Trirex 2026 – 2ª etapa Trail Run: em Brotas, cada distância coloca o atleta diante de uma prova diferente
Para quem já conhece a montanha, a questão não é transformar a prova em uma conta de quilômetros ou desnível, é reconhecer como o terreno vai alterar a corrida e chegar à largada com as principais decisões já tomadas.
É a mesma lógica apresentada pelo entreesportes em 3 decisões que mudam sua corrida de montanha antes mesmo da largada: antes de correr, o atleta precisa saber que tipo de esforço o percurso vai exigir, onde sua estratégia pode ser comprometida e quais escolhas precisam estar definidas antes de entrar na trilha.
No Trirex, isso ganha peso nos 42K porque qualquer erro de gestão terá muitos quilômetros para aparecer.
O atleta encontrará subidas, descidas, trechos de trilha e pontos de hidratação ao longo do percurso.
Cada mudança exige uma resposta diferente. A passada utilizada em uma subida não será a mesma de um trecho corrível; a descida exige outro controle; alimentação e hidratação precisam acompanhar a duração da prova, essa relação entre terreno e corrida já foi explorada pelo entreesportes em Corpo em terreno variado: o que a corrida de montanha exige de você e como estar pronto, o ponto, nos 42K, é colocar esse conhecimento em prática durante uma prova de longa duração.
Os 30K, também exigem uma leitura específica da montanha e uma estratégia própria de esforço, nos 20K, 10K e 5K, essa relação muda novamente, com 385, 179 e 80 metros de desnível, respectivamente.
São cinco experiências de corrida dentro do mesmo território, e é a partir dessa diferença que começa a pergunta central desta matéria: o que, de fato, muda para o atleta quando ele escolhe 5K, 10K, 20K, 30K ou 42K?
A distância muda a forma de correr a montanha
As cinco distâncias do Trirex colocam o atleta diante da mesma montanha, mas não da mesma corrida.
Nos 5K, a principal mudança está na adaptação de quem vem da rua e ainda mede a corrida pelo pace: passada, apoio e velocidade precisam responder ao terreno, porque correr mais rápido nem sempre significa correr melhor.
Nos 10K, essa adaptação já precisa estar acompanhada de controle de esforço, a subida não deve ser tratada como um trecho para ganhar tempo a qualquer custo, mas como parte de uma sequência que inclui a descida, onde a musculatura passa a absorver carga e controlar o corpo.
Quando a distância chega aos 20K, essa relação deixa de ser apenas uma questão de adaptação e passa a exigir administração da corrida, o atleta precisa reconhecer onde consegue manter corrida contínua, controlar o esforço nas subidas e evitar usar as descidas para recuperar segundos que serão cobrados depois. É nesse ponto que a preparação específica começa a aparecer de forma mais evidente: não basta ter capacidade aeróbica para correr a distância; é preciso que força, estabilidade e capacidade de reagir ao terreno continuem funcionando quando o corpo já acumulou tempo de esforço.er mattis, pulvinar dapibus leo.

A diferença entre as distâncias, portanto, está no quanto o terreno consegue interferir na corrida e na capacidade do atleta de responder a essa interferência sem perder eficiência.
Nos 30K, a estratégia precisa sobreviver à segunda metade
Os 30K já colocam o atleta diante de uma corrida em que as decisões do início precisam continuar funcionando muitos quilômetros depois.
Uma saída acima do esforço sustentável pode produzir uma parcial rápida, mas cobra a conta na descida seguinte ou nos quilômetros finais, quando a musculatura começa a perder eficiência.
É também nesse ponto que equipamento e alimentação deixam de ser detalhes, o atleta precisa saber quanto vai carregar, como vai acessar a hidratação e qual estratégia de carboidrato consegue sustentar ao longo da prova sem criar desconforto gastrointestinal.
Essa relação entre duração do esforço e disponibilidade energética já foi abordada pelo entreesportes em Nutrição e Suplementação no Endurance: como usar carboidratos, beta-alanina e nitratos para retardar a fadiga e ir mais longe, para quem está estruturando essa estratégia, o entreesportes pro entra como a camada de curadoria: a proposta é organizar os produtos indicados nas próprias matérias a partir da necessidade do atleta, e não simplesmente apresentar uma lista de suplementos.
