Existe um momento que todo atleta de endurance conhece e ninguém quer repetir: o quilômetro em que as pernas deixam de responder, o pace despenca e o corpo sinaliza que o combustível acabou antes da prova terminar. Não é falta de treino. É falta de estratégia nutricional. O atleta moderno que leva a performance a sério entende que nutrição e suplementação durante o esforço não são conforto — são parte da fisiologia da prova. E quem não as planeja com a mesma atenção que planeja a planilha de treinos está, literalmente, largando com desvantagem metabólica.
A ciência do endurance avançou muito na última década em relação à ingestão de carboidratos durante o esforço. Durante muito tempo, o limite aceito era de 60 gramas por hora — o teto da absorção intestinal de glicose. O que mudou o jogo foi a descoberta de que a combinação de múltiplos transportadores intestinais — glicose e frutose em proporção adequada — eleva essa capacidade de absorção para 90 e até 120 gramas por hora em atletas treinados e adaptados. Para uma maratona, um Ironman ou uma ultramaratona, essa diferença representa dezenas de gramas a mais de substrato energético chegando aos músculos antes de o glicogênio esgotar. É a diferença entre manter o ritmo e quebrar.
Do ponto de vista fisiológico, dois compostos se destacam no arsenal de suplementação estratégica para retardar a fadiga: a beta-alanina e os nitratos. A beta-alanina age como precursora da carnosina muscular — um tampão intracelular que neutraliza o acúmulo de íons de hidrogênio gerados durante o esforço intenso, retardando a acidose que leva à falha contrátil. Seu uso requer suplementação crônica de quatro a sei semanas para saturar os depósitos musculares e produzir efeito real na prova. Já os nitratos — presentes em alta concentração na beterraba — são convertidos pelo organismo em óxido nítrico, molécula que promove a vasodilatação dos vasos sanguíneos, melhora o fluxo sanguíneo para os músculos ativos e reduz o custo de oxigênio do exercício. Mais oxigênio chegando, menos fadiga instalando.
É exatamente aí que o New Millen Nitro Power Gel entra como ferramenta de suplementação estratégica dentro da prova. Com beterraba como ingrediente-chave — fonte natural e concentrada de nitratos —, o gel combina a entrega rápida de energia com o estímulo à produção de óxido nítrico, promovendo dilatação vascular e aumento da oxigenação muscular no momento em que o atleta mais precisa. Para quem está construindo sua estratégia de nutrição em provas longas — onde cada gel conta e cada quilômetro sem combustível custa caro —, o Nitro Power Gel é uma opção tecnicamente embasada que vai além do carboidrato simples. Garanta o seu New Millen Nitro Power Gel aqui.
Se você está montando a sua estratégia de nutrição de prova agora, o ponto de partida é a periodização dessa ingestão ao longo do esforço. Nos primeiros 45 minutos, o glicogênio muscular ainda sustenta o ritmo sem reposição externa. A partir daí, a ingestão de carboidratos precisa começar — e ser mantida de forma consistente a cada 20 a 30 minutos, independente da sensação de fome ou de sede. Como já exploramos aqui no entreesportes na matéria sobre recuperação proteica no endurance: “a janela de recuperação não é um detalhe nutricional — é parte da periodização.” O mesmo princípio vale para a nutrição durante a prova: ela não é um detalhe de conforto. É uma variável fisiológica que precisa ser periodizada. Leia a matéria completa sobre como estruturar sua recuperação para as provas da semana e entenda como nutrição intra e pós-prova se complementam numa estratégia integrada.
A adaptação intestinal ao alto volume de carboidratos durante o esforço não acontece da noite para o dia e esse é um ponto que a maioria dos atletas descobre na pior hora possível, dentro da prova. O intestino precisa ser treinado para absorver 90 ou 120 gramas por hora sem gerar desconforto gastrointestinal. Isso significa testar a estratégia nutricional nos treinos longos, com os mesmos produtos que serão usados na competição, nas mesmas condições de temperatura e intensidade. Quem chega na prova testando gel pela primeira vez está apostando no escuro. [Acesse aqui mais opções de suplementação para treino e prova
A diferença entre quebrar nos últimos quilômetros e cruzar a linha de chegada no ritmo está, muitas vezes, dentro da mochila de hidratação
Nitratos, óxido nítrico e a vantagem que começa antes da largada
O protocolo de uso de nitratos para performance vai além da ingestão pontual na prova. A literatura científica indica que o pico de concentração de nitrato no plasma acontece entre duas e três horas após a ingestão, com efeito sustentado por até 24 horas. Para o atleta que quer otimizar esse mecanismo, a estratégia começa no dia anterior à prova, com uma ingestão noturna e se repete no pré-largada, garantindo que os níveis plasmáticos de óxido nítrico estejam elevados no momento do esforço. Combinado com a estratégia de carboidratos bem executada e a carnosina muscular saturada pela beta-alanina, o atleta chega na largada com três sistemas fisiológicos trabalhando a seu favor: energia disponível, tampão ácido ativo e vasodilatação sustentada.
Os desdobramentos para a performance são concretos e mensuráveis. Estudos com ciclistas, corredores e triatletas mostram reduções de 1% a 3% no custo de oxigênio do exercício com suplementação de nitratos — o que pode representar minutos numa meia maratona ou numa prova de ciclismo. A beta-alanina demonstra benefícios mais pronunciados em esforços entre um e quatro minutos de alta intensidade, mas também contribui em provas mais longas com múltiplos picos de intensidade. Como já abordamos aqui no entreesportes na matéria sobre periodização e base aeróbica: “performance não se constrói só no limite — ela se constrói também na paciência de quem entende que o motor precisa de base antes de potência máxima.” A suplementação estratégica é a camada final que potencializa uma base bem construída. Leia como a Zona 2 constrói o motor que nenhum treino intenso consegue comprar e entenda por que suplementar sem base é construir no areia.
Nutrição de prova é ciência aplicada, e o atleta que domina essa camada chega à linha de chegada com o relógio e o corpo alinhados. Monte sua estratégia agora: teste nos treinos longos, ajuste as doses, escolha os produtos certos e chegue na largada sabendo exatamente o que vai colocar no corpo em cada quilômetro. O New Millen Nitro Power Gel é o ponto de partida para quem quer combinar energia imediata com o estímulo vascular que os melhores atletas do mundo já usam.
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