da tarde: com limite de 12 horas e largada às 6h, o teto é 18h e trechos de trilha fechada perdem luz antes do horário. O celular não é formalidade: é o que você vai usar se tomar uma bifurcação errada em estrada rural com sinalização específica de prova.
A mochila de hidratação é o gear que mais atleta erra e o erro aparece no km 25, não em casa. Um colete que distribui mal o peso no torso desgasta os ombros antes do meio da prova. Gel esquecido em bolso inacessível é gel que não entra quando o estômago está pedindo.
O entreesportes pro tem uma categoria específica de trail com curadoria técnica pensada para quem vai largar numa prova real e o Kit Colete Hidratação Trail Running com Refil de 1L está na seleção para quem quer mobilidade e organização de carga num sistema único.
Verifique a capacidade total com softflasks adicionais para cumprir o mínimo de 1,5L do regulamento. Sobre nutrição: em 12 horas com suporte de água e doces nos PCs, o atleta que não leva gel próprio testado em treino vai sentir o tanque esvaziar por volta do km 40. E o problema de sabor único aparece cedo no ultra, o estômago começa a rejeitar inputs repetitivos depois de 5 horas de esforço, quando a cabeça já está em modo de gestão e não de prazer.
O Energy Pro Gel Black da Sudract resolve isso: a caixa de 10 sachês sortidos deixa você variar o sabor a cada gel, o que faz diferença real quando o corpo está exausto e o input precisa descer sem resistência. Monte a sua caixa com o gear de trail que funciona, antes de chegar em Biritiba Mirim com o que sobrou na prateleira.
O atleta que chega em Biritiba Mirim na sexta já está correndo a prova. São aproximadamente 70km de São Paulo pela Mogi-Bertioga, a mesma estrada que atravessa a Serra do Mar e entra numa zona onde o celular perde sinal junto com o barulho da cidade. Não tem resort de beira de largada. Tem pousada de interior, comida de quilômetro zero e o tipo de silêncio que o corpo reconhece antes de uma prova difícil. A largada é na Igreja Católica do Castelano, um marco de estrada rural que não aparece em nenhum guia convencional de viagem. Quem caminha pelo entorno na tarde de sexta, reconhece o início do percurso e sente o cheiro do eucaliptal antes da luta, chega no sábado com um dado a mais: conhece o terreno antes de estar exausto nele. O protocolo de véspera para ultra não muda pelo endereço, carboidrato no jantar, nada novo no prato, cama cedo. O que muda é a qualidade do silêncio que você vai dormir.
O plano tático para sábado, PC a PC: saia conservador no primeiro setor, use a caminhada de poder nas subidas desde o início, não só quando a fadiga obrigar, reponha hidratação e gel em cada posto sem esperar sentir sede nem fome. Chegue ao km 29 com reserva, não no limite. Com reserva, a segunda metade é corrida. No limite, é gestão de crise. Nos 37km e 16km, a lógica é a mesma mas comprimida: o percurso em terra exige atenção de pisada constante, do primeiro ao último km, sem asfalto para absorver os erros. A mochila com distribuição correta de peso, a nutrição testada em treino e a lanterna carregada na cabeça, esses três detalhes separam quem assina a ficha de finisher de quem abandona antes do fim.
A Serra dos Eucaliptos é o tipo de prova que fica no corpo mais tempo do que no feed. Se você larga sábado ou está escolhendo a próxima prova de trail para fechar a temporada, entre no clube do entreesportes no Strava. Onde atletas de ultra, trail e corrida de rua compartilham atividade com quem entende o que significa cruzar 60km de terra. E se ainda não respondeu o que quer resolver nessa temporada em gear, suplementação e preparação para prova, este é o momento.
entreesportes.
BLOCO 6 — FICHA TÉCNICA
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Nome oficial | Serra dos Eucaliptos – Ultramarathon Trail 2026 |
| Data | 8 de agosto de 2026 (sábado) |
| Local de largada/chegada | Estrada Castelano, s/n – Biritiba Mirim / SP (Igreja Católica do Castelano) |
| Distâncias | 60km · 37km · 16km — masculino e feminino |
| Horários de largada | 60km: 06h00 · 37km: 07h00 · 16km: 07h30 |
| Percurso | 98% estradão de terra e trilhas |
| Desnível positivo (60km) | ≈ 1.061m D+ |
| Pontos de apoio | 5 PCs distribuídos a cada ~10km |
| Ponto de corte (60km) | Km 29 (PC3) — máximo 5h30 após a largada |
| Tempo limite total | 12 horas |
| Itens obrigatórios | Número de peito · mochila de hidratação ≥1,5L (500ml na largada) · alimentação individual · lanterna + baterias reserva · apito · celular carregado |
| Itens sugeridos | Bastões · protetor solar · blusa UV50+ · meia de compressão · boné/viseira · fleece ou anorak |
| Premiação 60km | Troféu especial 1º ao 5º · Troféu Finisher para todos dentro do limite |
| Premiação 37km/16km | Troféu especial 1º ao 5º · troféus por categoria de idade |
| Organizador | João Carlos de Oliveira / @treinaoprojetocorrerevida |
| Site oficial | runff.com.br/evento/126 |
Quem vai correr em Biritiba Mirim tem a prova no corpo. Registre no Strava, entre no clube do entreesportes e compartilhe com quem sabe o que 60km de trilha entregam.