É exatamente aí que o New Millen Nitro Power Gel entra como ferramenta de suplementação estratégica dentro da prova, com beterraba como ingrediente-chave, fonte natural e concentrada de nitratos, o gel combina a entrega rápida de energia com o estímulo à produção de óxido nítrico, promovendo dilatação vascular e aumento da oxigenação muscular no momento em que o atleta mais precisa.
Para quem está construindo sua estratégia de nutrição em provas longas, onde cada gel conta e cada quilômetro sem combustível custa caro, o Nitro Power Gel é uma opção tecnicamente embasada que vai além do carboidrato simples. Garanta o seu New Millen Nitro Power Gel aqui.
Os 42K transforma Brotas em uma maratona de montanha
Nos 42K, são 771 metros de ganho positivo e tempo limite de sete horas.
A prova muda de categoria porque o atleta passa a administrar uma combinação muito maior de duração, desnível, dano muscular e disponibilidade energética, opercurso possui pontos de hidratação ao longo da prova, incluindo referências nos quilômetros 10, 21,1 e 32,1.
Nesse estágio, não existe estratégia isolada, o ritmo depende da musculatura; a musculatura depende da forma como as subidas e descidas foram administradas; e a capacidade de continuar correndo depende também de hidratação e combustível.
Quando o esforço se prolonga, a estratégia nutricional ganha ainda mais importância. O entreesportes já analisou essa mudança em Acima de 6 horas, o jogo muda: o que a fisiologia diz sobre carboidrato em trail e em CrossFit/Hyrox por classificação, mostrando como a duração do esforço altera a forma de pensar a disponibilidade de carboidrato.
Para chegar bem aos 42K, porém, a estratégia começa antes da largada, Recovery Pós-Treino Fourlab pode entrar no pós-treino durante a preparação, dentro de uma rotina de recuperação que permita ao atleta chegar à prova com capacidade de treinar novamente e acumular carga sem transformar cada sessão em uma dívida de recuperação.
Depois da prova, a mesma lógica pode ser aplicada ao período de recuperação do esforço realizado.
A descida é parte do percurso que você precisa treinar
Brotas coloca o atleta diante de uma situação comum nas provas de montanha: a maior parte do treinamento costuma dar mais atenção à capacidade de subir do que à capacidade de descer.
O problema é que a descida também precisa ser aprendida.
Passada mais curta, apoio rápido, controle do centro de massa e capacidade de antecipar a linha de corrida são habilidades que aparecem quando o terreno começa a exigir precisão, o entreesportes já detalhou esse ponto em Preparar o corpo para a montanha: a prova não testa o pulmão que sobe, testa o joelho que freia na descida, mostrando por que a preparação para uma corrida de montanha precisa incluir trabalho específico para as descidas, força e propriocepção.
No Trirex, isso importa em todas as distâncias, mas especialmente a partir dos 20K, quando a qualidade dessa execução começa a determinar quanto das pernas ainda estará disponível no final.
A prova começa no equipamento que você escolheu para aquele terreno
Tênis, colete, alimentação e hidratação precisam resolver problemas concretos, não existe vantagem em carregar equipamento apenas porque ele aparece numa lista de trail.
Um tênis para Brotas precisa oferecer a combinação de aderência, proteção e estabilidade compatível com o terreno que o atleta vai enfrentar, é a mesma lógica do comparativo entre Olympikus Corre Trilha 3, adidas Terrex Agravic Speed Ultra 2 e ASICS Trabuco 14: a escolha começa pela demanda do percurso e pelo perfil de uso, não pelo nome da marca.
O Olympikus Corre Trilha 3, o terceiro capítulo da linha Trilha não é uma atualização cosmética, é um modelo construído com aderência, proteção e eficiência de passada para os terrenos variados que definem o trail nacional: areia compacta e fofa, trilha de mata atlântica, cerrado aberto, costão rochoso, paredão de pedra, lama de temporada. O corredor brasileiro não corre num bioma só e o Corre Trilha 3 foi desenvolvido para acompanhar essa variedade.
A mesma decisão vale para a suplementação, quanto mais longa a distância, maior a importância de testar o equipamento com o volume de líquido e alimentação que será utilizado na competição.
É nesse momento que o entreesportes pro entra naturalmente: não como uma vitrine de produtos, mas como a camada seguinte para quem já identificou o problema e precisa escolher uma solução compatível com seu perfil.
Para avançar nessa decisão, o leitor pode responder ao questionário do entreesportes pro e indicar seu esporte, o que busca resolver agora, o que já consome no esporte, o que pretende ganhar com a preparação e quais são suas preocupações antes de escolher uma solução. A partir dessas respostas, a proposta é direcionar a curadoria para aquilo que realmente faz sentido para o seu momento.
Setembro é uma segunda leitura do que começou em fevereiro
A etapa de 19 de setembro não está isolada no calendário, o Trirex 2026 começou em 28 de fevereiro e termina com essa segunda etapa em Brotas.
Quem participa das duas corridas completa o desafio do circuito e conquista o amuleto formado pelas duas medalhas.
Para quem esteve na primeira etapa, existe outra variável: comparar o atleta que largou em fevereiro com aquele que chega agora.
O que mudou na preparação?
A capacidade de subir?
A técnica de descida?
A alimentação?
O equipamento?
A distância escolhida?
Uma segunda etapa pode ser mais interessante justamente porque permite medir evolução em condições que o atleta já conhece.
Brotas não entrega uma distância. Entrega um território de aventura
Brotas construiu sua identidade turística a partir da natureza e dos esportes de aventura.
A cidade é reconhecida como a “Capital da Aventura” e reúne rios, cachoeiras, trilhas, paredões e áreas de mata que sustentam atividades como rafting, canionismo, rapel, tirolesa, mountain bike e trekking.
O rio Jacaré-Pepira é um dos principais elementos desse território e está diretamente ligado ao desenvolvimento do turismo de aventura local.
Essa característica ajuda a entender por que o Trirex encontra em Brotas um cenário coerente com a proposta do trail run, o atleta não está chegando a um lugar escolhido apenas para receber uma corrida. Está entrando em um território que há décadas utiliza o relevo, a água e as trilhas como parte da experiência de quem busca aventura ao ar livre.
A própria estrutura de turismo de aventura da cidade foi construída com preocupação com preservação, segurança e organização das atividades.
É nesse ambiente que as cinco distâncias do Trirex ganham características diferentes: 5K apresenta o corredor ao terreno, 10K aumenta a exigência de controle, 20K começa a cobrar estratégia, 30K amplia a importância da gestão muscular e energética, enquanto 42K reúne todas essas variáveis em uma prova que pode durar até sete horas.
O atleta que chegar ao Patrimônio de São Sebastião da Serra precisa saber não apenas qual distância escolheu, mas que tipo de experiência de corrida está buscando dentro de Brotas.
Porque a distância determina o problema que ele terá de resolver.
E o território determina parte das respostas que essa corrida vai exigir.
Brotas é conhecida pela aventura, para quem chega para correr, porém, a aventura não está apenas no nome da cidade ou nas atividades que acontecem fora da prova.
Está no terreno que transforma cada escolha de corrida em parte da experiência.
No Trirex, Brotas deixa de ser apenas o endereço da largada.
Passa a ser parte da própria prova.
entreesportes.
| Data | 19 de setembro de 2026 |
| Local | Patrimônio São Sebastião da Serra · Brotas, SP |
| Evento | Trirex Trail Run 2026 · 2ª etapa |
| Distâncias | 5K · 10K · 20K · 30K · 42K |
| Concentração | 6h00 |
| Largadas | 20K · 30K · 42K: 6h30 · 10K: 7h00 · 5K: 7h10 |
| Tempo limite | 7 horas |
| Desnível | 5K: 80 m · 10K: 179 m · 20K: 385 m · 30K: 506 m · 42K: 771 m |
| Hidratação | Pontos distribuídos ao longo dos percursos, conforme a distância |
| Kit | Medalha · numeral com chip · isotônico/fruta · infraestrutura; kits superiores incluem camiseta e boné |
| Retirada de kit | 17/09: Run For Piracicaba, 10h–15h · 18/09: evento, 16h–20h |
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